15 de mar. de 2012

Fotos da VI Feira de Incentivo À Leitura

     Depois de meses, consegui mais fotos da Feira, que aconteceu em novembro de 2011. Olha eu aí com a Turma da Mônica:

A Turma no meu estande.

A Mônica se distraiu...

...e dei um nó no Coelhinho! Má influência do Cebolinha!


                Voltei a ser criança, hehe.

12 de mar. de 2012

Dom Casmurro em Quadrinhos / Moebius

     Essa edição eu pretendo ter:



    "Bento Santiago, velho e solitário, escreve um livro em que narra sua própria história para tentar entendê-la e desvendar o enigma que o assombra: sua mulher o teria traído?
    A retrospectiva começa em 1857, no Rio de Janeiro, quando ele, aos 15 anos, descobre-se apaixonado por sua amiga de infância Capitu, 14, menina pobre da casa ao lado. O rapaz só se dá conta de seu real sentimento pela vizinha ao ouvir o agregado José Dias alertar sua mãe, a rica viúva dona Glória, de que a proximidade dos garotos poderia trazer dificuldades ao ingresso do menino no seminário - para onde Bento deveria ir por conta de uma promessa materna.
     Diante do obstáculo, os jovens se unem ainda mais e juram se casar. Sem ter como escapar de seu destino, o jovem vai para o seminário e lá conhece Escobar, que se torna o seu melhor amigo. Mas Bento está determinado a não se ordenar padre, dado o desenrolar do romance com Capitu.
     Mas uma terrível dúvida - uma dupla traição - pode abalar toda a promessa de felicidade que aparente aguardar o casal.
     Baseada na obra de Machado de Assis, a adaptação em quadrinhos de Dom Casmurro tem roteiro de Ivan Jaf e arte de Rodrigo Rosa.

     De acordo com o release da editora, alguns dos pontos fortes da adaptação incluem criar uma releitura da obra, tornando-a acessível para a sala de aula, sem trair a essência do original, mantendo as principais características de Dom Casmurro, como o lirismo e o estilo mordaz de Machado de Assis. Tudo isso baseado em uma extensa pesquisa histórica, para retratar com fidelidade a época em que se passa a trama.

  A coleção Clássicos Brasileiros em HQ, da Ática, tem como objetivo semear o gosto pelos clássicos nos jovens leitores e levá-los a conhecer grandes escritores e ter um primeiro contato com suas obras."

        por Marcelo Naranjo.

      Fonte:  http://www.universohq.com/quadrinhos/2012/n06032012_02.cfm


     Morre o desenhista Moebius:




    Aos 73 anos, o gênio dos quadrinhos se foi. Conhecido por Tenente Blueberry e pela sua colaboração com O Surfista Prateado na Graphic Novel "Parábola", ele também colaborou com desenhos de produção nos filmes Alien: O Oitavo Passageiro, Tron, Mestres do Universo e outros É incrível o número de artistas dos quadrinhos que tem falecido nos últimos anos. A produção de gibis no céu deve estar a mil.


    


5 de mar. de 2012

A Série de TV Mais Amada dos Anos 80

       O Incrível Hulk foi criado em 1962 por Stan Lee para a Marvel Comics, baseado em personagens como Frankenstein e no livro "O Médico e o Monstro". A série de TV estreou em 1978 e acabou em 1982, sendo reprisada no Brasil pela rede Globo até 1986 aos domingos ou à tarde na Sessão Aventura. 




     Quem viveu a época lembra bem do David Banner. Um cara simpático, que tenta ajudar todo mundo e sempre passa por problemas. Enquanto tenta achar uma cura para sua maldição, ele a cada episódio consegue um emprego diferente, usa um sobrenome diferente e se envolve com uma garota diferente, com quem nunca consegue manter um relacionamento, tendo que fugir. E vai embora pedindo carona com sua mochila nas costas e uma melancólica música de piano ao fundo.

Piano ao fundo...



     E o Hulk? Como surgiu? No primeiro episódio conhecemos a história do viúvo David (que nos gibis se chamava Robert, mas quiseram fazer uma menção bíblica do confronto entre Davi e Golias – que seria o Hulk – mas dentro de um só pessoa). David, interpretado por Bill Bixby, era médico e cientista, e queria descobrir o que faz com que as pessoas, em momentos de desespero, consigam criar uma força muito além de suas supostas capacidades. Isso porque ouviu relatos de pessoas que ergueram carros para salvar seus filhos e ele mesmo não conseguiu salvar a esposa. Ele descobre a relação entre os momentos dos eventos e a emissão de radiação gama pelo sol. Então resolve tomar uma dose de radiação. Mas sem saber que o aparelho emissor estava descalibrado, recebe um carga enorme, e a partir daí, em momentos de fúria e desespero, ele se tranforma num gigante verde de força descomunal e quase irracional, mas levado pelos instintos de David, que é uma boa pessoa, nunca faz mal aos outros. No final do segundo episódio, ele é dado como morto e resolve fugir, pois o Hulk é acusado de matar 2 pessoas. Em muitos episódios o repórter Jack McGee persegue as aparições do monstro.

McGee - incansável perseguidor
     Alguns episódios duplos foram exibidos nos cinemas, como “A Noiva do Incrível Hulk”, um dos mais dramáticos da -já triste- série. A série trazia explicações cientificas para as transformações e explorava muitos temas sociais, como uso de drogas, violência doméstica, preconceito racial, corrupção, aborto e outros. Havia muita ingenuidade na série comparando com nossa atual época de cinismo e banalização dos relacionamentos. David não pensava duas vezes antes de ajudar um estranho e se envolver com os problemas dos outros. Amizades eram valorizadas muito mais do que hoje.


Cena clássica da abertura


     A principal diferença entre a série e os heróis da época é que as pessoas riam de Clark Kent, por exemplo, mas idolatravam o Super-Homem, mas com o Hulk era diferente. Todos simpatizavam com David, mas tinham MEDO do Hulk.



     O Hulk era interpretado por Lou Ferrigno, um fisiculturista que fez filmes como Simbad e Hércules. Pra quem olha com atenção, dá pra ver que o ator usava sapatilhas em muitos episódios do Hulk. Como não enxergávamos na época? Era porque entrávamos na fantasia, e a magia do seriado era ver os olhos de David brilhando, as roupas rasgando (menos as calças) e o ouvir o rugido do Hulk, que quebrava paredes e jogava os malfeitores a distâncias enormes. 


Sapatilhas

     A editora RGE publicou no Brasil algumas tiras em quadrinhos baseadas na série da TV. Com roteiro de Stan Lee.

Clique para ampliar (em inglês)


    O seriado foi retomado em 1988 com 3 filmes para a TV, trazendo um triste final em A Morte do Incrível Hulk. David nunca conseguiu se livrar da maldição e morreu ao cair de um avião, depois do Hulk salvar uma das amadas de seu alter ego.



       Havia planos de mais um filme, mas o ator Bill Bixby faleceu em 1993 de câncer. Ele dirigia na época o seriado Blossom (que passava no sbt) e sua vida foi tão dramática quanto a de seu personagem. Perdeu um filho, a esposa o culpava, e casado novamente, foi abandonado pela mulher ao descobrir que estava doente. Ele concedeu uma entrevista emocionante a um canal de TV 2 meses antes de falecer, já bastante debilitado. Eis o link do vídeo legendado no youtube, mas não recomendo a quem não quiser ficar comovido:

      Pra quem gosta de reviver as séries antigas, as 5 temporadas e os filmes foram lançados em DVD no Brasil, embora esteja um pouco difícil de encontrar alguns itens. Existem planos de uma nova série do Hulk para a TV, mas sinceramente, não acredito que terá o charme da antiga, que tornou o Hulk um dos personagens mais populares do mundo.


Maquiagem do Hulk
Boneco baseado na série

2 de mar. de 2012

A Super

      
        A Supergirl ou Supermoça (Kara Zor-El) tem os mesmos poderes do primo Superman e é uma das personagens femininas mais populares da DC. Sua morte pelas mãos do vilão Anti-Monitor durante a saga "Crise nas Infinitas Terras" (quando sacrificou-se para salvar a vida de seu primo) é um dos momentos mais marcantes e dramáticos das HQs. A personagem foi criada por Mort Weisinger, Otto Binder e Curt Swan, e apareceu pela 1ª vez em maio de 1959.



      

      Assim como o Superman, Kara chegou à Terra em um foguete (escapando da morte certa na cidade de Argo City, que sobreviveu à destruição de Krypton mas teve a proteção que livrava seus moradores dos efeitos da kryptonita destruída por meteoros), e tem os mesmos poderes do herói em que foi inspirada: superforça, vôo, visão de calor, etc.
      O recente arco de histórias em 6 partes "A Supergirl de Krypton", escrito por Jeph Loeb e desenhado por Michael Turner, recontou a origem da personagem. Esta ótima saga foi publicada aqui no Brasil pela Panini, nos quatro primeiros números da extinta revista "Superman & Batman". A história mostra como Kara Zor-El, prima do Superman, chega à Terra após escapar da destruição de Krypton. Após reunir-se com o Homem de Aço e ser testada por Batman, Kara é levada para Themyscira pela Mulher-Maravilha para treinar com as amazonas e aprender a controlar seus poderes. A chegada da poderosa Kara chama a atenção de Darkseid, que a sequestra e manipula sua mente, para voltá-la contra Kal-El. Superman, Batman e Mulher-Maravilha, com a ajuda da heroína Grande Barda, vão até Apokolips para resgatar Kara e acabar com os planos do vilão. Esta história virou uma bela animação, lançada em 2010, intitulada "Superman/Batman: Apocalypse". Supergirl também ganhou uma simpática versão animada que apareceu nas séries do Superman e da Liga da Justiça. Além disso, a personagem ganhou vida na série "Smallville", onde foi interpretada pela bela Laura Vandervoort. 


Nos desenhos animados










     



Revista Supermoça - Editora Ebal

        E também não dá para esquecer do filme, de qualidade duvidosa, lançado em 1984, que teve Helen Slater no papel da super-heroína. Duvidosas também foram as inúmeras versões que a personagem ganhou nas HQs depois da morte de sua versão clássica, em 1985. A nova encarnação da personagem está tendo boas histórias solo, no geral, e aparece com destaque também nas aventuras do Superman. Kara teve também uma breve passagem pelos Novos Titãs e é uma integrante ocasional da Liga da Justiça. Ela também marca presença constante nas histórias da Legião dos Super Heróis (grupo do futuro), e tem ligações românticas com um de seus membros: Brainiac 5.


Supergirl no cinema




                                                                    Leandro Vargas


       Mais uma vez agradeço, a colaboração do amigo Leandro, do blog Olhos Estranhos (link ao lado).

28 de fev. de 2012

Homem-Aranha e Seus Incríveis Amigos

       Hoje não falo de gibis, especificamente, mas relembro um dos desenhos que eu mais gostava quando era criança, que dá o título desta postagem. Andei assistindo os 24 episódios do clássico desenho de 1983, onde o aracnídeo trabalha junto com o Homem de Gelo (ou Homem Gelo) dos X-Men e Flama (na antiga dublagem acho que era Estrela de Fogo – que é o nome original). Claro que nas aventuras do trio, pela época, há muita ingenuidade e situações vexatórias. A heroína Flama, com seus poderes de fogo, foi criada primeiramente neste desenho e depois foi aparecer nos quadrinhos da Marvel, na equipe dos Novos Guerreiros. Na animação ela é a cara da Mary Jane, namorada de Parker nos gibis da época.
      Em episódios de mais ou menos 25 minutos, o trio enfrenta inimigos clássicos do Aranha como o Duende Verde, Kraven O Caçador, Mistério, Rei do Crime, Homem-Areia e também inimigos de outros heróis da Marvel, como o Dr. Destino (do Quarteto), o Fanático e Magneto (dos X-Men), Caveira Vermelha (Capitão América). Foi criado para a série o ridículo Videoman.

Muitos heróis também fazem suas participações – na maioria das vezes inúteis, já que o Aranha resolvia tudo: Capitão América, Hulk, Thor, Dr. Estranho, Namor e uma aparição-relâmpago do Homem de Ferro. Destaque para o primeiro espisódio, onde os personagens vão a uma festa a fantasia onde todo mundo está vestido de herói. Aparecem várias figuras da Marvel dançando, hehe.
     Na série, Peter Parker e a Tia May alugam quartos para Bobby Drake e Angelica Jones, identidade dos amigos do Aranha. No quarto, ao moverem uma estátua, os móveis giram e o laboratório deles aparece, com passagem secreta e tudo. Ah, e ainda tem a participação da cadela Senhora Leoa.


O interessante desta série são as piadas que Bobby e Peter fazem, sempre provocando um ao outro e sempre dando em cima de Angélica. Eles são amigos mas disputam o coração da heroína, formando um triângulo amoroso. Ela sempre trata bem os dois, não demonstrando preferência, e sempre comenta sobre suas saídas com outros caras. Dois romances inclusive aparecem na série, um ex que agora virou uma ameaça e ela “fica” com o herói japonês Fogo Solar. Num certo episódio o Homem de Gelo chega a dizer pro Homem-Aranha algo como: Você gosta muito dela, né? É, eu também, mas fogo com gelo não combina. Por que você não fala pra ela? O Aranha responde: Porque se ela disser não, adeus Amigos do Aranha. E essas discussões aconteciam sempre enquanto lutavam ou se preparavam pra ir atrás do inimigo.
       Além disso, ao entrar em ação, Flama e Homem de Gelo se transformavam rapidamente enquanto o Aranha demorava mais, tendo que trocar de roupa, o que era engraçado. A dublagem antiga foi alterada, colocaram no Homem-Aranha a voz do desenho dos anos 90. Não lembro das vozes antigas, mas a de Bobby está muito engraçada agora. Eles está sempre falando bobagem e às vezes chega admitir que fala demais ou que não foi feliz com sua piada.





     Não lembro bem o ano nem o programa em que passava esse desenho na Globo. Bem que podia passar de novo, a criançada ia se divertir muito e sair gritando como os heróis: Amigos do Aranha, vamos nessa!

23 de fev. de 2012

ESPAÇO GIBIBLIOTECA

        Um espaço para leitura e empréstimo de livros e revistas em quadrinhos. Localizado na Rua Marechal Deodoro nº 1189, em Santa Vitória do Palmar-RS. A princípio estará aberto apenas aos sábados. Compareça, prestigie. Faça seu cadastro e boa leitura! No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=OMAQJc-Wkr0









           Edições raras, super-heróis, mangás, turma da Mônica, Disney, livros infantis, Tex, títulos diversos... tudo para compartilhar com quem gosta de ler!


19 de fev. de 2012

Diversidade

      Algumas edições diversificadas que fazem parte do acervo do Projeto Gibiblioteca, que trará novidades em breve:

      Alfarrabista 1 - Revista produzida em Pelotas-RS, com ótimas histórias, destaque para a que ilustra a capa, que homenageia os artistas de rua. Embora seja a mais curta, considero a melhor.



      Pantera 4 - aventuras de detetive, quadrinhos (mexicanos acredito) bem legais. Tem até uma série de TV do personagem. De Daniel Muñoz e Jorge Ponce.



     
      Raio Negro 1 - com as primeiras histórias de um dos maiores super-heróis nacionais, baseado no Lanterna Verde e com visual de Ciclope dos X-Men. Criado nos anos 60: Roberto Sales, um tenente da Força Aérea Brasileira, foi escolhido pelos militares para ser o primeiro astronauta do Brasil. Ele decola o seu foguete Santos Dumont 1 e recebe um pedido de socorro telepático do moribundo E.T. Lid, de Saturno. Como forma de agradecimento pela ajuda, ele dá de presente pro militar o poderoso anel de energia negra antes de morrer. Quando Roberto volta pra Terra, ele usa secretamente seus incríveis poderes para salvar os fracos e oprimidos. Bônus: aventuras do Homem-Lua (!). Personagens do Ítalo-brasileiro Gedeone Malagola.



     Lady Death - da editora americana Top Cow, com arte do brasileiro Mike Deodato. Minissérie em 2 edições. Existe um longa animado da personagem, que conta a história que precede essas edições, vale a pena conferir.

10 de fev. de 2012

Muito loucos!

      O acervo Gibiblioteca conta com uma edição muito legal, pra quem curtia o desenho na Mtv nos anos 90 (e agora estão de volta!), essa dupla de caras... hã... como dizer... idiotas!



       É o Almanacão Beavis e Butt-Head nº 1, lançado pela editora Escala já há um bom tempo, e produzido pela Marvel, com homenagens a alguns heróis.
       Como dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, pra terem uma noção do que é o gibi, escolhi a imagem abaixo:


3 de fev. de 2012

O Deus do Trovão...

 ...em algumas imagens legais:

Visual clássico (anos 60)





Anos 80-90
Trovejante (Eric Masterson), uma variação do herói


                A Edição 5 da saudosa GHM, de 1984, trazia curiosidades sobre o personagem, texto sobre a cultura nórdica e histórias muito boas, que mostravam a mãe de Thor, Gaia, seu nascimento outros momentos que os fãs não conheciam da vida do herói. E uma viagem no tempo leva Thor a encontrar Conan, um episódio de "O que aconteceria se...". Nota 10! A capa foi produzida no Brasil.


                Uma piadinha pra fechar o post: