10 de set de 2013

O ARAUTO DE GALACTUS - PARTE 1

   1966 - Para a próxima revista do Quarteto Fantástico que produziriam, Stan Lee (escritor), falou a Jack Kirby (desenhista) que os heróis deveriam enfrentar um semi-deus, e seu nome deveria ser Galactus, O Devorador de Mundos. Jack desenhou a história e incluiu um elemento a mais na história, um arauto, pois em sua concepção, um ser poderoso como Galactus não tinha que pôr a mão na massa e trabalhar, teria alguém para procurar planetas em seu lugar enquanto se alimentava. Era um ser prateado numa prancha sobre a qual viajava pelo espaço. Seu nome foi uma escolha lógica: SURFISTA PRATEADO





      Publicada na revista Fantastic Four 48, a história intitulada "A Chegada de Galactus" estendeu-se até o número 50 da revista, sendo chamada até hoje de "A Trilogia de Galactus" (antes de virar moda a palavra trilogia).

E Vamos ao roteiro:

Uma bola de fogo aparece no céu. Em seguida todo o céu fica em chamas, mas estranhamente, não há calor.O Quarteto Fantástico vai investigar, mas o impetuoso Tocha Humana se adianta ao grupo e é atacado sendo acusado de causar o fogo, que some de repente. Meteoros cobrem o céu,mas na verdade tudo é causado pelo Vigia, entidade de uma raça de observadores que não pode interferir nos fatos, mas conhecendo a Terra e tendo se afeiçoado a ela, resolveu ajudar. Mas não adiantou, e entre os detritos no céu, surge o Surfista Prateado, que se desvia do ataque do Tocha e pousa no Edifício Baxter (sede dos heróis), sinaliza para Galactus e leva um golpe do Coisa, caindo no apartamento da escultora cega Alícia Masters (namorada do Coisa).


 
um dos primeiros quadrinhos onde o Surfista aparece


    Galactus chega numa nave esférica e se apresenta, dizendo que está prestes a destruir tudo. O Vigia não consegue convencê-lo a poupar a Terra. O Quarteto tenta intervir, mas é escorraçado. O Vigia então envia o Tocha por dimensões estranhas para chegar ao outro lado do Universo até a base espacial do Gigante, para buscar uma arma especial.

Galactus, o Devorador de Mundos, e seu arauto.


    O Vigia explica que Galactus usa um conversor de matéria em energia que ferverá os oceanos e o verde do planeta, transformando-o em uma casca vazia. Ao tentar montar o conversor, o Coisa começa a dar trabalho, quebrando tudo e atrasando o gigante.

    Enquanto isso, Alicia conhece o Surfista e o trata bem, estranha ao tocá-lo, diz que suas feições denotam tristeza e nobreza, e fala sobre os sentimentos humanos, tentando convencê-lo a não ajudar a destruir o planeta. Suas palavras despertam no Surfista algo há muito esquecido, e ele se dá conta do que está fazendo.

    Ele enfrenta Galactus, discursando sobre o direito de viver dos humanos, e a batalha dá tempo ao Tocha de retornar, quase enlouquecido por todas as maravilhas do universo que deslumbrou. O Sr. Fantástico (líder do Quarteto), ameaça usar o Nulificador Total, e Galactus então promete ir embora em troca da devolução do armamento. O Vigia diz que devem confiar na palavra do gigante, que fala sobre o potencial da raça humana. Antes de ir embora,porém, castiga o arauto traidor, negando-lhe o direito de singrar o espaço.
    Na verdade, Galactus criou uma barreira de força invisível cerca de 11.000 Km ao redor da Terra e ativada somente pelo Surfista, que só foi descoberta tempos depois, quando o Doutor Destino roubou o poder cósmico e a prancha do Surfista e tentou fugir para o espaço.

    Assim tem início a saga do Surfista Prateado! Essas histórias foram publicadas no Brasil pela primeira vez na revista  O Homem Aranha da editora Ebal, em 1974. Depois, republicadas na revista Heróis da TV 58 e 59, totalmente editadas, faltando páginas e páginas!


Os criadores:

Stan Lee
Jack Kirby

6 de set de 2013

Quadrinhos e Cinema 1 - Trilogia Blade




         Dessa nova onda que não acaba mais (ainda bem) de fazer filmes adaptados de Histórias em Quadrinhos, a maioria lembra de X-Men – O Filme e Homem-Aranha como os primeiros, sendo, respectivamente, de 2001 e 2002. Mas o que iniciou essa nova empreitada cinematográfica de adaptar os personagens de gibis depois de muitas bombas foi o sucesso do filme Blade, O Caçador de Vampiros (1998), que pra quem não sabe, é personagem da Marvel Comics. O personagem era um coadjuvante das histórias do Homem-Aranha e do Motoqueiro Fantasma, e seguia (segue) uma linha de quadrinhos de terror, com um clima mais pesado que o água-com-açúcar dos super-heróis nos anos 80. Com o sucesso do filme e as tecnologias de efeitos digitais avançando a ritmo galopante, a Marvel resolveu investir em projetos há muito prometidos, como o dos mutantes e o aracnídeo.

Blade 1
     

    No primeiro filme, Wesley Snipes, que ficou famoso com “Passageiro 57” e depois com “O Demolidor” ao lado de Stallone, é apresentado ao público com seu estilo durão e o parceiro Whistler, que o tirou das ruas. Ele ajuda uma médica infectada por vampiros e aplica nela um soro que utiliza em si mesmo para não necessitar de sangue. Blade é conhecido como “O que anda de dia” (Daywalker), pois ele possui a força e poderes dos vampiros, mas sem suas fraquezas. Sua condição se deve ao fato que sua mãe foi mordida quando estava grávida e ele herdou o vampirismo, mostrado no filme como uma doença.

          O filme trouxe outros conceitos interessantes e polêmicos, como o dos vampiros usarem protetor solar para – é lógico -  se protegerem e não morrerem na luz do sol, e também o dos familiares, escravos dos vampiros em troca de proteção ou da promessa de se tornarem vampiros futuramente. Eles usavam pequenas tatuagens que os identificavam. Não vou me estender sobre a história, pois todos devem ter visto.

          Blade 2 foi melhor ainda que o primeiro, os efeitos mais radicais da era Matrix e temos uma evolução/mutação do vírus dos vampiros, agora chamados Reapers, que se alimentam de outros vampiros, contaminando-os. Blade se junta a uma equipe de antigos inimigos, pois os Reapers estão se multiplicando rápido. Neste filme temos a volta de Whistler, que parecia ter morrido no primeiro filme.

 
      
    O terceiro filme da série, Blade Trinity, é uma decepção total, o diretor deste filme não soube manter o clima sombrio com tiradas cômicas e nem a ação. Forçou a barra e Blade está sério demais, as piadas são forçadas, a ação é previsível e pra variar, Whistler morre de novo! Agora Blade se junta à filha dele (Jessica Biel, que no filme vive baixando mp3 da internet e ouvindo durante as missões!?) e outra equipe de caçadores de vampiros. Tudo num clima de seriado. O filme peca também pela pretensão de querer fazer Blade enfrentar o pai de todos os vampiros, Drácula, mostrado como um latino ou árabe, sei lá, moderninho e metido a galã. Li no site Omelete e concordo que o 3º filme foi muito pretensioso, quando os outros fizeram sucesso justamente por não serem, e surpreenderem quem vê. Os efeitos também não impressionam, e o filme dá sono. Uma pena, já que a série começou muito bem. Ryan Reynolds já dá uma de engraçadinho, personagem que repetiria como o Deadpool. Comecei a odiá-lo aqui.

    Os filmes influenciaram também os quadrinhos, que passaram a apresentar Blade como nos filmes. O personagem ganhou alguns títulos próprios (que não duraram) e minisséries. Inclusive alguns desenhistas o fazem idêntico ao Wesley Snipes. Olha aí o visual dele nos quadrinhos:








     Depois dos filmes veio um seriado de TV que foi cancelado na primeira temporada, não era tão rui  na minha opinião, mas não empolgava... recentemente foi lançado um anime com 12 episódios bons, embora o visual seja o mesmo do seriado.