17 de out de 2013

1º dia da VIII Feira Incentivo À Leitura

Sucesso do estande do Projeto Gibiblioteca. Com ajuda da Emília pintando as crianças.

Em Santa Vitória do Palmar-RS.

Fotos do dia 16/10/2013:



Gibi gigante da Disney



O amigo Alaner jogando o Quiz sobre quadrinhos

Minha filhota Lívia

A linda Luísa animando o estande

Emília (Ingrid Lellis) maquiando a criançada

Fila para se pintar



Os amigos Lucas e Gustavo, assíduos leitores nas feiras

Parceria - meu agradecimento de coração


Leitores concentrados

Minha amiga Amadinha jogando o Quiz


8 de out de 2013

Está rolando a VIII Feira de Incentivo À Leitura

está presente, com Gibis impressos, didáticos e digitais, e mostra de trabalhos de alunos. 





E AINDA: QUIZ! TESTE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE QUADRINHOS NUM GAME INTERATIVO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS!






4 de out de 2013

Quadrinhos e Cinema 3 - Trilogia X-Men (Parte 2)

                       
            Mutantes. Desde a descoberta de sua existência, eles têm sido encarados com medo, desconfiança, e frequentemente ódio. Por todo o planeta, o debate aumenta. Serão os mutantes o próximo elo da cadeia evolucionária ou simplesmente uma nova espécie de humanidade, lutando para compartilhar o mundo? De qualquer modo, é um fato histórico: compartilhar o mundo nunca foi um grande atributo do homem.Introdução de Charles Xavier.



            “O maior filme de ação de 2003”, anunciavam. Não sei se estavam se referindo ao tamanho, nem tenho na cabeça quais outros filmes foram lançados naquele ano. Mas o título que eu daria é O melhor filme de ação, pois esse realmente me surpreendeu, mesmo acompanhando todo o desenvolvimento pela Internet em sites especializados. E mais uma vez tudo é mérito do diretor Bryan Singer, que não se baseia em efeitos especiais nem em violência e batalhas gratuitas, mas num roteiro bem amarrado para nos dar 2h e 10min de um filme de ação animal. Fui ao cinema com meu irmão Julian e depois com meu colega Leandro, que ficou abismado mesmo depois de eu avisar: “Vais ver o melhor filme da tua vida, é emocionante!”. Taí o momento registrado:

Leandro Vargas (do blog Olhos Estranhos) e eu - no cinema em 2003.


            Desta vez temos personagens novos, como o teletransportador Noturno, que é usado pelo Coronel William Stryker para atacar o presidente dos EUA e assim ter uma desculpa para caçar os mutantes e invadir a Escola Xavier para Jovens Superdotados, base dos X-Men. Enquanto isso, Magneto está para se libertar (numa cena fantástica) com a ajuda de Mística. Ciclope e Charles Xavier são raptados, e Stryker comanda Yuriko (Lady Lethal), cujos poderes são os mesmos que Wolverine, com o filho mutante Jason, transformado numa arma de abdução. O plano de Stryker é, através de ilusões, forçar Xavier a usar sua versão do computador Cérebro para matar os mutantes psiquicamente. Os X-Men se unem a Magneto, mas este último tem planos de reverter o uso da máquina e matar os humanos com um mata-cobra na mente (gíria da minha turma, não perguntem).
   O roteiro é parcialmente baseado na Graphic Novel 1 - O Conflito de Uma Raça, de Chris Claremont e Brent Anderson (Editora Abril), republicada com o nome Deus Ama, O Homem Mata, pela Panini, onde Stryker é um reverendo que prega o ódio aos mutantes.
            Em X-Men 2 o Homem de Gelo, Pyro, Vampira e Tempestade (com um cabelo mais decente) se destacam uns mais e outros menos e temos aparições-relâmpago de Colossus, Kitty Pride, Fera (Hank McCoy na forma humana dando entrevista na TV, quase invisível), Syrin e Jubileu (que tinha aparecido no primeiro filme, mas nem o nome foi mencionado). E alguns nomes de personagens conhecidos dos quadrinhos aparecem na tela de computador de Stryker quando Mística acessa.

            Cenas de destaque: o Pássaro Negro (avião dos heróis) desviando dos tornados criados por Tempestade para fugir dos caças e o susto que o espectador leva quando Vampira é arremessada para fora do avião ao serem atingidos por um míssil. O salvamento dela por Noturno foi espetacular. Outra é a briga de Wolverine e Yuriko. Deu pena de vê-la morrer, pois estava apenas sendo manipulada. Mas Logan mata mesmo assim. Nesse filme ele matou bastante. Sua origem foi parcialmente revelada, pelo menos o adamantium em seus ossos sabe de onde veio. E desta vez não esconderam a altura do ator Hugh Jackman.


            Mas o melhor de tudo são as surpresas do final, a inesperada morte de Jean Grey, que vinha manifestando os poderes da Fênix, numa referência a uma famosa fase dos quadrinhos X. A cena de Wolverine dizendo: “Ela se foi, ela se foi...” a Ciclope, desesperado, é bem forte para os fãs. Confesso que me emociono vendo. E aquele brilho na água do Lago Alkali e uma sensação do Professor X deu a todos um aviso que Jean poderia estar viva. Mas só saberíamos 3 anos depois.

30 de set de 2013

Super Doação ao Projeto Gibiblioteca


Recebi uma doação do amigo Igor Martinez, que se desfez de todos os seus gibis da infância em prol do meu projeto. São 141 gibis variados, a maioria dos anos 80 e 90, mas com umas raridades.
Obrigado Igor!!! Abração!

Vejam os destaques:

Esse já li pra minha filha

Seleção de Fábio Jr. hehe


Clássico: Chico no Restaurante

Raridade

Especial, vinha numa promoção de iogurte

Raridade de 1966

Mônica da Editora Abril

Raridade de 1963

Coleção Completa da Coca-Cola

Eu tive este gibi anos atrás, vou reler hehe.

50 anos de Batman
Eu adorava ler

27 de set de 2013

O ARAUTO DE GALACTUS - PARTE 2



     1968- Depois de aparecer esporadicamente nas histórias do Quarteto Fantástico como convidado especial, o Surfista Prateado ganha uma revista própria. Mas Stan Lee quis dar uma atenção especial ao Surfista, e quis fazer dele sua voz para falar de tudo o que ele achava que havia de errado com a sociedade e o mundo. O que melhor que alguém de fora do planeta para ver o que nós, primitivos humanos, não percebíamos?
     Então, a revista do Surfista seria bimestral (pelo menos nas primeiras edições) e teria o dobro de páginas pelo mesmo preço das outras, com histórias completas (o maior problema com gibis de super-heróis é que a história sempre continua na edição seguinte). Na primeira edição, foi a presentada A ORIGEM DO SURFISTA PRATEADO, com desenhos do lendário John Buscema.



     A história começa com o Surfista preso na Terra, fugindo de aviões da força aérea americana depois de ter salvo um astronauta de uma cápsula espacial caída no mar. Ele filosofa um pouco. 





   Em meio a uma montanha de neve encontra um portal antigo e ruínas, que o fazem lembrar de seu passado, e sua origem vai sendo contada em flashbacks:

     "No planeta Zenn-La, um paraíso tecnológico criado por uma raça humanoide super evoluída e avançada espiritual e culturalmente, vivia Norrin Radd, um jovem romântico e sonhador que não suportava a sociedade hedonista e fútil à sua volta (qualquer semelhança com nossos dias de Big Brother NÃO é mera coincidência - as grandes obras são sempre atuais). Seu ídolos eram os antepassados, para quem ainda havia desafios e algo a ser desbravado. Até mesmo o conhecimento era adquirido através de cubos hipnóticos. Roupas e comida eram confeccionadas por máquinas. Norrin visitava frequentemente o museu holográfico, revivendo o passado e assistindo a batalhas, ao surgimento da era da razão (numa alusão coerente à época do Iluminismo, uma oportunidade desperdiçada por nós) e a conquista do espaço. Ele vivia com sua amada, a bela Shalla Bal, que se entristecia ao ver o descontentamento de Norrin, quando este dizia: "Aquilo que é fácil não vale a pena ser conquistado. Até mesmo seu lábios não seriam tão doces se eu não fosse merecedor deles".




     Um dia, porém, uma sombra cobriu Zenn-La: era Galactus, O Devorador de Mundos, que se aproximava para consumir o planeta. O povo há muito havia esquecido o que era lutar, pois guerras, doenças e armas eram obsoletos. Tentaram empregar sua única defesa: uma bomba de colbalto que fez tremer as edificações reluzentes e pôs o paraíso abaixo, apenas para assistirem Galactus desviar-se entre dimensões (?), permanecendo incólume.

     Mas em meio ao caos, apenas ele, Norrin Radd, teve coragem de utilizar uma pequena espaçonave e ir falar com o gigante, dizendo que ele deveria procurar planetas SEM VIDA INTELIGENTE para se alimentar. Galactus então fala que sua necessidade de energia é urgente e pergunta: "Se sua vida dependesse de pisar num formigueiro, você hesitaria?"
Então Norrin Radd se oferece para procurar planetas em seu lugar, desde que poupe seu mundo natal. Galactus aceita e o transforma no Surfista Prateado! Ele se despede de Shalla Bal e segue seu caminho com seu novo mestre, nunca esquecendo sua amada..."



     [Nunca esquecendo uma pinoia! Na época que ele chegou na Terra ele nem lembrava de onde vinha e de sua promessa de procurar mundos SEM VIDA (não digo vida inteligente, pois não sei se me atrevo de chamar a raça humana de inteligente). Não foi culpa dele, como verão em capítulos posteriores, mas eu queria chamar a atenção para outro fato, o Norrin vivia chateado e queria aventura, né? Então o espertinho matou dois coelhos com uma caixa d'água só (eu sei que é cajadada) , salvando o planeta e abandonando seu povo indolente. Galactus usou Norrin ou foi o contrário? Ah, e vejam o último quadrinho que diz: "...até que o próprio tempo perdeu seu significado!" Levem em conta que a noção de tempo se perde no espaço (quem estuda física quântica sabe um pouco disso), mas certas coisas (como estes cálculos) devem ser desconsideradas em benefício da imaginação.]


     Essa série clássica do Surfista Prateado teve 18 edições, foi publicada até 1970. No Brasil, foram publicadas pela Editora Abril fora de ordem, com páginas e falas cortadas na revista Heróis da TV e Capitão América, em números esporádicos. Melhor do que nada, eu digo. Graças à editora Mythos, consegui completar as 18 histórias (em preto e branco nas Edições Históricas do personagem, que me custaram R$ 19,90 e 29,90, respectivamente).





    A Panini, posteriormente, lançou a Biblioteca Histórica Marvel: Surfista Prateado, com as seis primeiras histórias (as melhores), com capa dura e papel especial – foi meu sonho realizado.

21 de set de 2013

Quadrinhos e Cinema 2 - Trilogia X-Men (Parte 1)

X-MEN: O FILME



           Impulsionados pela boa repercussão de Blade – O Caçador de Vampiros, de 1998, os executivos da Marvel fizeram acordo em 2000 com a Fox e em 2001 estreou o primeiro filme dos mutantes que lutam por aqueles que os odeiam e temem. A ideia existia há muito tempo, mas (ainda bem) somente com a era de efeitos digitais foi possível realizar um filme de qualidade. Lembro que, na faculdade, eu aprendia a usar a Internet, e meu amigo Leandro Vargas, fanático por X-Men, acompanhava tudo pela revista Sci-Fi. As primeiras fotos deixavam todos apreensivos. Teríamos roupas coloridas e colantes ridículos? E as máscaras? E o roteiro?

            Finalmente chegou o dia da estreia mundial, e o finado Cine Glória em Rio Grande foi abençoado pela dádiva de participar do circuito nacional. E lá estávamos eu, Leandro e mais uma amiga, Marilia Hamada Chaves  indo juntos assistir o filme que deu oficialmente início à nova febre de adaptações de HQ’s para o cinema. O slogan do pôster: Confie em poucos. Tema o restante.








            Um espetáculo. Eu não esperava um filme tão sério. Incrível a abordagem realista do diretor Bryan Singer. Pra quem acha estranho a palavra “realista” neste contexto, é só ler quadrinhos e ver Vampira voando, por exemplo, e as cores aberrantes e batalhas espaciais, ou os vilões estereotipados dando gargalhadas. Mas não, o filme é um drama de ficção científica com uma dose de aventura. E os uniformes dos heróis são pretos e de couro – efeito pós-Matrix.

  Alguns atores estão perfeitos, Patrick Stewart era a escolha óbvia para o Professor Xavier e não decepcionou. Ian McKellen, ator que vinha do teatro britânico, dá um ar de experiência a Magneto que poucos conseguiriam. E os dois realmente roubam a cena em seus diálogos afinados, minha parte preferida do filme.


 "Entrando escondido aqui, Charles? O que será que está procurando?"


             
  Já o ator que interpreta Wolverine é o australiano Hugh Jackman, cuja carreira, depois de X-Men, decolou em Hollywood. Ele tem 1,90m de altura, e como o personagem é baixinho, neste primeiro filme deram um jeito de sua altura não aparecer. O cara não leu nada sobre o personagem, pois o diretor não queria que ele fosse influenciado e ficasse caricato, então só disse que era um cara durão. Jackman tomava banho gelado (inverno no Canadá) pra ficar tenso pra filmar. Valeu a pena. Logan é o cara! Muitos fãs chiaram, como sempre, inclusive eu achava (ainda acho) que tinham de dar um jeitinho de pôr uma máscara em alguma cena. Mas tudo bem.




            Halle Berry como Tempestade ficou meia boca com aquele cabelo claramente postiço e dá uma voadinha chumbrega, mas que na época achei animal. Anna Paquin ficou nota 10 como a atormentada adolescente Vampira, que não pode tocar ninguém. O vilão Groxo, ridículo nos quadrinhos, ficou com um visual bem legal, assim como Dentes-de-Sabre. E Rebecca Romijn-Stamos fez sucesso com sua personagem azul e aham-nua, Mística. E o que falar da linda Famke Janssen como Jean Grey?Até Ciclope ficou bem representado por James Marsden, pena que Wolverine ofuscou o coitado, que sempre foi um líder de destaque nos quadrinhos.



            Outro elemento de destaque foi a dublagem brasileira, que utilizou as mesmas vozes do desenho dos “mutunas” que passava na globo. Já na dublagem espanhola, Wolverine é chamado de Glutón (glutão é também um dos nomes do carcaju, um animal selvagem que, em inglês, é chamado Wolverine), mas tudo bem, num desenho do Homem-Aranha com participação dos X-Men, Wolverine foi chamado de Lobão, hehe.

                 Desde a introdução*, que faz menção ao apelido que os mutantes têm nos quadrinhos (os filhos do átomo) esse é meu filme preferido da trilogia (até hoje, assisti, sem exagero, umas 25 vezes ou mais), embora encontre hoje alguns efeitos ruins que foram sanados nas continuações. Exemplos: esqueceram de apagar as cordas num dos saltos do Groxo durante a briga com Tempestade; e as garras de Wolverine na primeira vez saem de uma parte da mão, entre os dedos (aparece uma gosma branca nojenta), e quando ele atravessa o peito de Vampira, saem da parte de cima, perfeito como nos quadrinhos.

       Mas o roteiro é muito bom, cheio de implicações éticas sobre o racismo e a discriminação. Vale lembrar que Stan Lee criou os X-Men originais (Ciclope, Jean, Anjo, Fera e Homem de Gelo) no início da década de 60, período de discriminação racial onde se destacavam as ideias de figuras como Martin Luther King (pacifista, representado por Charles Xavier) e Malcom X (radical, representado por Magneto).

       O plano de Magneto era transferir seu poder para Vampira a fim de acionar uma máquina (já que ele poderia morrer no processo) que emite uma radiação. Ele queria causar uma mutação artificial nos líderes das nações que estavam em reunião em Nova Iorque, para que voltassem a seus lares como mutantes e acabassem com o preconceito contra sua própria raça. A ideia ficaria mais clara se uma cena não tivesse sido cortada: Tempestade dá uma aula de história sobre o Império Romano, que por séculos perseguiu e discriminou os cristãos, mas no ano 325, quando o Imperador Valério Constantino e a classe dominante se converteu, a religião cristã se tornou a fé dominante no Império. Mas tudo bem, o diretor não quis subestimar a inteligência da plateia. Mas eu conheço gente que não entendeu.

                        Essa da aula e outras cenas, assim como bastidores e entrevistas (onde Ian McKellen revela ser gay e por isso aceitou o papel no filme – que fala de preconceito), estão no DVD especial X-Men 1.5, que comprei num box com o filme X-Men 2.

            E a editora Abril publicou na época revistas especiais: X-Men - O Filme: Prelúdio Wolverine, Vampira, Magneto e a quadrinização oficial.


 




         Mutação: é a chave para a nossa evolução. Ela nos permitiu evoluir de um organismo de uma única célula até a espécie dominante do planeta. Esse processo é lento, e normalmente leva milhares e milhares de anos. Mas a cada centena de milênios, a evolução dá um salto à frente.