Uma passadinha na Saraiva e num sebo e levei estas edições pra casa:
17 de abr de 2014
1 de abr de 2014
13 de mar de 2014
O ARAUTO DE GALACTUS – PARTE 6
COMO CONHECI O SURFISTA PRATEADO
1988 –
Era hábito eu com minha mãe irmos até a banca 007 comprar gibis (Turma da
Mônica, Disney, Alegria, Menino Maluquinho,...). Mas nesta ocasião especial,
fomos eu e meu irmão mais velho, Jaison, e combinamos de cada um comprar uma
revista pro outro. Saímos da banca folheando a revista que tinha comprado,
antes de entregá-la. A que eu tinha nas mãos parecia chata e não tinha muitas
cores. Peguei logo a minha do Cascão.
1991-
Revirando caixas com revistas velhas, encontro, com o canto das páginas roído
por baratas, ratos ou sei-lá-o-quê, aquela revista de capa azul, amarela e
cinza, com um lunático voando numa prancha, careca e de cor branca, numa cena
de ação titânica, como se viesse sem perder tempo em resposta às preces da
multidão que apontava da janela dos prédios para o céu.
Faltavam
algumas folhas daquele gibi, que começava na página 15. Gostei do discurso
existencialista daquele herói solitário, incompreendido, exilado num mundo
estranho, com saudades de sua amada, e ela, mesmo contra todas as expectativas,
mantinha seu amor vivo, olhando para o céu à espera daquela figura elegante e
melancólica.
O texto
de Stan Lee era (é) fantástico! O Surfista era a criatura com a alma mais pura,
um semideus vindo do céu que preferia sofrer a usar seu poder contra alguém,
não importava o sacrifício (não é à toa que já se referiram a ele como “Cristo
numa prancha de surfe”). Palavras elaboradas e românticas falando sobre paz,
ecologia, e dos primitivos seres
humanos, para quem a compaixão denota fraqueza, e a violência, força. Tudo
que um adolescente introspectivo queria da vida.
A série
Marvel Especial republicava histórias antigas, e naquela bendita edição nº 5,
conheci este personagem, tudo graças a meu irmão.
Fiquei
curioso sobre alguns personagens que eram mencionados, como Galactus. Então
chega às bancas algum tempo depois Grandes Heróis Marvel 33, com a volta do herói cósmico,
trazendo mais referências a histórias e revistas antigas, que fui anotando para
um dia procurá-las. Descobri nesta edição que em breve seria lançada outra
revista com o personagem. Infelizmente a Graphic Marvel 9 era muito cara e não
pude adquirir na época.
Meses
depois as histórias do Surfista Prateado começam a ser publicadas
esporadicamente em Superaventuras Marvel. Aí já fiquei fã de Demolidor, Thor,
Quarteto, Justiceiro e outros.
Em 1998
fui fazer vestibular, e recorrendo as bancas de usados na cidade de Rio Grande, consegui a maioria das
edições onde o Surfista aparece. Comprei também uma cópia daquela Marvel
Especial 5 mais nova, ela têm um texto de apresentação que usei na faculdade,
num dos meus trabalhos sobre o
Surfista. Mas algumas revistas são muito raras, da década de 60 e 70. Somente
há alguns anos completei a série original nas Edições Históricas lançadas pela
Mythos Editora. Mas até
hoje faço uma busca em sebos de vez em quando procurando aparições deste careca
reluzente do espaço.
Ah, vejam algumas relações e conjecturas que fiz certa vez, e que
comprova que tudo no universo está conectado: Em Algum Lugar do Futuro, história do Surfista Prateado,
remete ao nome do filme Em Algum Lugar
do Passado (cujo nome original é Somewhere
In Time) com Christopher Reeve, que fez o papel de SUPER-HOMEM no
cinema. Acontece que Somewhere In Time é o nome de um dos
discos do Iron Maiden, cujo vocalista é Bruce Dickinson, que num disco solo
gravou uma música mencionando o Surfista Prateado, que se encontrou com
o SUPER-HOMEM num crossover das editoras Marvel e DC.
Tô dizendo, aí tem coisa...
5 de mar de 2014
2 de mar de 2014
O ARAUTO DE GALACTUS - PARTE 5
Volta à venda nas bancas brasileiras este mês uma edição que é uma aula de arte. Até mesmo o review da Graphic Novel 11 (edição antiga) no site Universo HQ foi feita em versos, em homenagem a esta bela obra.
Como já postei anteriormente aqui, repito abaixo meu texto (SPOILERS):
De Stan Lee e Moebius. Uma das mais aclamadas histórias do Surfista
Prateado. A HQ preferida de Stan Lee (e uma das minhas). Num futuro distante, o Surfista
vive por vontade própria na Terra, como um mendigo. Então Galactus chega
e se diz um Deus, diz que não existem mais regras morais e a sociedade
se entrega ao caos. O Surfista volta à ação e enfrenta seu antigo
mestre. O Devorador de Mundos havia prometido não destruir a Terra, mas
não havia prometido não deixar que a própria humanidade se destruísse.
Um líder religioso aproveita para se promover, até que Galactus mata sua
irmã. Então ele e o povo abrem os olhos e o plano do gigante azeda. O
Surfista é tido como herói e salvador. A humanidade deseja um líder que a
leve ao caminho certo, quer respostas fáceis. O Surfista finge ser um
tirano e os homens (ironicamente com exceção do antigo líder religioso)
não percebem que era tudo para mostrar-lhes que devem procurar a fé em
si mesmos. História cheia de mensagens (daí o título) e menções ao
prejuízo do fanatismo religioso. O Surfista, mais do que nunca, é a
imagem de Cristo, nas palavras que profere e nas atitudes que toma.
Algumas falas do personagem na antiga edição:
“Obedecer? Obedecer, quando crianças destroem suas escolas? Obedecer
preceitos que jogam irmão contra irmão e aprisionam os desamparados?”
“Fé sem julgamento apenas degrada o espírito.”
“A pureza reside na alma, não em nossos berços.”
“Onde estaria a bravura se desistíssemos da luta porque há pouca
esperança? Devemos ser impelidos pelo objetivo, não pela disputa.”
“Apenas os covardes ou bajuladores veneram o poder. O que há de divino
em mostrar força? O que há de sagrado na brutalidade? Guerras e crimes, pobreza
e pestes... apesar de tudo, a chama do espírito humano ainda almeja a nobreza.”
“Nenhum homem pode ser colocado acima dos demais. A chama divina está
em todos... ou em ninguém.”
Enquanto isso, lá nos EUA está sendo lançada uma nova série do personagem, com uma abordagem diferente. Acompanhado de uma garota humana, ele singra o epsaço em novas aventuras.
1 de mar de 2014
Quadrinhos e Cinema 5 - Os 3 Filmes do Justiceiro
Criado como coadjuvante, quase um vilão nas histórias do Homem-Aranha, o Justiceiro ganhou anos depois um gibi próprio, baseado nos livros da série "O Executor", de Don Pendleton.
Em 1989, Dolph Lundgren interpretou o personagem no filme O Justiceiro, que fez um relativo sucesso se considerarmos o gênero, batidíssimo desde que a história é a mesma da série Desejo de Matar e de muitos outros filmes: homem tem a família assassinada e começa a matar criminosos, ou melhor, punir criminosos, já que o nome original do personagem é Punisher (punidor – em espanhol, el castigador). Nesse filme, até bom pra época em que adaptações de quadrinhos não eram levadas nem um pouco a sério, só faltou o símbolo do anti-herói, uma caveira branca na camiseta. De resto, o visual até que tava legal, e o roteiro, mediano, mas com muitos erros técnicos. Ele tem que resgatar filhos de mafiosos que foram sequestrados pela Yakuza. Tem um informante mendigo e um ex-colega de polícia que tenta ajudá-lo (Louis Gosset Jr.). A origem, ou seja, a morte da família, só é citada por um telejornal. Passou várias vezes na globo, no Domingo Maior, até pouco tempo antes de estrear a nova versão. Eu gosto bastante dessa versão, talvez por nostalgia do VHS - Nota 7 considerando a época.
Em 1989, Dolph Lundgren interpretou o personagem no filme O Justiceiro, que fez um relativo sucesso se considerarmos o gênero, batidíssimo desde que a história é a mesma da série Desejo de Matar e de muitos outros filmes: homem tem a família assassinada e começa a matar criminosos, ou melhor, punir criminosos, já que o nome original do personagem é Punisher (punidor – em espanhol, el castigador). Nesse filme, até bom pra época em que adaptações de quadrinhos não eram levadas nem um pouco a sério, só faltou o símbolo do anti-herói, uma caveira branca na camiseta. De resto, o visual até que tava legal, e o roteiro, mediano, mas com muitos erros técnicos. Ele tem que resgatar filhos de mafiosos que foram sequestrados pela Yakuza. Tem um informante mendigo e um ex-colega de polícia que tenta ajudá-lo (Louis Gosset Jr.). A origem, ou seja, a morte da família, só é citada por um telejornal. Passou várias vezes na globo, no Domingo Maior, até pouco tempo antes de estrear a nova versão. Eu gosto bastante dessa versão, talvez por nostalgia do VHS - Nota 7 considerando a época.
Com a nova onda de filmes baseados
em gibis, não demorou pra ser produzido O Justiceiro, de 2004,
que não chegou a estrear nos cinemas brasileiros, embora tivesse se saído bem
nas bilheterias lá fora. Tinha até cartazes nos cinemas e data prevista, mas
foi cancelado poucos dias antes. Desta vez o ator (dedicadíssimo, apaixonado
pelo personagem e que merecia outra chance) era Tomas Jane que faz o papel de
Castle, que prestes a se aposentar, teve pais, filhos, esposa, tios, toda a
família (mesmo) morta a mando de um mafioso cujo filho morreu numa operação na
qual Frank agia disfarçado. O roteiro é baseado nos personagens e histórias
cômico/violentíssimas escritas por Garth Ennis, simplesmente um doente
psicótico que adora sangue e tripas. Mas o filme não tem tanto sangue, não,
fica tudo implícito. O diretor era estreante, e o filme foi massacrado pelos
fãs e críticos por causa do humor e exageros, mas é sem dúvida um bom
entretenimento. E pra mim, tem seus momentos marcantes, como a cena em que ele
tortura Mickey com um picolé fazendo-o pensar que é um maçarico - cena dos gibis - publicada em Grandes Heróis Marvel 50 (ed. Abril). O problema é
que mostra apenas um ensaio para o que viria a seguir (matar criminosos em
geral). Na trama ele se vinga apenas do mafioso (e a família e capangas, é
claro) interpretado por John Travolta. Nota 7!
O ator Tomas Jane encarnou o personagem novamente num curta independente, mostrando seu carinho pelo personagem, mas não adiantou para ser recontratado! Nos EUA saiu um DVD com a versão do diretor, mas aqui é inédita, infelizmente.
2008 - a Marvel Studios lança o primeiro filme com o selo Marvel Knights, novamente contrataram uma diretora estreante (de novo?) e o ator Ray Stevenson para o filme O Justiceiro Em Zona de Guerra. Desta vez a origem é a mais fiel aos quadrinhos, mas é mostrada em flashback, ou seja, não é uma continuação da versão de 2004. Também não chegou aos cinemas por aqui, não é pra menos! Temos novamente roteiro baseado nos episódios de Garth Ennis (ou seja, violência e sangue desta vez não faltam), mas novamente os exageros aparecem, pegam todos os personagens dos arcos legais, misturados, os efeitos são manjados, a luz é muito artificial e se perde muito tempo com o personagem trocando de armas e cartuchos de munição no meio de cenas de ação. Não gosto também quando dão importância a personagens novos nos quadrinhos e não os clássicos. É o caso do parceiro de Frank, Microchip, perito em informática e fornecedor de armas, que aparece no filme apenas como coadjuvante. Já o policial Martin Soap, um idiota que serve de alívio cômico nas HQ's, tem chance de aparecer em futuros filmes. O vilão é o Retalho, que teve o rosto desfigurado por Castle, e que tem uma fala ridícula e manjada: Billy morreu, me chamem de Retalho. Mais clichê impossível.
O ator Tomas Jane encarnou o personagem novamente num curta independente, mostrando seu carinho pelo personagem, mas não adiantou para ser recontratado! Nos EUA saiu um DVD com a versão do diretor, mas aqui é inédita, infelizmente.
2008 - a Marvel Studios lança o primeiro filme com o selo Marvel Knights, novamente contrataram uma diretora estreante (de novo?) e o ator Ray Stevenson para o filme O Justiceiro Em Zona de Guerra. Desta vez a origem é a mais fiel aos quadrinhos, mas é mostrada em flashback, ou seja, não é uma continuação da versão de 2004. Também não chegou aos cinemas por aqui, não é pra menos! Temos novamente roteiro baseado nos episódios de Garth Ennis (ou seja, violência e sangue desta vez não faltam), mas novamente os exageros aparecem, pegam todos os personagens dos arcos legais, misturados, os efeitos são manjados, a luz é muito artificial e se perde muito tempo com o personagem trocando de armas e cartuchos de munição no meio de cenas de ação. Não gosto também quando dão importância a personagens novos nos quadrinhos e não os clássicos. É o caso do parceiro de Frank, Microchip, perito em informática e fornecedor de armas, que aparece no filme apenas como coadjuvante. Já o policial Martin Soap, um idiota que serve de alívio cômico nas HQ's, tem chance de aparecer em futuros filmes. O vilão é o Retalho, que teve o rosto desfigurado por Castle, e que tem uma fala ridícula e manjada: Billy morreu, me chamem de Retalho. Mais clichê impossível.
Claro que é um bom passatempo, mas aposto que esse terceiro filme será
rapidamente esquecido. É só pose! O ator não convence também - quase não fala e sempre a mesma expressão! Nota 6 (e tô sendo generoso!).
Já prometeram um seriado do personagem, mas não boto fé! Ainda não fizeram um filme à altura do personagem...
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