24 de jun de 2014

Palestra na Escola Abílio Azambuja

    Pela segunda vez este semestre apresentei o Projeto Gibiblioteca na Escola Estadual de Ensino Fundamental Abílio Azambuja, onde trabalho desde maio deste ano com a modalidade EJA. Desta vez o tema foi "Os Super-Heróis e a Ciência", apresentado aqui no blog em uma série de postagens no ano passado.
    Agradeço aos alunos que participaram e fico feliz que alguns se interessaram, leram, pediram gibis emprestados e ao professor Manuel que acompanhou e participou.








6 de jun de 2014

Monstro do Pântano

Estou lendo esta edição recém lançada e me impressiono a cada história! Só conhecia um capítulo e achava que era fora de série, mas não, é apenas uma de uma série que traz, num texto poético: ecologia, drama, terror, ficção, ciência, em desenhos magníficos!!! Antes tarde do que nunca conheci este clássico! Espero que o resto da coleção não demore...

Alan Moore é sensacional!!!





26 de mai de 2014

O ARAUTO DE GALACTUS - Parte 7



QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO



Pra mim, que sou fã do Surfista, só de vê-lo encarnado num filme já é uma realização! O primeiro filme do Quarteto, como todas as adaptações para o cinema com personagens da Marvel até agora, sofrem modificações para encaixar no orçamento, no roteiro, deixar mais realista, etc. Uns com muito poucas alterações, como Demolidor e Motoqueiro Fantasma; e outros, bastante modificados. Exemplos:
·        Homem-Aranha (2001) – aranha geneticamente modificada e não contaminada com radiação; teia saindo do corpo e não dos lançadores automáticos; uniforme do Duende Verde,...
·        X-Men (2000)– a ausência de máscaras e uniformes coloridos (ainda bem),...
·        Hulk (2003)– nesse, tudo foi alterado, o seriado era melhor adaptado.

No primeiro filme do Quarteto Fantástico, temos cinco, e não quatro viajantes ao espaço modificados pela radiação cósmica, o que nos leva a conhecer desde o princípio o rosto do Doutor Destino, um grande mistério dos quadrinhos, tudo para economizar uma origem. Desde o começo se sabia que seria um filme leve, bem família, só não engulo muito bem o ator que interpreta o Senhor Fantástico e as lentes azuis bem visíveis e o loiro falsificado no cabelo da Mulher Invisível. Já o Coisa e o Tocha estão muito bem, embora eu preferisse um Coisa maior. Além do DVD duplo, comprei a versão estendida do filme também, com 20 minutos a mais do filme, com cenas inéditas bem legais. Aliás, esse é um novo negócio que inventaram para tirar dinheiro dos fãs. Lançam o DVD duplo com extras (na maioria vídeos de produção, pós produção, bem chatos) e algumas cenas inéditas. Depois lançam a versão do diretor ou versão estendida com mais cenas inéditas.
Neste segundo filme, embora o clima pese um pouco mais, o humor segue lá, e temos novamente o rosto de Destino aparecendo demais, mas em compensação temos o enigmático e visualmente incrível SURFISTA PRATEADO.



Galactus é mostrado como uma gigantesca nuvem de detritos no espaço, apenas a sombra do que seria seu capacete nos quadrinhos aparece sobre o planeta Saturno, e no final, mal dá pra discernir um rosto em meio ao fogo que se aproxima do Surfista.
O final da batalha do Surfista com Galactus também ficou meio confuso, sem explicações sobre o que ocorreu realmente. Destruição? Evaporação? Teleporte? Compartimentação num universo subatômico?
O único “problema” sério com o roteiro que aceito que reclamem é que o Surfista fica indefeso, sem meios de reação nas mãos de meros soldados humanos. A história de a energia cósmica que o sustenta vir da prancha dói na alma dos fãs. Fora isso, temos bastante aventura, e a compaixão do Surfista, a menção discreta a Zenn-La e Shalla Bal já me fizeram feliz. Mesmo porque, como fã, estou acostumado com migalhas relacionadas ao meu personagem favorito.



Ah, pra quem assistir ao filme, alguns segundos após o fim do filme há uma pequena cena adicional, que mostra que o Surfista não morreu, como muitos pensaram.



“Talvez o sabor do perigo seja o que falta para voltarmos a ser os homens que nossos antepassados foram.” – NORRIN RADD, em Silver Surfer 1 ou Heróis da TV 4.


“Tantas vezes no passado eles me julgaram uma ameaça cruel. No entanto, nunca deixarei de tentar uni-los.” – SURFISTA PRATEADO, em Silver Surfer 2 ou Marvel Especial 5.

18 de mai de 2014

Leituras! Recomendo!

     O blog anda meio abandonado por conta de estudos e trabalho,mas não deixo de ler quadrinhos e ultimamente andei lendo:

X-Men: Gênese Mutante -histórias dos anos 90 com desenhos exagerados. A edição começa bem fraca, mas depois engrena com muita ação:

 

Coleção Salvat - qualidade impecável (fora um ou outro erro de grafia):







22 de abr de 2014

13 de mar de 2014

O ARAUTO DE GALACTUS – PARTE 6



COMO CONHECI O SURFISTA PRATEADO

     1988 – Era hábito eu com minha mãe irmos até a banca 007 comprar gibis (Turma da Mônica, Disney, Alegria, Menino Maluquinho,...). Mas nesta ocasião especial, fomos eu e meu irmão mais velho, Jaison, e combinamos de cada um comprar uma revista pro outro. Saímos da banca folheando a revista que tinha comprado, antes de entregá-la. A que eu tinha nas mãos parecia chata e não tinha muitas cores. Peguei logo a minha do Cascão.
      1991- Revirando caixas com revistas velhas, encontro, com o canto das páginas roído por baratas, ratos ou sei-lá-o-quê, aquela revista de capa azul, amarela e cinza, com um lunático voando numa prancha, careca e de cor branca, numa cena de ação titânica, como se viesse sem perder tempo em resposta às preces da multidão que apontava da janela dos prédios para o céu.




      Faltavam algumas folhas daquele gibi, que começava na página 15. Gostei do discurso existencialista daquele herói solitário, incompreendido, exilado num mundo estranho, com saudades de sua amada, e ela, mesmo contra todas as expectativas, mantinha seu amor vivo, olhando para o céu à espera daquela figura elegante e melancólica.
     O texto de Stan Lee era (é) fantástico! O Surfista era a criatura com a alma mais pura, um semideus vindo do céu que preferia sofrer a usar seu poder contra alguém, não importava o sacrifício (não é à toa que já se referiram a ele como “Cristo numa prancha de surfe”). Palavras elaboradas e românticas falando sobre paz, ecologia, e dos primitivos seres humanos, para quem a compaixão denota fraqueza, e a violência, força. Tudo que um adolescente introspectivo queria da vida.
      A série Marvel Especial republicava histórias antigas, e naquela bendita edição nº 5, conheci este personagem, tudo graças a meu irmão.
        Fiquei curioso sobre alguns personagens que eram mencionados, como Galactus. Então chega às bancas algum tempo depois Grandes Heróis Marvel 33, com a volta do herói cósmico, trazendo mais referências a histórias e revistas antigas, que fui anotando para um dia procurá-las. Descobri nesta edição que em breve seria lançada outra revista com o personagem. Infelizmente a Graphic Marvel 9 era muito cara e não pude adquirir na época.



    Meses depois as histórias do Surfista Prateado começam a ser publicadas esporadicamente em Superaventuras Marvel. Aí já fiquei fã de Demolidor, Thor, Quarteto, Justiceiro e outros.
          Em 1998 fui fazer vestibular, e recorrendo as bancas de usados na cidade de Rio Grande, consegui a maioria das edições onde o Surfista aparece. Comprei também uma cópia daquela Marvel Especial 5 mais nova, ela têm um texto de apresentação que usei na faculdade, num dos meus trabalhos sobre o Surfista. Mas algumas revistas são muito raras, da década de 60 e 70. Somente há alguns anos completei a série original nas Edições Históricas lançadas pela Mythos Editora. Mas até hoje faço uma busca em sebos de vez em quando procurando aparições deste careca reluzente do espaço.




Ah, vejam algumas relações e conjecturas que fiz certa vez, e que comprova que tudo no universo está conectado: Em Algum Lugar do Futuro, história do Surfista Prateado, remete ao nome do filme Em Algum Lugar do Passado (cujo nome original é Somewhere In Time) com Christopher Reeve, que fez o papel de SUPER-HOMEM no cinema.  Acontece que Somewhere In Time é o nome de um dos discos do Iron Maiden, cujo vocalista é Bruce Dickinson, que num disco solo gravou uma música mencionando o Surfista Prateado, que se encontrou com o SUPER-HOMEM num crossover das editoras Marvel e DC.
Tô dizendo, aí tem coisa...




“Até quando poderei me submeter à selvageria humana? Até quando permanecerei imune ao vírus da agressividade... e evitarei adotar a força em lugar da razão?” – SURFISTA PRATEADO, em SilverSurfer 5 (1969)