1 de mar de 2014

Quadrinhos e Cinema 5 - Os 3 Filmes do Justiceiro




          Criado como coadjuvante, quase um vilão nas histórias do Homem-Aranha, o Justiceiro ganhou anos depois um gibi próprio, baseado nos livros da série "O Executor", de Don Pendleton.

            Em 1989, Dolph Lundgren interpretou o personagem no filme O Justiceiro, que fez um relativo sucesso se considerarmos o gênero, batidíssimo desde que a história é a mesma da série Desejo de Matar e de muitos outros filmes: homem tem a família assassinada e começa a matar criminosos, ou melhor, punir criminosos, já que o nome original do personagem é Punisher (punidor – em espanhol, el castigador). Nesse filme, até bom pra época em que adaptações de quadrinhos não eram levadas nem um pouco a sério, só faltou o símbolo do anti-herói, uma caveira branca na camiseta. De resto, o visual até que tava legal, e o roteiro, mediano, mas com muitos erros técnicos. Ele tem que resgatar filhos de mafiosos que foram sequestrados pela Yakuza. Tem um informante mendigo e um ex-colega de polícia que tenta ajudá-lo (Louis Gosset Jr.). A origem, ou seja, a morte da família, só é citada por um telejornal. Passou várias vezes na globo, no Domingo Maior, até pouco tempo antes de estrear a nova versão. Eu gosto bastante dessa versão, talvez por nostalgia do VHS - Nota 7 considerando a época.





          Com a nova onda de filmes baseados em gibis, não demorou pra ser produzido O Justiceiro, de 2004, que não chegou a estrear nos cinemas brasileiros, embora tivesse se saído bem nas bilheterias lá fora. Tinha até cartazes nos cinemas e data prevista, mas foi cancelado poucos dias antes. Desta vez o ator (dedicadíssimo, apaixonado pelo personagem e que merecia outra chance) era Tomas Jane que faz o papel de Castle, que prestes a se aposentar, teve pais, filhos, esposa, tios, toda a família (mesmo) morta a mando de um mafioso cujo filho morreu numa operação na qual Frank agia disfarçado. O roteiro é baseado nos personagens e histórias cômico/violentíssimas escritas por Garth Ennis, simplesmente um doente psicótico que adora sangue e tripas. Mas o filme não tem tanto sangue, não, fica tudo implícito. O diretor era estreante, e o filme foi massacrado pelos fãs e críticos por causa do humor e exageros, mas é sem dúvida um bom entretenimento. E pra mim, tem seus momentos marcantes, como a cena em que ele tortura Mickey com um picolé fazendo-o pensar que é um maçarico - cena dos gibis - publicada em Grandes Heróis Marvel 50 (ed. Abril). O problema é que mostra apenas um ensaio para o que viria a seguir (matar criminosos em geral). Na trama ele se vinga apenas do mafioso (e a família e capangas, é claro) interpretado por John Travolta. Nota 7!





O ator Tomas Jane encarnou o personagem novamente num curta independente, mostrando seu carinho pelo personagem, mas não adiantou para ser recontratado! Nos EUA saiu um DVD com a versão do diretor, mas aqui é inédita, infelizmente.


      


      2008 -  a Marvel Studios lança o primeiro filme com o selo Marvel Knights, novamente contrataram uma diretora estreante (de novo?) e o ator Ray Stevenson para o filme O Justiceiro Em Zona de Guerra. Desta vez a origem é a mais fiel aos quadrinhos, mas é mostrada em flashback, ou seja, não é uma continuação da versão de 2004. Também não chegou aos cinemas por aqui, não é pra menos! Temos novamente roteiro baseado nos episódios de Garth Ennis (ou seja, violência e sangue desta vez não faltam), mas novamente os exageros aparecem, pegam todos os personagens dos arcos legais, misturados, os efeitos são manjados, a luz é muito artificial e se perde muito tempo com o personagem trocando de armas e cartuchos de munição no meio de cenas de ação. Não gosto também quando dão importância a personagens novos nos quadrinhos e não os clássicos. É o caso do parceiro de Frank, Microchip, perito em informática e fornecedor de armas, que aparece no filme apenas como coadjuvante. Já o policial Martin Soap, um idiota que serve de alívio cômico nas HQ's, tem chance de aparecer em futuros filmes. O vilão é o Retalho, que teve o rosto desfigurado por Castle, e que tem uma fala ridícula e manjada: Billy morreu, me chamem de Retalho. Mais clichê impossível. 


            Claro que é um bom passatempo, mas aposto que esse terceiro filme será rapidamente esquecido. É só pose! O ator não convence também - quase não fala e sempre a mesma expressão! Nota 6 (e tô sendo generoso!).

            Já prometeram um seriado do personagem, mas não boto fé! Ainda não fizeram um filme à altura do personagem...

8 de fev de 2014

6 de fev de 2014

O ARAUTO DE GALACTUS – PARTE 4



          A 2ª série do Surfista Prateado é considerada apenas a edição de onde foi tirada a capa do CD de Joe Satriani.



         











 



   A 3ª série teve 146 números, dos quais apenas 24 publicadas no Brasil nas revistas Grandes Heróis Marvel e Superaventuras Marvel. Vários artistas participaram, houve períodos cômicos, melancólicos e de ação, mas nenhum se igualou aos autores da série original. Recentemente, houve uma nova série do personagem, com 14 edições, nenhuma publicada aqui.


Duas curiosidades: em sua primeira aparição no Brasil, o Surfista Prateado foi chamado de “Acrobata do Cosmos”, na revista Super X 17. E a editora GEP chegou a lançar uma revista própria do Surfista nos anos 70, mas teve só 4 edições.




















 HISTÓRIAS IMPORTANTES:

·        Heróis da TV 58 e 59 – A chegada do Surfista Prateado e Galactus.

·        Heróis da TV 4 ou Grandes Heróis Marvel 3 – A Origem do Surfista.


·        Heróis da TV 70 – O Surfista escapa da barreira de Galactus e descobre que após sua deserção, o Gigante voltou a Zenn-La. O povo do antes evoluído planeta vivia tempos primitivos, numa terra desértica e sem vida. E Shalla Bal fora levada por Mefisto, o demônio que há tempos queria a alma do Surfista. Ele volta à Terra (ficando preso novamente), derrota o demônio, que envia Shalla de volta, mas o Surfista consegue dar-lhe uma porção de seu poder cósmico, e chegando a Zenn-La, a vida brota no solo por onde ela passa.

·        Grandes Heróis Marvel 33 – O Surfista escapa de vez da barreira (era só sair sem a prancha, solução ridícula) e consegue o perdão de Galactus. Ele retorna a Zenn-La para finalmente reencontrar sua amada (os fãs esperavam há uns 20 anos). Shalla Bal dá um fora no Surfista, pois não tem tempo para relacionamentos, pois agora é Imperatriz, eleita pelo povo graças ao milagre da ressurreição da vida verde no planeta (devido ao poder que o Surfista deu a ela). Ele volta ao espaço, agora seu único lar.


·        Superaventuras Marvel 131 – O Surfista testemunha a ressurreição de um dos maiores vilões da Marvel: Thanos de Titã, o amante da Senhora Morte. Tem início a “Saga do Infinito” que desencadeou várias minisséries: Desafio Infinito, Guerra Infinita, etc., a volta do guerreiro Adam Warlock e a série própria de Thanos. 



 Superaventuras Marvel 151 – Descobre-se que Galactus manipulou a alma de Norrin Radd ao fazer dele o Surfista Prateado, para que não sentisse culpa ao ajudar a dizimar civilizações inteiras. O gigante desfaz seu gesto e o Surfista sofre alucinações, se afogando num oceano de sangue.

·        Superaventuras Marvel 153 – (com capa especial laminada) A infância e juventude de Norrin Radd revela que seu pai, Jartran, era um cientista com uma visão que influenciou o filho a não ser acomodado como os outros em Zenn-La. Ele previa mudanças, pois “a estagnação não é um estado que se mantém com facilidade”.Jartran é acusado de plágio em uma de suas invenções, e Norrin lhe dá as costas, o que leva o pai do futuro Surfista Prateado a suicidar-se, como sua mãe fizera anos antes. 


·        Grandes Heróis Marvel 66 – O Surfista volta à Terra, procurando antigos aliados para recuperar seus sentimentos, pois havia se tornado frio como na primeira vez em que chegou à Terra. O Quarteto havia sumido, Hulk não pôde ajudar, e o Doutor Estranho recuperou apenas um fragmento do que fora Norrin Radd. O Surfista começa um relacionamento com a escultora cega Alicia Masters (a ex do Coisa). No Brasil, muita coisa ficou no ar, pois não publicaram muitas histórias anteriores nem posteriores a estas. Zenn-La havia sido destruído e Shalla Bal, morrido. Pra quem não sabe, Hulk, Doutor Estranho, Namor e Surfista formavam os Defensores.


25 de jan de 2014

Leitura de clássicos em dia!

    Com a  facilidade de baixar os scans, acabamos não dando conta de tanta coisa pra ler. Dei uma conferida em alguns que nunca consegui comprar e que não conhecia, pra sair um pouco da mesmice:


 1- Graphic Globo - Dreadstar - Nunca tinha lido nada do personagem. Curioso ele ser a cara do autor, Jim Starlin. Muito boa essa edição! No estilo dramático do Capitão Marvel e Warlock, personagens com os quais o autor fez fama. Colorização fantástica.
Curiosidade: o personagem Syzygy Darklock é a cara do Eddie na capa do álbum Somewhere in Time, do Iron Maiden, vejam:




Syzygy









 2 - Druuna -  Morbus Gravis - Pra quem nunca leu histórias de futuro pós apocalíptico, deve parecer melhor, acho essas histórias da Druuna muito enroladas e demoradas, nem li a segunda edição (somente algumas partes, hehe). Claro que a arte é fantástica, e alguns conceitos também, mas muita coisa parece clichê hoje em dia. Vale pelo corpo da personagem, que convenhamos, não é pouca coisa. 
PROIBIDO PARA MENORES!





 3 - Graphic Globo - Marada, A Mulher-Lobo - Essa edição quase comprei em Porto Alegre uma vez, chama a atenção os desenhos e cores, em painéis muito lindos. A história, de Chris Claremont (X-Men) não é ruim, no estilo Espada e Magia.


4 - Sabre - Com o mesmo desenhista da fase clássica do Mestre do Kung Fu, conta uma história de luta por liberdade num futuro desolador, mas mesmo sendo clichê, com conceitos ultrapassados e tendo desculpas para cenários clássicos, os personagens são cativantes do início ao fim.




 5 - The Nazz - A História de um Super-Homem. - Em 4 edições, mostra a corrupção pelo poder, oriunda de uma divindade hindu, Vishnu, essa série começa muito bem, com texto poético e  filosófico nas palavras do personagem, que é escritor, mas se mostra muito longa na minha opinião. Legal as críticas aos gibis e super-heróis.

 6 - U.S. Tio Sam - com desenhos de Alex Ross (como sempre, um deleite), mas o roteiro não fica atrás, o texto mostra o lado podre  da história de um país, frases fortes e clássicas, humanização e corrupção de heróis (soldados), a política por trás do sonho americano e o sofrimento das minorias. Serve para refletir, o recado serve para todas as nações, sejam imperialistas ou dominadas.