Agradeço a doação da professora Denise Teixeira, gibis antigos de Riquinho, Pernalonga, Street Fighter e Zagor. E também comprei dois em espanhol, numa viagem a Montevidéu, no Uruguai: Gato Felix e Ivanhoe. E ainda uma edição educativa sobre o Almirante Tamandaré!
23 de abr de 2015
13 de abr de 2015
Cronograma de Palestras
Hoje tem palestra da EMEF Oriete Garcia, como parte da programação do Projeto Gibiblioteca & Séries Iniciais, da Secretaria Municipal de Educação.
9 de abr de 2015
Quadrinhos nacionais
Repostando texto de 2011 do antigo blog:
Lampião... Era O Cavalo do Tempo Atrás da Besta da Vida.
- Uma edição premiada em preto e branco. Autor assina como Klévisson.
Conta as últimas horas do cangaceiro Lampião, quando seu bando foi
cercado e fuzilado. A arte é muito boa, o texto expressa o coloquialismo
dos personagens.
O álbum tem um acabamento de luxo e formato gigante,
com páginas de informações sobre o momento histórico e ainda um adendo
com referências de objetos e instrumentos usados no sertão na época,
para desenhistas, e historiadores. Só não gostei do fato de a HQ em si
ser muito curta, além de ter pouco diálogo.
Sepé Tiaraju –
lançado pela Câmara de Deputados, foi distribuída para as escolas
contando a história do herói indígena que defendeu seu povo na luta
contra os colonizadores. Embora tenha estudado sobre o vulto histórico
guarani, eu nem lembrava quem ele era.
As missões até hoje são
consideradas uma sociedade perfeita que mesclava crenças e costumes de
diferentes povos de forma pacífica, pois os missionários convertiam os
índios em cristãos, mas os deixavam viver com seus costumes, “um triunfo
da humanidade”. Depois de firmados e construírem suas cidades (chamadas
Reduções), foram liderados por Sepé na revolta quando soldados
quiseram, por ordem da Coroa Espanhola, que eles se mudassem para outra
região. Eles não viam sentido em obedecer cegamente alguém que não
conheciam e resistiram até onde podiam, mas acabaram perdendo no final.
Muito humana e interessante esta obra, com acabamento de luxo. Embora
desenhos e cores não sejam de um padrão internacional, a edição é muito
boa. O lançamento foi iniciativa do Deputado Federal Marco Maia. Roteiro
de Luiz Henrique Gatto e arte de Plínio Quartin.

8 de abr de 2015
Demolidor - O Homem Sem Medo
Criado por Stan Lee nos anos 60, embora já houvesse anos antes um personagem de HQ com o mesmo nome (Daredevil, algo como “Endiabrado”, ou “Demônio Ousado” ao pé da letra), o Demolidor era Matt Murdock, filho do boxeador Jack “O Demônio” Murdock (em Inglês “Devil”, daí a inspiração para o nome original do herói) fica cego num acidente com lixo biológico e ganha supersentidos (e um radar) que compensam a visão. O pai é assassinado, ele vira advogado de dia e justiceiro à noite protegendo seu bairro.

Nos quadrinhos o personagem foi revitalizado por Frank Miller no começo dos anos 80, em histórias nas quais o filme foi baseado. No universo do herói urbano, os vilões são gângsteres, traficantes, ladrões e lunáticos; há batalhas judiciais, conspirações políticas, amores frívolos e paixões violentas. Ele mente, trai, ama, erra e sofre duramente as consequências. O personagem é cheio de traumas, defeitos, neuroses e de vez em quando tem colapsos mentais devido à vida dupla que leva. Seu maior inimigo é o Rei do Crime.
O personagem ganhou uma adaptação para o cinema em 2003, logo após o sucesso de Homem-Aranha. Muitos criticaram, e olhando hoje também concordo que o filme tem uma edição que deixa a desejar, mas eu gosto mesmo assim, mesmo porque pra um personagem de pouca repercussão e com um visual esquisito, tá muito bom! Agora terá uma nova chance num seriado televisivo em 2015 (foto acima)!


O filme fez um relativo sucesso, também graças à presença de Jennifer Garner, como Elektra, que ganhou um filme solo 3 anos depois. E também foi lançado na onda um DVD com a participação do personagem no desenho do Homem-Aranha.O Demolidor já havia aparecido no filme O Julgamento do Incrível Hulk, mas totalmente descaracterizado, com uma roupa preta (ver foto acima), sem os chifrinhos e sem seu logotipo no peito: DD (vejam abaixo). Na dublagem brasileira, chamaram-no de “Audacioso”. Jà no desenho animado do Homem-Aranha dos anos 90 a primeira dublagem o batizou de "Atrevido". Por falar no logotipo, ele gerou um título estranho para o herói em suas primeiras publicações no Brasil: O Defensor Destemido.


Há alguns anos o Demolidor ganhou revista própria, mas durou apenas 35 números, apesar da qualidade excepcional das histórias.
HQ's do Demolidor
Demolidor Especial 2 - De Frank Miller e David Mazzucchelli, reapresenta a saga A Queda de Murdock, quando a ex-secretária e ex namorada do herói cego Karen Page vende sua identidade secreta por uma dose de heroína, depois de uma carreira decadente na indústria de filmes pornográficos. A informação vai parar nas mão do Rei do Crime (Wilson Fisk) que tenta matar todos que sabem do fato, e depois destrói a vida do herói lentamente, tirando seus bens, seu emprego, manipulando seus amigos e quase enlouquecendo o personagem Matt, que quase nem aparece na saga vestindo o uniforme de Demolidor. É a parte humana e sua história de superação (e perdão) que regem o argumento. Ainda nesta edição vem uma entrevista com o desenhista que fala de seu trabalho e sua técnica.HQ nota 10!
Superaventuras Marvel 106 – O que aconteceria se o Demolidor tivesse matado o Rei do Crime na saga Queda de Murdock. Uma versão alternativa onde surge um novo Demolidor, ironicamente o filho do Rei, Richard Fisk.

Grandes Heróis Marvel 22: Demolidor E Wolverine – Duas histórias fantásticas. A primeira, que se passa quando Matt Murdock se recuperava da saga comentada acima, tem duas partes, e mostra o confronto ideológico entre os heróis do título. Wolverine quer matar o assassino Guerrilheiro (cujos braços se transformam em armas), que está matando mutantes talentosos, como uma bailarina, um músico e uma desenhista. Já o Demolidor quer levá-lo à justiça. Em dado momento, capturado, o Guerrilheiro repudia a justiça do herói cego e diz: “Eu dou as boas-vindas ao inferno!”. Esta frase me marcou. Na segunda história, de Natal, um bandido chamado Trapaceiro, que usou tantos disfarces e máscaras que nem sabe mais quem é verdadeiramente, atrai o Demolidor para questioná-lo sobre o que faz de ambos tão diferentes, sendo que são parecidos por serem acrobatas e se fantasiarem. Um homem numa crise existencial, que acaba morrendo vítima de sua própria loucura. Uma história triste, que tem momentos perturbadores. O Trapaceiro entra numa loja de fantasias e coloca uma caveira de vaca na cabeça pensando que era uma máscara, e fica presa. Com esse aspecto sinistro, ao ser expulso da loja pelo idoso dono, ele diz:
O velho fica atormentado com as palavras (eu também fiquei).
O velho fica atormentado com as palavras (eu também fiquei).

Grandes Heróis Marvel 47: A Queda do rei do Crime – Depois de viajar sem destino pelos Estados Unidos, ir ao inferno, perder a memória e enfrentar um culto de inimigos ninjas e ser manipulado pelo Rei, Matt Murdock se vinga e faz o mesmo que Wilson Fisk fez com ele na primeira edição comentada aqui. Ele espalha boatos e acaba minando o poder do Rei em sua própria organização, com ajuda dos terroristas da Hidra. O poderoso mafioso enfrenta a corte federal e sua imagem é destruída. Escapa da cadeia, mas perde toda sua fortuna e bens.

Esta é uma republicação de textos do antigo blog.
6 de abr de 2015
Na Escola Bernardo Arriada
Hoje teve palestra nos turnos manhã e tarde na Escola Municipal de Educação Básica Bernardo Arriada, na zona rural de Santa Vitória do Palmar. A convite da professora Jeanine Canabarro, apresentei para alunos das séries finais e Ensino Médio"A Ciência dos Heróis", cujo conteúdo está neste blog em postagem anteriores, e também, para as séries iniciais a introdução às Histórias me Quadrinhos com posterior momento de leitura em sala de aula - atividade esta que faz parte do projeto da Secretaria Municipal de Educação.
Agradeço aos alunos pela atenção, aos colegas professores e um obrigado especial à diretora Marisa Lourenço Rocha pela acolhida e o ótimo almoço!
Vamos às fotos?
2 de abr de 2015
Novas aquisições
Não dá pra sair da cidade sem voltar com alguma coisa nova pro acervo, então uma passadinha na Loja Tutatis (bem legal, títulos que nunca tinha ouvido falar e importados, mas tudo meio $algado), no Mercado Público e bancas de Porto Alegre e também em Pelotas, foram estas desta vez:
Universo Marvel 19 com a estreia da nova série do Surfista Prateado, com traço de Mike Allred.
Uma curiosidade sobre esta última edição: Mônica 26 da editora Abril, relançada na Coleção Histórica pela Panini: Tem uma história adaptada de tiras que mostram a preparação e o
nascimento do "irmão do Cebolinha", que eu nunca havia ouvido falar. A
ideia do personagem foi abandonada com o tempo, e teve até concurso para
escolher o nome, embora nas tiras ele já fosse chamado de Salsinha. Não
lembro de mencionarem isto nem mesmo na revista Mundo dos Super-Heróis
dedicada ao Mauricio, e olha que lá tem várias curiosidades. Legal isso
pra ser explorado em alguma história tipo Graphic MSP, poderiam mostrar a
perda dessa criança, sei lá, inserir um pouco de drama e humanidade
numa história mais adulta...
23 de mar de 2015
Reuniões Pedagógicas
Durante as reuniões pedagógicas da Secretaria de Educação de Santa Vitória do Palmar, com a presença de coordenadores de escolas municipais e professores das séries iniciais, estou participando com a apresentação do Projeto Gibiblioteca e sua proposta de incentivo à leitura com histórias em quadrinhos: Palestra e momento de leitura com gibis de meu acervo pessoal, além de divulgar o blog como ferramenta de pesquisa.
18 de mar de 2015
Preguiçosos em Tirinhas
O acervo deste projeto conta atualmente com algumas edições especiais de tiras, originalmente publicadas em jornais.
O primeiro de que falo é Radicci,
com seu humor descarado e sem nenhuma preocupação com o que é
civilizadamente considerado educado. O personagem é descendente de
imigrantes italianos, mas ao invés da imagem idealizada do que se expõe
geralmente, ele é beberrão, peidão, preguiçoso e sem-vergonha, assedia a
esposa e provoca o filho ambientalista com suas atitudes
antiecológicas. E os desenhos de Iotti são hilários! Vale cada página.
O segundo comentado é Garfield,
de Jim Davis. O gato gordo que adora lasanha é também um preguiçoso
incurável, que maltrata o próprio dono e o colega cachorro, que como ele
diz, é um idiota. Muitos conhecem pelos filmes e desenhos, mas nos
quadrinhos o material é muito mais rico e disponibiliza um leque muito
maior de situações e bizarrices. Em certa ocasião, quando Garfield acusa
o ursinho de pelúcia de ter quebrado um vaso, John, seu dono pensa: “ O
que me incomoda não é a mentira, mas o pouco crédito que ele dá à minha
inteligência.” Infelizmente esta edição foi "surrupiada" da minha coleção.
O terceiro é Snoopy,
da tira “Peanuts”, de Charles Shulz, e traz o famoso cachorrinho de
Charlie Brown em aventuras com parentes e diálogos inusitados com o
passarinho Woodstock, além de outras situações onde demonstra que gosta
mesmo é de ficar deitado no telhado de sua casinha. Embora esta edição
não tenha a mesma sensibilidade da série, mesmo assim traz textos
reflexivos, mas o que impera é o humor.
Estas edições que trazem
coletâneas da linha "Pocket" são muito bons. Quero conseguir outros
títulos deste tipo, como Hagar, Níquel Náusea e outros.
Texto originalmente publicado em 2011 no antigo blog.
Ler, abstrair, imaginar - Mundos Paralelos
Uma das grandes vantagens que a leitura proporciona é o desenvolvimento
da capacidade de imaginar e abstrair, e assim ampliar os horizontes de
nossa mente. Com as histórias em quadrinhos, ao contrário do que muitos
pensam, não é diferente. Não é porque ali tem um desenho que o leitor
deixará de imaginar a cena ou personagem. Muitas vezes ele tenta
imaginar na vida real o que se passa em forma de desenho. Isso já é
abstrair e imaginar.
Mas um dos exercícios de imaginação que os quadrinhos proporcionam é o
de se conhecer realidades alternativas para personagens conhecidos,
apresentando versões diferentes do mundo em que vivem. Muitas vezes me
deparei com pessoas que não conseguem entender um filme, série de TV ou
livro por faltar a capacidade de entender o conceito de mundo paralelos,
bem como viagens no tempo. Dois exemplos são os filmes “De Volta Para O
Futuro” e o seriado “Lost”, que lidam com conceitos deste tipo.
E é importante ressaltar que embora sejam ficção, essas ideias são
respaldadas em parte pelas teorias da física e mecânica quântica, que
lidam com coisas como múltiplas possibilidades, teoria do caos e o
princípio da incerteza. Com isso, podem despertar o interesse nessas
áreas do conhecimento.
Nos quadrinhos da Marvel existe uma série chamada “O que aconteceria se...”
que mostra diferentes consequências para os atos dos personagens em
momentos cruciais de suas histórias, uma outra dimensão onde tudo
ocorreu diferente, e também as minisséries que mostram os dias finais de
alguns super-heróis. Na editora DC existe algo parecido, uma série
batizada no Brasil de “Túnel do Tempo”.
Vejamos algumas.
Liga da Justiça – O Prego
– O mundo sem o Superman. Tudo por que um prego furou o pneu da
caminhonete de Jonathan Kent na manhã em que encontraria o pequeno
Kal-El.
Super-Homem – Morcego de Aço – Nessa versão, o casal Wayne encontra o foguete com Kal-El. Depois que são assassinados, surge o Batman superpoderoso.
O que aconteceria se o Justiceiro tivesse matado o Demolidor – publicado em Superaventuras Marvel 132
– Frank Castle fere o Homem-Aranha quando perseguido por assassinar o
herói citado, por conta disso a identidade do Aranha é revelada e Tia
May morre assassinada por inimigos dele. Peter Parker tenta se vingar e o
Justiceiro o mata também. Para se redimir, tenta acabar com a eleição
do novo prefeito de Nova Iorque, que era mandado pelo Rei do Crime.
Quarteto Fantástico – O Fim
– O sistema solar é colonizado pela Terra, que é um paraíso
tecnológico. Mas nesse futuro onde as pessoas vivem séculos, os membros
do Quarteto quase nem se falam, depois que os filhos de Reed e Susan
foram mortos.
Cebolinha 85 (Panini) - Cebolinha volta no tempo numa máquina do Franjinha (só podia) e impede o seu Sousa de conhecer a mãe da Mônica e, assim impede o nascimento da baixinha. Ao voltar ao presente, porém, a nova integrante da turma é uma opção pior, e usa um jumento de pelúcia para bater nos meninos.
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