1 de mai. de 2018

Leituras de Maio

Graphic MSP - Lembranças - mais uma ótima história dos irmãos Cafagi para fechar a trilogia. História leve, onde a turminha leva o leitor a puxar suas próprias lembranças, das paixões impossíveis, clubinhos, brincadeiras e aniversários. Fora as referências, claro!





Salvat Vermelha - Máquina de Combate: Com uma história legal dos anos 90, onde Tony Stark é dado como morto logo após usar a primeira versão da armadura cinza, deixando o comando da empresa para seu amigo Jim Rhodes,  e em seguida uma saga de 2009 onde Rhodes é transformado num ciborgue. Essa última história bem violenta, com participação de Ares, o Deus da Guerra. O Máquina de Combate é um personagem bem interessante, além do visual bélico, o homem em seu interior é um grande parceiro de Tony Stark, inclusive assumindo como Homem de Ferro quando necessário!







Salvat - Howard, O Pato - assim como o escritor dessa revista em quadrinhos, acho que tenho certa fixação por patos. Tenho alguns em casa. na verdade, marrecos (a tradução certa para "DUCK", em inglês). Sempre quis conhecer os gibis do Howard desde que descobri que aquele filme que vi na infância era baseado nesse personagem dos quadrinhos. Sou um dos poucos que gostam do filme,  e embora muito criticado, ao ler agora algumas edições vi bastante referência aos quadrinhos utilizadas no roteiro do filme (A relação com Beverly, ela chamando de "patinho", o termo "macacos pelados" e outros). O gibi é uma paródia de HQ's de super-heróis, tem sarcasmo, muitas críticas sociais e discussões filosóficas, mas sem perder o bom humor e sem se estender a ponto de ficar chato. Ver o Pato perdendo a paciência com pessoas tolas é hilário! E vê-lo se candidatando à presidência e falando verdades nuas e cruas sobre a política, e enfrentando uma vaca Vampira, um Homem-Nabo e um Contabilista Cósmico é simplesmente genial (e idiota)! A edição 16 publicada pela Salvat também é diferente, com um ensaio do autor e suas discussões imaginárias com o personagem, intercalado por momentos perplexos desse escritor cara de pau, com uma edição atrasada contando com a colaboração de John Buscema e outros artistas criando figuras de fundo para ele matar tempo e páginas. Aliás, também temos algumas edições com arte de Gene Colan. Eu gostaria muito que lançassem mais material do Howard por aqui. Mas é pedir demais, eu sei...



 


 Eu mato Gigantes - li de uma vez só esta bela história, recomendada por meu irmão Julian. Realmente vale a pena conhecer Bárbara e sua imaginação fértil, originada por um drama pessoal.


 






Batman/Spawn - Guerra Infernal - Crossover dos anos 90, com personagens legais, um roteiro rápido e rasteiro, e desenhos que às vezes incomodam, talvez pela arte final meio suja ou rostos deformados e curvas "quadradas" no corpo das pessoas. História esquecível, vale só como curiosidade! Uma boa equipe de artistas pra quase nada!



 


Daredevil 164 - edição importada que comprei, um relançamento de 2002, que já foi publicada algumas vezes por aqui, sendo a primeira vez em Superaventuras Marvel 3, onde é recontada a origem do Demolidor, com desenhos de Frank Miller.



Doutor Estranho - Uma Realidade à Parte - Simplesmente magnífico este trabalho de Steve Englehart e Frank Brunner. Embora um pouco longa, essa edição da Salvat mostra momentos importantes como a morte do Ancião, a revelação de Shuma Gorath (que eu conhecia do jogo Marvel Super Heroes - Playstation 1), e ainda relembra alguns clássicos de Stan Lee e Seteve Ditko, como o primeiro encontro com Cléa e Dormammu. Pra finalizar, o vilão Adaga de Prata mostra-se uma ameaça à vida de Stephen, que viaja aos reinos da irrealidade e da morte. As histórias viajantes (mesmo) de Englehart foram belissimamente ilustrados por Brunner, uma leitura de encher os olhos e a mente. Com seu estilo dos anos 70, é um deleite psicodélico literário, que embora ingênuo e fantasioso, vai agradar leitores maduros.





Batman - Ano Um: ainda bem que encontrei esta edição a um preço razoável, pois não queria gastar tanto numa história, que, embora seja um clássico indispensável para os fãs de quadrinhos, não considero tão boa quanto outras do personagem e dos autores. Ruim? Claro que não! A primeira vez que li, realmente me surpreendi, pois esperava outra coisa, a série foca bastante em Jim Gordon em detrimento de Bruce Wayne, e ao terminar, parece que estamos no meio de um arco incompleto, mas acredito que a ideia do autor seja essa mesma, afinal, este é o "começo". Desta série foram utilizados elementos no filme Batman Begins. Os autores? Ninguém menos que Miller e Mazuchelli, de A Queda de Murdock. Só por isso vale uma conferida, ambos mestres. Incomoda nesta obra apenas os desenhos dos rostos meio parecidos em personagens diferentes. Mas tá! Clássico na coleção!



Persépolis - tardiamente conhecendo esta premiada HQ, posso dizer que esse material deveria ser leitura obrigatória nas escolas. Eu, que fui criado nos anos 80 ouvindo falar da guerra Irã/Iraque, não fazia ideia de quem eram os iranianos, de como era seu país antes ou depois da guerra, nem de sua cultura, de sua história. Marjane Satrapi nos mostra seu mundo de maneira envolvente, divertida e dramática. Cheio de referências à cultura pop da época, conta sua vida que começou num país relativamente livre, embora em crise, e sempre estimulada intelectualmente por seus pais, viu o país ser tomado por um governo religioso e rigoroso nas regras de conduta, e muitas liberdades foram tomadas. Crescendo nesse ambiente, sua vida segue até ser enviada a outro país, onde viria a confrontar outros dilemas na adolescência, que passou vivendo sozinha. Essa história em quadrinhos é bem longa, mas envolve tanto que o leitor só para quando o cansaço físico exige, pois a curiosidade aumenta a cada capitulo. Nota 10! Recomendo muito! História contemporânea de maneira prazerosa e contado por quem viveu na pele.





Salvat Vermelha - Geração X - Mais uma edição dispensável na coleção, que certamente não vou ler novamente. Quando falam mal dos quadrinhos dos anos 90, é justamente por coisas como esta HQ. Seis edições que prometem e não cumprem nada, com cortes absurdos, referências demais, desenhos meia boca e personagens bizarros, com poderes esdrúxulos pseudo científicos e absurdos (como eu havia lido anos antes na revista Wizard). Sincro, com sua aura arco-íris que sincroniza com mutantes ao redor?! Derme, que estica sua pele e a direciona. Escalpo, a menina que troca de pele, nem banho ela precisa tomar!? O Câmara, que tem um rombo da boca ao peito vazando energia de um tipo qualquer, mas fala!? O vilão Sangria, que parece um elefante fantasma. A misteriosa Suplício, que não fez nada. Nem a presença da Jubileu salvou a edição! Mesmo sabendo que os personagens seriam desenvolvidos posteriormente, achei essas edições muito ruins! Se o filme de 1996 era um lixo, pelo menos durava uma hora e pouco. Mas ler essa edição toma mais tempo ainda da gente! Tempo que poderia ter sido gasto lendo uma história boa! Os capítulos que precederam a série foram bem melhores, publicadas na edição do Banshee nesta coleção!





A Morte de Hércules - relendo esta edição especial de 2011, que continuava as histórias de Hércules publicadas em Universo Marvel, depois que o heróis assumiu a revista do Hulk e começou a parceria de longa data com Amadeus Cho. As histórias de Greg Pak e  Fred Van Lente trazem como sempre ação, humor e muitos personagens e lendas da mitologia. Pena que a Panini não publicou algumas histórias depois que a revista Universo Marvel zerou a numeração (prática irritante que já está acontecendo pela 5ª vez). Vale a pena conhecer essa fase do "Leão do Olimpo".





Salvat Vermelha- Os Invasores - série de 1975 de Roy Thomas, resgatando aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, com Capitão América, Namor, Tocha Humana, Bucky e Centelha. Resgata também outros personagens dos anos 1940, como o Homem-Plano (Bruce Dickson), Miss América, Corvo Vermelho, o Patriota e Ciclone. Cheio de referências indicando as antigas aparições dos personagens, é uma série interessante, com bastante ação e roteiros bem escritos, captando o clima da época do conflito mundial e uma era mais ingênua dos quadrinhos. O que incomoda um pouco são os desenhos feios de Frank Robbins. A capa da edição da Salvat nada tem a ver com as histórias que traz em seu interior. 
         Alguns momentos interessantes: a personagem feminina integrante dos "Deuses Estelares" manipulados pelo personagem Dreno Mental afirma que por conta das longa jornada no espaço, considera os outros deuses seus três "parceiros", ou seja ela se relaciona com os três. 
           Em outra história, Betty Dean (amiga de Namor) deixa margem para piadas sacanas quando diz: " Eu tenho um comentário a fazer. Continue socando, Capitão." E em seguida acrescenta: "Quer dizer, os lacaios de Netuno".








18 de abr. de 2018

Superman - 80 anos!

    Você sabia que hoje o SUPERMAN (ou Super-Homem) completa 80 anos de sua primeira aparição num gibi? Criado em 1938 por Jerry Siegel e Joe Shuster, foi o primeiro "Super"-herói dos quadrinhos. Virou fenômeno de mídia, ganhou novelas de rádio, seriados de TV, Filmes de cinema e histórias em quadrinhos. Produtos com a marca do personagem viraram febre nos Estados Unidos nos primeiros anos do personagem. Tornou-se um ícone mundial da cultura americana, representando suas ideologias de luta pela paz e pelos injustiçados, e PRINCIPALMENTE representando o imigrante que chega em uma terra distante e dela faz seu lar, como fizeram as famílias de seus criadores (judeus) em época de grande crise! Também é comparado com ícones religiosos, pois seria uma espécie de salvador, quase divino! Há 80 anos encantando gerações com suas histórias fantásticas, escritas por diversos autores!





10 de abr. de 2018

Leituras de abril

Relendo alguns formatinhos:

Super-Homem 91 - o artefato chamado Erradicador causa efeitos imprevisíveis em Jimmy Oslen, que fica elástico. Em seguida uma aventura do Super contra uma criatura insetóide gigante em plena Antártida. Uma história do Xeque-Mate e outra do Capitão Átomo, sem poderes tentando provar seu valor ao Batman para continuar na Liga da Justiça Europa.




Super-Homem 120 - Jimmy Olsen despejado. Lana Lang partindo pra outra relação, tentando esquecer Clark Kent, que andava com ciúmes de Lois. Desta edição se destaca a arte de Dan Jurgens, e na segunda história, uma curiosidade, uma sereia que foi o primeiro amor do Super, Lori Lemaris. Ela o salva no final da aventura, mas mantém o segredo de que ainda está viva, sacrificando seu amor pela felicidade do herói! Ah, o Aquaman aparece nessa história, pra nada! No fim ainda uma HQ sem graça da Poderosa.





Super-Homem 124  - Lana Lang sequestrada e seu namorado, um Senador, manipulado por um grupo de patriotas extremistas. No meio disso tudo, é revelado que Lex Luthor II não é filho do Lex original, mas o próprio, em um corpo clonado em torno de seu cérebro e sistema nervoso. Super-Homem enfrenta também Cérbero, uma criatura que usa cabeças postiças, mantidas vivas em cúpulas que encaixam em seu corpo. Edição meio chatinha, a não ser pela trama de Lex.



Marvel Apresenta 8 - Abismo Infinito (parte 1) - relendo esta que é uma das mais fracas séries escritas por Jim Starlin em suas "Sagas do Infinito". Aqui ele desconstrói em apenas 3 quadrinhos o uso de Thanos por outros autores em anos anteriores, onde o vilão enfrentou Kazar, Thor e os Vingadores. As versões de Thanos emulando Homem de Ferro, Professor X, Gladiador, Doutor Estranho e Galactus deve ter sido divertido pro autor, mas olhando em retrospectiva, foi uma saída fácil pra encher páginas, hehe. Se bem que o próprio Thanos admite que a ideia de seus clones andróides místicos era muito ruim. O autor se autorretrata no início da história como o Dr. Nilrats (Starlin ao contrário), quem já viu foto do autor sabe que ele é careca e usa um cavanhaque loiro.





Salvat Vermelha - Jessica Jones - Esperava mais dessa série Pulse apresentada nesta edição, pois foi muito falada na época. Mas não chega a ser ruim! A presença de Jessica Jones é apenas pano de fundo e os desenhos de Mark Bagley sempre me incomodaram, embora tenha que admitir que em algumas cenas de luta os traços passem a sensação de grande agilidade e sua versão do Duende Verde tenha ficado bem legal. O mérito da série foi mostrar finalmente Norman Osborn desmascarado para o público. O Homem-Aranha devia aprender com Luke Cage quando é hora de simplesmente partir pra cima e forçar o cara a se revelar! 




Universo Marvel (série 4) 15 - mais um capítulo (fraco) do "treinamento de Ulisses, o causador da Guerra Civil II. Conclusão da batalha dos X-men contra os X-Men de Magneto, que querem atacar Ulisses na base dos Inumanos, onde não acontece nada de interessante em minha opinião. Pura encheção de linguiça. Uma história curta do Radical, sobre heroísmo, bem legal. Fabulosos Inumanos com o drama de Auran, ressuscitada pelas filhas, mas sem estar completa, pois é naseada nas impressões das pessoas sobre ela. Sem muitas explicações de com,o faz isso, ela rouba a voz de raio Negro, mas tudo se resolve. São duas histórias que nunca vou reler. Por fim, só compro a revista mesmo pelo Surfista Prateado, com suas histórias divertidas e mais humanas, mesmo no espaço, graças à presença da adorável Dawn Greenwood.







Universo Marvel (série 4) 16 - Os X-Men não tem suas revistas mensais? Pois é, parece que assim como ocorreu na clássica revista Superaventuras Marvel em seus dias finais, dez meses antes de seu cancelamento, os mutantes invadiram o espaço onde eram publicados outros personagens. Nesta edição vem um arco inteiro  em 4 partes chamado "Morte dos Mutantes", que mostra o destino final de Scott Summers, o Ciclope, em fatos ocorridos um ano antes e que pelo que anunciaram, terá consequências nesta revista, provavelmente nas histórias do Inumanos. A história até foi legal, trouxe uma reviravolta interessante em seu último capítulo, mas a Marvel está entediante na atualidade, pois toda hora há confrontos ideológicos de heróis contra heróis, todas as sagas com debates que  fazem personagens saltar de um grupo a outro, apoiando ora um ora outro líder e posição... Não se define mais ninguém como vilão ou herói, e na próxima temporada, tudo continua mudando... é muita instabilidade! Em outras histórias, Nova retorna com o mesmo teor adolescente sem sal, quando a história vai começar, acaba! E o Surfista Prateado de Mike Allred continua a única constante boa na revista (tirando o figurino de Norrin Radd quando "desprateia")!





7 de mar. de 2018

Leituras de março

Final de temporada de férias peguei alguns gibis para reler e ganhei muitas doações ao projeto Gibiblioteca:

Tio Patinhas 580 - com uma belíssima arte na adaptação de Moby Dick. Pena que ganhei este gibi amassado e sem capa. 




Grandes Heróis Marvel 10 - antigo gibi que li diversas vezes, com muito texto e a complexa origem da raça Kree, bem como uma controversa origem do andróide Visão. A edição trazia ainda um esquema de equipamentos dos heróis. Que situação inusitada surge para Mantis: seu par para se tornar a Madona Celestial era uma planta:








Quarteto Fantástico - O Retorno de Reed Richards, outro que li várias vezes e que curto bastante, pela arte do falecido desenhista Paul Ryan, em histórias que precederam o evento "Massacre" de 1998.





























 O Sétimo Suspiro do Samurai - muito boa esta edição com contos Japoneses adaptados.







Pato Donald 2442, de 2015. Já se perguntou onde está ou o que aconteceu com a mãe dos sobrinhos do Pato Donald? No mundo idealizado da Disney, há muito tempo se estabeleceu a regra de usar apenas sobrinhos e irmãos, para evitar que seus leitores menores tivessem que lidar com a ideia dos personagens tendo relações mais diretas e íntimas de casais. Passados muitos e muitos anos, isso não mudou muito, mas os autores tem mais liberdade.
Nesta edição, embora não tenha nada sobre relações, pelo menos o roteiro de Evert Geradts revela, entre referências de histórias de Carl Barks, uma teoria de que as "pessoas" não envelhecem nos quadrinhos (que mistura vários núcleos de personagens como Pinóquio, Clarabela, Lobão, Metralhas e Prof. Pardal - e muitos outros na cena final) e citando teorias de Einstein, é revelado o que aconteceu com a irmã de Donald.
Dumbela é uma astronauta pilotando um foguete experimental, que alcança a velocidade da luz. Mas embora tenha partido há muitos anos, para ela se passaram apenas 15 minutos, o que faz com que, durante uma comunicação de vídeo, não reconheça os filhos, já bastante crescidos. Huguinho, Zezinho e Luisinho, que eram ainda bebês quando ela partiu e nem lembravam da mãe, ao ouvir Dumbela dizendo que deve voltar em aproximadamente uma hora (o que significaria décadas para eles), preferem não revelar essa discrepância temporal a ela, e dizem ser outras pessoas. Eles, emocionados quando Dumbela diz que não ficaria um dia longe dos filhos, argumentam a Donald que pouparam a mãe para que não se preocupe e volte cedo de sua missão, pois gostam de ficar com o tio.
Uma história em quadrinhos rica em referências ficcionais e científicas, em metalinguagem, dinâmica, divertida e no fundo trágica! Material muito bom!
A capa traz ainda, ao fundo, no quadro pendurado na sala da família Pato, uma cena do primeiro desenhos animado onde aparece o Pato Donald, quando ainda era desenhado com bico comprido, como um marreco (pois na verdade ele NÃO é um pato). A Galinha Sábia, de 1934: https://www.youtube.com/watch?v=QnPhX1Hgau0











A Teia do Aranha 110 - 20 anos atrás era publicado o final da polêmica "Saga do Clone". Teve seus momentos bons. As histórias eram capítulos curtos, sem grandes diálogos, e alguns desenhistas das revistas do Aranha não eram bons, mas John Romita Jr. fez um bom trabalho nesta edição! Alguns personagens como o Ben Reilly, o Aranha Escarlate, que virou um tipo de irmão de Peter Parker, eram bem carismáticos! Teve um final trágico! Ficou um gosto amargo pros fãs de longa data do Homem-Aranha, pois depois de dois anos se arrastando, a vitória final pertenceu ao ressuscitado Duende Verde, pois Peter e Mary Jane terminaram acreditando ter perdido sua filha no parto, quando foi na verdade, raptada pelos capangas de Norman Osborn!




Marvel 99 nº 10 - Relendo esta edição, relembrei fatos que nem mesmo sei se já foram desmentidos, esquecidos, ou oficializados no universo Marvel. 


Fato 1 - A personagem que foi dada como morta por Matt Murdock na minissérie "Homem Sem Medo", quando ele acidentalmente empurra a moça contra a janela e ela cai (que atormentou o personagem por um bom tempo em histórias posteriores), era na verdade sua amante/inimiga Mary Tifóide. Isso é revelado na história do Demolidor com Deadpoool:



Fato 2 - este sim já foi "desmentido" por assim, dizer. O Thanos que enfrentou Kazar nesta época foi considerado um clone em edições escritas por Jim Starlin um tempo depois (não é pra menos).




Fato 3 - eu não lembrava que Bruce Banner havia sido responsável pela morte de seu pai biológico, que havia anos antes matado sua mãe. Essa informação e a história toda, uma viagem dentro da mente de Banner, me lembrou o filme de 2003.





Superaventuras Marvel 70 (1988): Esta edição, traz quadrinhos com temas bem adultos e relevantes, não é à toa que uma geração de leitores críticos se formou lendo gibi nos anos 80.  Temos primeiro uma bela história escrita por Ann Nocenti e desenhada por Barry Windor-Smith, onde o Demolidor é manipulado pela Viúva Negra para capturar Hazzard, um soldado americano vítima de experiências que o transformaram numa arma viva, capaz de causar ataques cardíacos em outras pessoas. Passa-se depois do incidente com o soldado bazuca, que atacou a Cozinha do Inferno na saga "A Queda de Murdock". Incrível como a arte expressiva de Smith casa com o jeito sutil que escritora possui de tratar o tema, tocando na parte humana, e questionando na época (anos 80), o patriotismo dos jovens,  a obsessão por armas, a visão do sonho americano despedaçado para quem vivencia uma guerra. E vejam como acaba a HQ, os desenhos do menino brincando com a arma, sem balões, que deixam o leitor pensando... arte pura!





Na mesma edição ainda tem uma história dos X-men, da saga da ninhada (já comentada aqui em outra ocasião), e outra de Manto e Adaga, escrita por Bill Mantlo e desenhada por Rick Leonardi, que questiona a exploração sexual de meninas em lojas e cabines de exibição, na época em que a famosa Times Square, em Nova Iorque, vivia uma era decadente, de jogos e prostituição, um antro de marginais e traficantes.As histórias traziam críticas aos administradores públicos, que há tempos prometiam acabar com as atividades e sex shops na área, e até então não haviam feito.




































Mágico Vento 11 - O Pesadelo na Moldura. Como diz o texto introdutório, histórias com quadros e fotografias demoníacas são fascinantes. Aqui, o personagem Top, um assassino já falecido que foi retratado numa pintura, se manifesta com seu pião da morte para cometer mais crimes. História de suspense e de investigação muito boa. E a curiosidade que a palavra Top, em inglês tem vários sentidos: o melhor, pião e cartola, todas relacionadas com o assassino.























Algumas das doações das professoras Kátia e da amiga Ângela: