4 de jun. de 2018

Eventos de Abril e Maio

 Fotos de eventos que participei nos meses de Abril e Maio desete ano. Acabei postando as fotos no facebook e esqueci de relatar aqui:

TARDE CULTURAL (Grupo Teatral Expressão), na Semana Santa, com agradecimentos ao amigo Guilherme Castro:










Palestra para meus alunos do 6º ano no Colégio Estadual Santa Vitória do Palmar:








 Maio - Palestra na Escola Wandelina Nunes:













3 de jun. de 2018

Leituras de Junho

Mestre do Kung Fu vol. 2 - Coleção Histórica Marvel - impossível não ficar tentado diante de uma edição saudosista dessas. Como nunca havia lido o encontro com o Homem-Aranha, resolvi dar uma conferida e comprei, sem intenções de colecionar os 4 volumes. Porém... vai ser difícil me aguentar, pois o material é muito bom. Lutas espetaculares, bons roteiros, ação, espionagem, romance e dramas familiares. Shang Chi luta até com Tubarão, com Leopardo e Crocodilo. Mas fora os absurdos, algumas frases filosóficas da cultura ocidental são muito bem usadas, na comparação de diferentes universos culturais. A febre de artes marciais dos anos 70 rendeu uma ótima fase nos quadrinhos. Eis a prova! Várias histórias desta edição eu não conhecia, e são todas ótimas! Pena que o maldito Fu Manchu sempre escapa!







 



Esquadrão Suicida 6 - edição doada por uma colega de trabalho, fui dar uma conferida e não achei nada demais. Apenas uma HQ para talvez fãs do filme. Não que seja ruim, tem desenhos legais, e a história é consequência de uma saga anterior que eu confesso não acompanhar (não leio quase nada da DC), e tem como eixo o drama da famigerada comandante Amanda Waller e seus filhos, ameaçados por um antigo inimigo dela. John Romita Jr. desenha uma parte da edição. Valeu a leitura pra conhecer o que se passa com alguns desses personagens de quem pouco sei.




Grandes Astros Batman 6 - Edição com poucas páginas e preço elevado, com capa cartonada. Mas como ganhei e não gastei, dei uma lida. Primeira história sem balões, apenas legendas espalhadas pelos quadros. Arte legal, Mr. Freeze enfrenta o Batman usando um grupo de pessoas transformadas em criaturas do frio após serem descongeladas. Mas pegando o bonde andando como peguei, sem ler nada anteriormente, não achei nada demais!




Palestina - Na Faixa de Gaza: Mais um magnífico trabalho de Joe Sacco, com seu jornalismo em quadrinhos. É um soco na cara do leitor saber que seres humanos são submetidos a um estado de medo, de insegurança, a uma prisão a céu aberto, sofrendo perdas e tragédias como os palestinos nos campos de refugiados em Israel (assim como outros em outros lugares do mundo).  Infelizmente, não é ficção, é a história contemporânea nua e crua, retratada através de relatos captados pelo autor e transformados numa história em quadrinhos deprimente. Faz-nos pensar em como não olhamos pro outro como deveríamos, tanto em nosso micro-universo de relações pessoais como no cenário mundial, com interesses políticos e econômicos de países que fingem se unir pra melhorar o mundo, mas que não fazem nada para resolver uma questão que sim, é complicada, envolve religião, guerras, racismo, política e mágoas de gerações inteiras, mas que mesmo assim, acredito, deveria chegar ao fim de algum modo. Enquanto isso, pessoas são humilhadas e vivem quase sem esperança. Ler sobre como os judeus argumentam tranquilamente achando que venceram e pronto, acabou, quando o autor conversa com as mulheres em Tel-Aviv, mostra que é fácil olhar apenas pro próprio umbigo. A leitura desse material deveria ser base em aulas do Ensino Médio, para que várias questões, sejam  filosóficas ou sociológicas, sejam pensadas por essa geração alienada por vídeos de gatinhos youtubers. Um pouco de realidade faz crescer, amadurece e humaniza.






Desafio Infinito - Muito feliz que finalmente esta série tenha sido publicada num formato de luxo, li as 372 páginas em um dia, pois adoro desde a primeira versão em formatinho. Descobri que a editora Abril havia cortado duas ou três páginas e, claro, pelo tamanho, algumas linhas do texto integral. MAS, posso afirmar, a nova tradução, em alguns momentos deixa a desejar. Além do erro na palavra "ultraje", grafada com G (ultrage), o que me desagradou foi a escolha de alguns termos. Mefisto usando "você" no lugar de "senhor" ao se dirigir a Thanos? Tudo bem que foi uma nova tradução, não poderia ser copiada da outra editora, e eu seja um pouco chato com apego à antiga versão, mas convenhamos, a linguagem da antiga publicação procurava ser mais elaborada, mais literária, épica ou poética. O texto de Starlin é belíssimo, profundo, com palavras rebuscadas, por que não passar isso pro leitor brasileiro, mesmo que sejam leitores iniciantes? Eu também era em 94,  e Stan lee sempre se utilizou desse recurso pra estimular nosso vocabulário; mesmo que seja pra uma geração motivada pelo filme ou colecionadores que até há pouco tempo criticavam ferrenhamente Desafio Infinito e suas continuações, não dando importância à saga, pois não estava nos moldes da DC ou dos atuais eventos Marvel, ou ainda simplesmente por ser material dos anos 90. Sempre fui fã da série, guardo as minisséries com carinho e li tantas vezes que ao ler o encadernado, reconheci praticamente todas as mudanças feitas nesta versão em português em relação ao formatinho. Bom, que por uma confusão e atraso da loja virtual em que comprei, acabei adquirindo a edição quase de graça! O preço de lançamento estava realmente abusivo! Mas é uma linda edição de se ter em mãos, isto é! Sempre bom revisitar Thanos em seu momento de frenesi diabólico, logo antes de sofrer grande transformação por seu criador Jim Starlin.





Só pra ilustrar - o diálogo acima entre Thanos e um servo da Morte foi substituído por um banal:

-Seu amor é uma prisão!
- Meu amor é adoração!



Salvat Vermelha - Hulk Vermelho - com o final da saga da "Intelligencia", onde é revelada a identidade do personagem, o General Ross, e depois outro arco que se passa no Oriente Médio e em outra dimensão. Edição mediana, nada de indispensável, mas tem seus bons momentos quando os Hulks se enfrentam!





Lendas do Universo DC Mulher-Maravilha 1 - depois de adquirir descompromissadamente o volume 4, tive que completar a coleção, e assim o número 1 satisfaz cada expectativa. Belíssimos desenhos de George Pérez, que também escreveu com Greg Potter este clássico de 1987, misturando ficção e mitologia, com uma tendência assumidamente feminista. Leia e vire fã instantaneamente!




19 de mai. de 2018

Marvel Fanfare

   Depois de meses aguardando (desde fevereiro), finalmente o correio entregou meu pacote com 11 edições da revista Marvel Fanfare, que adquiri num leilão no facebook. Abaixo as capas e algumas páginas Pin-Ups que as revistas trazem, bem como uma página com Sauron e algumas contracapas:




O número 2 traz parte de uma saga publicada há muito tempo e por duas vezes no Brasil, com X-Men, Homem-Aranha e Ka-Zar!



Marvel Fanfare 5 - com história escrita por Chris Claremont e desenhada por Marshall Rogers, onde o Doutor Estranho e Cléa enfrentam o esperto e tecnológico mago Nicodemus. Muito boa  a aventura. Ainda uma história do Capitão América, contra o filho de um nazista em busca de vingança.


A edição 7 de Marvel Fanfare traz duas histórias ótimas: o mutante Blob cuida do amigo Unus, o intocável, cujo campo de força descontrolado impede até mesmo que ele consiga se alimentar ou chegar perto de alguém. Só com seus poderes Blob consegue se aproximar para ajudá-lo. Nisto, Hulk chega sem querer no circo onde eles vivem e causa confusão, e daí segue-se uma incrível batalha, onde Blob dá muito trabalho pro verdão! Unus aparece para ajudar e ao enfrentar o Hulk, seu campo de força volta ao normal, e ele pode, após Huk deixar a batalha, retribuir a ajuda e cuidar do derrotado Blob. Apesar de serem vilões, eles tem algo chamado amizade, enquanto Hulk continua seu caminho solitário...
Na segunda aventura, o Demolidor salva um menino cego de um acidente, mas o cão-guia se perde na enorme Nova Iorque. Depois de uma busca incansável, o herói chega tarde demais a um abrigo de animais, que por falta de espaço acabara de sacrificar o animalzinho.






 Marvel Fanfare 11 trouxe uma história da Viúva Negra, (publicada no Brasil em Superaventuras Marvel 30) onde a espiã russa é enviada à União Soviética e se vê implicada num crime. Acaba enfrentando uma equipe de guerreiros que a capturam e... continua na próxima edição. Em seguia uma bela história de Mogli, raptado por macacos com quem havia conversado e sofrido má influência, tem que ser resgatado por seu pai Pantera e seu amigo urso. História que não seria bem vista hoje, pois a Pantera no fim pune seu filho adotivo com um tapa que o desmaia, pois na selva, "sentir muito não serve como punição"!






No número 14 de Marvel Fanfare (1984), o Visão, enganado pelo Garra Sônica e Pensador Louco, ataca o Quarteto Fantástico e os derrota, pensando que eles raptaram sua esposa, a Feiticeira Escarlate. Roteiro básico e competente de Roger McKenzie e desenhos de Rick Leonardi. Na segunda aventura, de Jo Duffy e com desenhos caprichados de Alan Weiss, Mercúrio, vivendo entre os Inumanos após o nascimento de sua filha, é acusado de roubar um cetro durante as comemorações do Dia de Agon, tradição que ele desdenha. Para provar que é inocente, enfrenta e derrota Gorgon, Karnak e outros Inumanos.







Marvel Fanfare 25 - Uma história da saga "Estranho Mundo" com um casal de Elfos, (um deles o "herói" Tyndall, de um anão, fugindo de um  mago e seus duendes. Havia começado em edições anteriores e continuaria na próxima edição, mas achei bem legal! Em seguida, uma história onde um menino e os professores sofriam na mão de valentões e alunos indisciplinados numa escola tomada por marginais, com brigas de facas do banheiro e tráfico de drogas nos corredores. Então, num momento heroico, ele se une ao poder do Capitão Universo (uma força desencarnada que possui o corpo do usuário) e dá uma lição no seu algoz, inclusive provando sua coragem ao desistir do poder antes do fim da briga.





Edição 33 - X-Men e Magneto atacados durante uma folga por uma entidade extradimensional que fugia de um ataque e queria simular as habilidades dos mutantes. Com Tempestade, Kitty, Colossus e Wolverine transformados em pedra, apenas Magneto resiste, mas é possuído em seguida, até chegar Vampira, que estranhamente acessa os poderes do Homem-Aranha, Mulher-Hulk e Tocha Humana após tocar no artefato do invasor. com uma forma astral na dimensão de origem do invasor, Magneto decide ajudá-lo e tudo se resolve.



Marvel Fanfare 43 - Água e Fogo, Bill Mantlo escreve uma aventura de Namor e outra do Tocha Humana. Primeiro, Namor adentra o mar de Sargaços e através dos veenenos das algas ali presentes, viaja no tempo (ou sonha) e acaba vivendo um romance com uma capitã pirata chamada Patience. Mas ao tentar mover o navio num dia sem vento, se perde de novo nas águas tóxicas e retorna ao presente, num final melancólico, à beira dos restos mortais da capitã! Desenhos de Mike Mignola. Já na segunda história, Johnny Storm persegue ladrões que acabam sequestrando crianças e decisões difíceis tem de ser tomadas, quando o herói toma dois tiros antes de inflamar e sufocar o bandido e uma criança, que depois ele reanima antes de desmaiar, sem que desse tempo de salvar o sequestrador, que teve morte cerebral. Desenhos de Greg Brooks.










Marvel Fanfare 49 trouxe Nick Fury e Dum Dum Dugam sendo convocados pelo Doutor Estranho para ajudá-lo a enfrentar um indígena superpoderoso em 1883, que usava poderes místicos para enfrentar o homem branco que invadia suas terras. Mesmo compadecido, Strange não podia deixar o curso da história ser alterado, por isso teve de derrotar o shaman antes que desse poderes a toda sua tribo. Também na revista, uma história curta com Mathew Hawk, o heroi do velho oeste chamado "Two-Gun Kid". (No Brasil, o personagem recebeu diversos nomes. Na fase em que aparecia sem máscara era chamado de “Bill Dinamite” (nos gibis de O Globo e da RGE dos anos 60; que também era um dos nomes em português do Rawhide Kid). Já na fase mascarada, era chamado de “Kid Ducolt” (EBAL), “Jack Johnny”, “Defensor Mascarado” e “Two-Gun Kid” pela Abril - fonte: Guia dos Quadrinhos.)





Marvel Fanfare 51 - Li pela terceira vez esta edição nunca lançada no Brasil (antes em scan e  depois em preto e branco), mas pela primeira vez em seu formato original. Publicada em 1990, traz um material produzido por Steve Englehart e o mestre John Buscema em 1986, quando a Marvel havia planejado lançar uma maxi-série em 12 edições do Surfista Prateado. Numa mudança de planos, resolveram lançar a terceira série mensal do personagem e a história, que continuaria com ele preso à Terra, mudou de direção e esta história foi descartada, até que Al Milgrom decidiu lançá-la como uma história de realidade alternativa (mas sem o título "O que aconteceria se...").
    Nesta edição, o Surfista Prateado é atacado por soldados Krees, que tem a missão de acabar com um suposto "Terror". Depois de se recuperar do ataque, ele derrota os soldados, encontrando em seguida Mantis e seu filho "Sprout" (Broto), que usava o nome humano de Arthur. Eles viviam numa cidade pequena e pacífica, sendo o menino o escolhido para trazer uma nova era, pois era filho dos reinos animal e vegetal (Mantis era a Madona Celestial e casou com um ser da raça Cotati em Grandes Heróis Marvel 10). O Surfista revela sua solidão e saudade de Shalla Bal, que não via desde que foi trazida por Mefisto à Terra (Heróis da TV 70). Mantis consegue se comunicar com as plantas de Zenn-La e revela que o planeta foi reconstruído e Shalla Bal foi eleita imperatriz. O pobre Surfista, resignado, amadurece a ideia de que talvez nunca mais a veja. Enquanto isso, a Suprema Inteligência Kree encontra outro avatar para seu ataque, detectando o ódio de bilhões de seres de uma raça na forma de Mangog, que havia sido miniaturizado por Thor (Heróis da TV 55). Ele ataca, Broto revela seu poder transformando-se numa espécie de árvore humana, e o Surfista se entrega para ser destruído no lugar da criança, o verdadeiro alvo do beligerante governante Kree. Mantis mostra a atitude nobre ao filho e diz para ele se inspirar naquele ato. Assim, a alma pura do Surfista Prateado absorve o ódio que alimentava o inimigo e derrota Mangog, indo embora com Mantis e o menino após uma troca de olhares e os pensamentos de Mantis revelam interesse por um companheiro. Nas páginas finais uma história tapa-buraco com o vilão Pesadelo manipulando um homem que acreditava em magia, sendo enganado por todos, até que uma brincadeira de um amigo libera um feitiço que mata o pobre homem.






Última edição publicada em dezembro de 1991, Marvel Fanfare 60 trouxe 3 histórias curtas. Uma do Pantera Negra enfrentando aliens, escrita e arte-finalizada por Walt Simonson (T'challa aqui tem olhos felinos). Em seguida Uma história com Vampira aprendendo ainda a usar seus poderes, sendo convencida por Mística a participar do resgate de um mutante junto com a Irmandade de Mutantes (a contragosto de Pyro). História confusa e com um final abrupto, escrita por Ann Nocenti com desenhos de Dave Ross. Fechando a edição, uma aventura do Demolidor produzida por Paul Smith, onde o herói tenta salvar um amigo chamado Lewis (com aparência de Papai Noel), ele adentra um bairro perigoso e é assaltado, implora e o Demolidor tenta reaver sua carteira mas não consegue, pois é atropelado enquanto salvava um dos ladrões de também ser atropelado. Lewis revela sua história: ele cuida das crianças de uma instituição de crianças deficientes, onde seu sobrinho foi parar após ele, quando jovem, incendiar com um cigarro a casa do irmão ao dormir no sofá bêbado. Só ele e o sobrinho sobreviveram. O editor Al Milgrom, sempre na contracapa fazia uma HQ com ele mesmo comentando sobre a revista, e nesta, ele fala que embora tivesse uma proposta de trazer histórias em papel de qualidade sem interrupções de propagandas, as vendas baixas foram o motivo do cancelamento.





Algumas páginas Pin-Up das revistas: