Almanaque do Fantasma 5 (março de 1980) - Lançado pela editora RGE, trazendo histórias que saíram originalmente em tiras de jornal, a edição tinha uma ótima qualidade de encadernação e papel de qualidade, em cores. No Brasil, a cor do uniforme do Fantasma era vermelho, em vez do tradicional roxo do original. Esta edição trazia duas histórias. Sem trazer um expediente nem créditos de maneira direta, sabe-se pela "assinatura" a cada tantos quadros das tiras. Lee Falk, criador do Fantasma escreve, e Sy Barry desenha.
A primeira história mostra um homem, Jokko, exilado por sua tribo por tentar roubar o tesouro do povo, juntando-se ao piloto Cap, que cumpriu pena, e sem conseguir emprego, acaba entrando num plano ousado de roubar um helicóptero, resgatar Jokko e voltar à sua tribo e tribos vizinhas em Bangala para roubar seus tesouros. Armados de metralhadoras, eles espalham o medo, mas o Espírito que Anda, sempre atento às transmissões de notícias policiais, está atento na Floresta Negra, e seus vigias ficam alerta para o "pássaro de metal" que ronda a região. Cap vai abandonando os parceiros de crime durante os assaltos, e sem acreditar na lenda do Fantasma, ele acaba descobrindo da pior maneira que seu inimigo é obstinado na defesa dos povos de sua região.
Na segunda história, Diana, a amada do herói, o leva à cidade e o convence a participar de uma festa à fantasia, onde ele reencontra um bandido que já carrega a marca de seu anel no rosto. Mais uma vez o Fantasma salva o dia, impedindo o roubo das joias dos convidados.
Os roteiros são funcionais e com bastante ação, mas meio rasos e com diálogos básicos. Os desenhos são competentes, mas num estilo antigo, e o herói é um clássico exemplo do "salvador branco" de uma sociedade estruturada no colonialismo.














































