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9 de fev. de 2013

Ciência dos Heróis (7) - Aquaman e Tempestade


AQUAMAN



        Ele tem a habilidade de respirar tanto o ar da atmosfera terrestre como debaixo d’água.  Para um humano, retirar oxigênio direto da água é impossível, mas nós também podemos respirar líquidos.



        Perfluorcarbono - substância transparente e insípida que tem altíssima concentração de oxigênio. Em experiências, animais chegaram a respirar submersos em perfluorcarbono por períodos longos. Mas o líquido é muito mais denso do que a água, o que traz complicações.  A medicina estuda maneiras de usá-lo em casos de pacientes que precisam de aparelhos para respirar.

        
     Para se ter uma ideia, nas fotos a seguir mostram-se ratos respirando mesmo estando submersos nesse líquido. Quando ele é retirado, o líquido evapora de seus pulmões e eles voltam a respirar normalmente: 



fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/uso-haletos-organicos-como-substitutos-sangue.htm



                     TEMPESTADE (X-MEN)






          O químico Atílio Vanin tem uma teoria sobre a levitação de Tempestade. “Pode ser que ela quebre as moléculas de água do corpo”.  

        Dessa reação sobram oxigênio e hidrogênio, gases bem leves. Como mais de metade do organismo é pura água, há moléculas de sobra para a heroína quebrar. Assim, ela flutuaria feito um balão de gás. 

        Controlar o clima é mais complicado. “É possível apressar a chuva quando o céu está fechado”, afirma o meteorologista Mário Festa.  Para tanto, bombardeia-se as nuvens com cristais de iodeto de prata. A água gruda nos cristais até que tudo despenca.













fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/desvendando-mutantes-441552.shtml
 



7 de fev. de 2013

O holocausto em quadrinhos!

     Simplesmente magnífica a  história em quadrinhos "Maus", de Art Spielgelman, que retrata o que seu pai, Vladek, juntamente com sua família, passou durante a perseguição dos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O cartunista pesquisou durante 12 anos e gravou entrevistas com o pai, resultando numa obra biográfica, que narra também suas dúvidas quanto à publicação da própria obra e seu sofrimento, bem como o conflito de sua geração, que não entendia o horror por que seus pais haviam passado.
    O autor preferiu retratar os personagens como animais, assim os judeus são ratos, os poloneses são porcos, os alemães gatos e os franceses sapos. Mas isso não impede que eles se enojem em lugares infestados por ratos (o que deixa eles mais humanos apesar de sua retratação).
   Assim como o filme "O Pianista", trata-se da história de um sobrevivente, mas se destaca pela riqueza de detalhes no relato de Vladek, bem como a esperteza e habilidade de negociante que salvou sua vida. Ele é um herói humano, com suas falhas (mais evidentes na velhice, por conta do que sofreu e da maneira que foi criado - ele era racista com os negros por exemplo, apesar do que passou).
    Maus é quadrinhos, biografia, jornalismo, romance, humor, drama e história. Não é à toa que ganhou diversos prêmios, inclusive um Pulitzer.

    Eis alguns momentos de destaque:


As dúvidas do autor: metalinguagem!



A morte do filho de Vladek.

Trancados como animais num trem por dias.       

    Eis uma obra indispensável nas leituras de fãs de quadrinhos e de quem quer conhecer o capítulo mais horrendo da história da humanidade.

 

3 de fev. de 2013

Leituras brevemente comentadas 1

Só ilustrando as recentes leituras:


Sandman - Noites Sem Fim - só tinha lido duas minisséries da Morte, esse foi meu primeiro contato com o universo propriamente dito da criação de Neil Gaiman e confesso que é uma arte fantástica, adulta, poética e a qual não estou acostumado. Sou fã dos quadrinhos arroz-com-feijão da Marvel e DC, e embora tenha apreciado, não é muito minha praia ler somente quadrinhos como esta edição. Gosto de uma aventura também! São várias histórias ilustradas por diferentes artistas, das quais gostei mais da história com a moça da luz verde na reunião dos Perpétuos, oriunda do planeta Oa, que pude relacionar com personagem conhecido (Lanterna Verde). Sei que me falta sensibilidade artística (aposto que a edição agrada mais os artistas plásticos e fãs de colagens, pois é muito visual e abstrato) ou tempo para reler e refletir, bem como explorar mais o autor e sua obra, mas não pretendo reler tão cedo (pelo menos não no PC como fiz).








A Teoria do Caos, de Pierre Schelle - a velha história da borboleta batendo asas e causando efeitos sucessivos inimagináveis e por vezes catastróficos. Ilustrada em preto e branco e dividida em capítulos, é muito bom, mas requer um olho treinado nos quadrinhos para perceber detalhes e sombras. A imaginação flui por mais de 100 páginas de fantasia. Uma poesia ilustrada sobre as forças da natureza - ou seria do caótico destino?