Graphic Novel 17 - Doutor Estranho em Shamballa (Editora Abril, novembro de 1989) - História criada pelo roteirista J. M. DeMatteis e pelo desenhista Dan Green, que produziram esta que é uma das histórias mais marcantes do Doutor Estranho em minha opinião, seja pelo conteúdo quanto pela execução da arte, pintada, impressionista. Sem trazer os típicos balões em todas as páginas, são usadas em quase toda sua totalidade legendas e prosa, onde um narrador nos conta o que se passa. Stephen Strange visita a montanha onde conheceu seu mestre, o Ancião, para prestar homenagens, mas descobre que um de seus discípulos, Hamir, tem um presente para ele, deixado por seu mestre e com orientação para ser entregue naquele momento. Tentando descobrir o que hpa por trás da caixa espelhada, Stephen usa encantos, mas nenhum funciona. Quando finalmente aceita que não passava de uma simples caixa, ele acaba adentrando uma dimensão mística, de onde as almas dos maiores mestres da humanidade ditam o destino, unificados em um uma espiral de consciência. Sentindo a presença que desconfia ser de seu antigo mentor, Stephen descobre que deve executar três antigos encantos, com objetos místicos espalhados pelo mundo, para que uma nova aurora da existência recaia sobre os seres humanos. Mas isso vai custar a vida de dois terços das vidas das pessoas e trazer uma era de ouro onde sonhos não existirão, apenas a realidade. Visitando Yucatán, no México, além da Índia e uma antiga igreja na Inglaterra, Stephen passa por diversas provações e encontra a deusa das ilusões, Maya. No último momento, o Doutor Estranho desiste de sua missão, e ao retornar a Shamballa, encontra a espiral divina se desfazendo em confusão e com seus elementais retornando a formas básicas de existência. De volta à montanha de seu mestre, ele descobre que sua jornada de autoconhecimento fazia parte de um jogo místico, e que todos somos ao mesmo tempo fantoches e mestres do destino, todos somos os Lordes de Shamballa. Arte e texto magníficos. Sem trazer muita ação nem feitiços, como se vê na maioria das histórias do personagem, esta HQ é mais introspectiva e filosófica. A história foi republicada há poucos anos pela editora Panini em capa dura.























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