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20 de ago. de 2021

Repostando: Heróis Negros da Marvel

 Uma compilação deste blog no que se refere às leituras comentadas ao longo dos anos. 


Salvat Vermelha 26 - Pantera Negra - As primeiras aparições, pelos sempre ótimos Lee e Kirby na revista do Quarteto fantástico, e depois a saga "Conheça Wakanda e Morra", com a invasão Skrull, com ótimo texto e argumento. Destaque para o ponto de vista do comandante alienígena, cansado da guerra.




Salvat - A Fúria do Pantera - um arco de 13 capítulos, produzido no começo dos anos 1970. Publicado no Brasil pela primeira vez em formatinho na revista Superaventuras Marvel nos anos 80. Um clássico dos mais incríveis dos quadrinhos. Como foi dito na página introdutória da edição. Cada quadro traz emoção, é uma obra que não perde um momento sequer enrolando o leitor, o ritmo é constante: ação, drama, batalhas, paisagens, romance. Os dois desenhistas incrivelmente competentes, que trazem cenas de quadros inteiros, composições diferenciadas, páginas duplas, é um gibi de encher os olhos com detalhes caprichados. Inimigos marcantes como Erik Killmonger, o Terror Negro, ou o Rei Cadáver, Malícia, Barão Macabro e Salamandra Kruel. O texto é bastante longo, descritivo, cheio de adjetivos, e mesmo assim sem ser maçante. Pena que a edição traz alguns pequenos erros de grafia, palavras trocadas, como "contatos" onde seria "contados", ou "ferido" onde seria "felino". Mesmo assim, uma leitura obrigatória para os fãs de quadrinhos. Marvel manda!





Salvat Vermelha 11 - Luke Cage - vale mais pelas histórias dos anos 1970 com o Punho de Ferro e pelo histórico do personagem e as questões raciais e culturais da época. Desenhos de John Byrne e roteiro de Claremont, mas eu gostaria de ter lido material mais antigo também, como nas primeiras edições da saudosa Superaventuras Marvel.









Salvat Vermelha 19 - Falcão - com a primeira aparição do personagem (que eu não tinha lido ainda), e uma minissérie de 1984, que começa fraca, mas depois fica interessante.






Salvat Vermelha 38: Blade - Com a primeira aparição nos anos 70 em uma história do Drácula e depois uma minissérie mais atual. Boa edição, mas nada demais!







Salvat Vermelha 97 - Deathlok: Com a primeira história, de 1974, mais uma minissérie de 1990 do heróis cibernético, um ciborgue que já teve várias identidades humanas colocadas juntamente com o computador e corpo de metal, construído para ser uma arma. O conceito pode ser manjado, mas aí é que os autores se destacam, ao trazer um monstruoso ser, dotado de armamentos, mas que não quer matar, contrariando sua programação em busca de justiça para si e outros. A história inicial da edição ficou incompleta, sendo apenas uma amostra (ainda com Deathlok sendo Luther Manning). Já a minissérie, com 4 capítulos longos (46 páginas cada), temos outra identidade, Michael Collins, que busca ser humano de novo e enfrenta corporações, ajuda rebeldes em uma guerra na América do Sul, no país fictício Estrella, se envolve com a Shield e enfrenta um enganado Solaris no Japão. Boas histórias, repletas de ação, desenhos competentes e um roteiro bem amarrado. Apenas alguns erros tipográfico e de tradução: "Seu eu" no lugar de "Se eu" (duas vezes), "uma ativo" (um*) e a palavra "inteligência" (acredito ser "intelligence" no original) sendo usada onde a tradução adequada seria "informação" - erro clássico.











6 de set. de 2013

Quadrinhos e Cinema 1 - Trilogia Blade




         Dessa nova onda que não acaba mais (ainda bem) de fazer filmes adaptados de Histórias em Quadrinhos, a maioria lembra de X-Men – O Filme e Homem-Aranha como os primeiros, sendo, respectivamente, de 2001 e 2002. Mas o que iniciou essa nova empreitada cinematográfica de adaptar os personagens de gibis depois de muitas bombas foi o sucesso do filme Blade, O Caçador de Vampiros (1998), que pra quem não sabe, é personagem da Marvel Comics. O personagem era um coadjuvante das histórias do Homem-Aranha e do Motoqueiro Fantasma, e seguia (segue) uma linha de quadrinhos de terror, com um clima mais pesado que o água-com-açúcar dos super-heróis nos anos 80. Com o sucesso do filme e as tecnologias de efeitos digitais avançando a ritmo galopante, a Marvel resolveu investir em projetos há muito prometidos, como o dos mutantes e o aracnídeo.

Blade 1
     

    No primeiro filme, Wesley Snipes, que ficou famoso com “Passageiro 57” e depois com “O Demolidor” ao lado de Stallone, é apresentado ao público com seu estilo durão e o parceiro Whistler, que o tirou das ruas. Ele ajuda uma médica infectada por vampiros e aplica nela um soro que utiliza em si mesmo para não necessitar de sangue. Blade é conhecido como “O que anda de dia” (Daywalker), pois ele possui a força e poderes dos vampiros, mas sem suas fraquezas. Sua condição se deve ao fato que sua mãe foi mordida quando estava grávida e ele herdou o vampirismo, mostrado no filme como uma doença.

          O filme trouxe outros conceitos interessantes e polêmicos, como o dos vampiros usarem protetor solar para – é lógico -  se protegerem e não morrerem na luz do sol, e também o dos familiares, escravos dos vampiros em troca de proteção ou da promessa de se tornarem vampiros futuramente. Eles usavam pequenas tatuagens que os identificavam. Não vou me estender sobre a história, pois todos devem ter visto.

          Blade 2 foi melhor ainda que o primeiro, os efeitos mais radicais da era Matrix e temos uma evolução/mutação do vírus dos vampiros, agora chamados Reapers, que se alimentam de outros vampiros, contaminando-os. Blade se junta a uma equipe de antigos inimigos, pois os Reapers estão se multiplicando rápido. Neste filme temos a volta de Whistler, que parecia ter morrido no primeiro filme.

 
      
    O terceiro filme da série, Blade Trinity, é uma decepção total, o diretor deste filme não soube manter o clima sombrio com tiradas cômicas e nem a ação. Forçou a barra e Blade está sério demais, as piadas são forçadas, a ação é previsível e pra variar, Whistler morre de novo! Agora Blade se junta à filha dele (Jessica Biel, que no filme vive baixando mp3 da internet e ouvindo durante as missões!?) e outra equipe de caçadores de vampiros. Tudo num clima de seriado. O filme peca também pela pretensão de querer fazer Blade enfrentar o pai de todos os vampiros, Drácula, mostrado como um latino ou árabe, sei lá, moderninho e metido a galã. Li no site Omelete e concordo que o 3º filme foi muito pretensioso, quando os outros fizeram sucesso justamente por não serem, e surpreenderem quem vê. Os efeitos também não impressionam, e o filme dá sono. Uma pena, já que a série começou muito bem. Ryan Reynolds já dá uma de engraçadinho, personagem que repetiria como o Deadpool. Comecei a odiá-lo aqui.

    Os filmes influenciaram também os quadrinhos, que passaram a apresentar Blade como nos filmes. O personagem ganhou alguns títulos próprios (que não duraram) e minisséries. Inclusive alguns desenhistas o fazem idêntico ao Wesley Snipes. Olha aí o visual dele nos quadrinhos:








     Depois dos filmes veio um seriado de TV que foi cancelado na primeira temporada, não era tão rui  na minha opinião, mas não empolgava... recentemente foi lançado um anime com 12 episódios bons, embora o visual seja o mesmo do seriado.