Cinqüentenário Disney (1973) - Edição clássica comemorando os 50 anos do trabalho de Walt Disney, que começou trabalhando com seu irmão em 1923, e cinco anos depois emplacou o sucesso do desenho animado de Mickey com o barco a vapor, e chegando nos quadrinhos através de tirinhas de jornal dois anos depois. Este gibi de capa dura começa com o próprio Disney (falecido em 1966), apresentando a coletânea de histórias, sendo pouco a pouco sendo visitado pelos personagens, que o chamam de papai. Essa história de apresentação permeia toda a edição, entre as histórias, com comentários sobre seu ano de criação, por exemplo. Assim, temos as primeiras histórias de alguns dos personagens mais conhecidos do mundo Disney. Começando pelo Mickey, aprontando confusões na África, em gags curtas das tirinhas, e onde aparece pela primeira vez a Minnie também. Na linguagem da época da edição (1973), se falava "omeleta", hoje com "e" no final. A presença de armas era comum nos personagens, a e atividades como caça de animais (1930). Em seguida seguem aparecendo histórias curtas com Clarabela e Horácio discutindo sobre onde seria o piquenique, a estreia de Pluto, os sobrinhos Chiquinho e Francisquinho deixando Mickey louco com suas travessuras, e Mickey prendendo o bandido João bafo-de-Onça. Pateta surge numa história curta, e na época não usava calças. O Pato Donald, ainda em seu traço original, mais fiel à sua espécie (um marreco), ajuda Mickey num mistério de roubo numa loja. Os Três Porquinhos enfrentam mais uma vez o Lobão e seus Lobinhos. E surgem também Huguinho, Zezinho e Luisinho. Já era 1939 quando chegam o Mancha Negra cometendo crimes e a Vovó Donalda botando ordem na casa de Donald. Margarida em 1940 chegou abalando o coração do pato mais esquentado dos quadrinhos. E seu rival, o primo gastão, em 1947 - numa história que traz o termo "contar farol" no sentido de contar vantagem. Zé Carioca já surge em 1942 como um malandro que dá golpes no centro do Rio de Janeiro para sobreviver, morando ele mesmo em uma favela. Inclusive mente ser um milionário para conquistar Rosinha e seu pai, aqui chamado Gaitulino Silva, e não Rocha Vaz. Tio Patinhas chega em 1947 tentando impedir o progresso de Patópolis, pois sua caixa-forte é muito grande e atrapalha. Os Irmãos Metralha na primeira história nem precisam roubar, pois o pavor de Patinhas acaba entregando de bandeja o dinheiro pra eles depois de um plano de proteção atrapalhado. Maga Patalójika chega querendo a moedinha número 1 para derretê-la no monte Vesúvio e fazer um talismã. O Professor Pardal surge numa aparição curta sobre o Gastão. Um dos filhos de Lobão, Lobinho, é bonzinho e isso é uma decepção paterna, que ameaça deserdar o filho. Tema pesado hoje em dia. Nos ano 60, surgem o Superpateta, originalmente com uma capa que dá poderes, e o Peninha, um primo aventureiro, piloto de avião, que leva Donald em loucas viagens. Ele ainda tinha mais cabelo (1966). O personagem Esquálidus é apenas citado por Walt Disney, aparecendo na apresentação, mas não tem história com ele na edição, bem como outros que surgiram no cinema, como Peter Pan, Aristogatas, e até mesmo o Tio Remus, do filme A Canção do Sul, hoje banido de apresentações pela própria Disney por ser datado e estruturalmente racista. Essa edição é uma publicação clássica que deve ter enchido os olhos da criançada por muitos anos. Infelizmente a edição que tenho está sem capa e faltam duas páginas, mas eu consegui achar pra baixar, utilizando as imagens para ler o que faltava e usar nesta publicação.
HQs, leitura e educação: Resenhas, indicações e reflexões sobre histórias em quadrinhos.
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8 de mai. de 2024
26 de jul. de 2021
Repostando: Quadrinhos Disney (1)
Um compilado deste blog no
que se refere às leituras comentadas ao longo dos anos.
Pateta Férias 3, de 2010, que comprei ano
passado, onde o personagem, junto com seu amigo Amadeu tentam encontrar um
lugar barato para morar, mas com a mania de economizar, Pateta acaba comprando
um trailer e arruma muita confusão. Em outra história, quem sofre é o Mickey,
depois que uma máquina acaba duplicando o Pateta. Aí já viu: trapalhadas em
dobro!
Zé Carioca 2281, de 2005 - com uma história onde o papagaio deixa todo mundo louco da vida com a mania de interromper as conversas terminando a frase da outra pessoa com quem está falando. E também nesta edição uma participação de Tico e Teco, que fugindo do Pato Donald, vieram parar no Brasil e resolvem infernizar o Zé.
Cine Disney 1 - Mais uma edição de minha infância que encontrei num sebo logo de cara, e tinha muita de reler. Pateta é Jaime Scond, o Rei da Espionagem. Com um texto introdutório falando sobre James Bond, os filmes, atores e criador, a edição traz sete histórias, sendo que na primeira, Pateta está tentando um papel no filme sobre o espião Jaime Scond, e ao sair do estúdio depois de ser dispensado, é confundido com o próprio agente secreto e a partir daí passa a ajudar a polícia, juntamente com Mickey, usando a identidade para amedrontar os vilões. E estes é que são as estrelas maiores da edição, pois aparecem bem mais. Bafo de Onça e Fuinha, ladrões atrapalhados, embora perspicazes. Bafo cuida de Fuinha como a um irmão, trata ele de seus medos, protege, acalma, e arma os planos para o pobre Fuinha entrar em ação. Mas claro, Pateta sempre cota com a sorte e com o amigo Mickey, em situações hilárias. "As mancadas são eternas", "O espião que me imitava", "Só se ri mil vezes", e assim os títulos das histórias vão homenageando os filmes de James Bond. Estranho o final de "Viva e deixe tremer", onde os heróis são derrotados, sendo derrubados do trem e ficam consternados, mas os vilões se dão mal mesmo assim. Ótima edição, de 1988, merecia uma republicação. Jaime Scond apareceu em mais algumas edições Disney, até 1997, de acordo com o Guia dos Quadrinhos.
Zé Carioca 2333 - lançada no dia do meu aniversário (8 de fevereiro) em 2009, trouxe algumas histórias com os famosos golpes e maracutaias do papagaio e seu amigo Nestor e também histórias curtas, de uma página. Na época eram republicadas histórias de épocas variadas dos anos 60 70 e 80. Destaque para a arte caprichada de Carlos Edgar Herrero e também uma cena desenhada por Renato Canini, onde Pedrão dá um golpe de capoeira em um bandido. A edição conta também com uma sessão de cartas onde os fãs comentavam as histórias que gostavam e enviavam desenhos próprios.
Pato Donald 2048 (1994) - Donald e sobrinhos numa enrascada por causa de um teleportador do Prof. Pardal. Algumas histórias curtas, de uma página. O Pato também entra em conflito com Tico e Teco, mas faz amizade com eles para correr com um vendedor de seguros. Em "A Piração", o Pato mal-humorado acha que ganhou na loteria e apronta de tudo, mas se dá mal no final. Os sobrinhos trocam gentilezas com o tio numa história com várias situações com objetos que eles vendem e compram para se presentear, e embora não seja uma história especificamente de Natal, mostra uma bela relação familiar, com um pensando no outro. Em outra participação do inventor Pardal, o Grolo Falante ganha uma versão eletrônica, mas a intervenção de Peninha faz Donald lidar com seu velho azar.
Disney Gol nº 4 (Julho de 2011) - Entre uma doação de gibis que ganhei veio esta edição de uma minissérie. Não sou muito fã de futebol, mas até fiquei interessado em ler as outras edições. Além das histórias vem uma matéria como indica a capa, sobre a Copa América e uma lista de sedes, campeões e vices. Com duas histórias inéditas, uma no começo e outra no final, estrelando o Pato Donald. O Pato é o talismã do Patópolis Futebol Clube, pois está na torcida sempre que o time vence, tanto que não querem viahjar sem ele. Mas um ex-jogador, que está bem fora de forma, quer estragar tudo para o time que o dispensou. Ele e Donald vão parar numa floresta e passam por tantos apuros até voltar à civilização, que o jogador Eric emagrece e retorna a tempo de ser escalado e fazer diferença no jogo! Tem também Mickey e Pateta enfrentando uma ameaça do mancha em deixar as pessoas sem poder assitir os jogos. Pateta também participa de um Quiz na televisão sobre futebol, com fatos hilários. O Professor Ludovico fala sobre o futebol de várzea enquanto acompanhamos a narrativa sendo ilustrada pelo time da Vila Xurupita, com Pedrão, Nestor e Zé Carioca, num dos melhores momentos da edição. Tio Patinhas e Peninha enviam Donald numa missão inglória de cobrir um jogo no interior. E o Pato chuta tão mal e sua paixão por futebol é tanta que só se mete em confusão por causa disso, mas enfim descobre um goleiro novo para o time de Patópolis.
Almanaque do Pluto 1 (1989) - Tenho esta edição desde meus 9 anos, quando foi lançado e reli diversas vezes. "Férias no aCÃOpamento" - história de 1983 feita no Brasil e exportada pela Disney. PLuto está estressado e Mickey o leva para umas férias, onde brinca, pratica esportes, se apaixona e salva sua paquera de João Bafo-de-Onça e sua companheira, Chica Nária. Na história seguinte, ele fica com ciúmes de Lindoca, uma "papagaia", mas depois salva ela de um gato e ficam amigos. Pluto ajuda os sobrinhos de Mickey a garantir o sossego do tio no feriado, e impedem as visitas de Pateta e Minnie (mentindo pra ela que o tio quer casar com ela), e espantam o vendedor de bilhetes de loteria com o número que Mickey havioa pedido e que foi sorteado, para azar de todos. Pateta fica encarregado de cuidar de Pluto, mas é ameaçado pelo vizinho acada latida, mas ele impede um assalto de Bafo-de Onça. Os sobrinhos infernizam o tio Mickey porque Pluto se apaixona pela cachorrinha de um programa de TV. Pluto também descobre um larápio na loja de fotografia e durante uma falsa gravação de filme, onde bandidos assaltam um banco. O cão salva Mickey e Pateta, amarrados no porão. E na última aventura da revista, cai num tanque com tinta e fica azul, prestes a ser inscrito numa exposição. A edição conta com anúncios de gibis da Turma da Fofura e do Sergio Mallandro.
Peninha 4 (1982) - A Piada já começa na capa, com a gambiarra na pia. Na contracapa, uma história que anuncia o filme da Disney lançado na época: O Cão e a Raposa. Nas histórias, temos Biquinho sendo abduzido por aliens minúsculos em forma de nuvens que querem invadir a Terra, mas sendo a peste que é, o sobrinho do Peninha impede sem querer a invasão.Morcego Vermelho encara o Enganador, numa história pouco inspirada e com elementos sem sentido. Pena das selvas é raptado pelos pigmeus, no melhor momento da edição, com sequências hilárias. E Peninha aparece na propriedade de Urtigão para propor um negócio, mas o ermitão acaba se livrando dele depois de muita incomodação.
Peninha 16 (2006) - Revista com poucas páginas, apenas duas histórias. A primeira história utiliza até mesmo a contracapa. Peninha, além de repórter, dá uma de guia no Parque Safári, e leva Donald e Tio Patinhas para umas horas de muita confusão. Depois, uma história péssima do Morcego Vermelho com um vampiro que ataca ambulâncias e é derrotado ao escorregar numa casca de banana.

Mickey 872 (2015) - Star Tranko, a Terceira geração: paródia de Star Trek, com o camundongo e sua turma fazendo as honras em homenagem à aclamada série de ficção científica. Baseado no primeiro filme da mais recente franquia, quando Mickey busca uma tripulação para a nave que seu avô pilotou. Pateta, Minnie, Horácio, Clarabela, o corvo Amadeu e Squalidus encarnam a equipe e se aventuram rumo ao desconhecido, mas vão parar num wormhole. História continua na próxima edição. Na revista também uma história de detetive de Mickey e Pateta, e uma matéria sobre os personagens de Jornada nas Estrelas, como eu chamo.
Margarida 19 (1987) - Margarida quer escrever para o jornal de Patinhas uma matéria sobre o uso de saias pelos homens, ou melhor, patos. Donald e Peninha tem a missão de tentar fazer Urtigão vestir. Donald tenta consertar o carro da namorada e o destrói com suas trapalhadas. Margarida leva gastão para a fazenda da vovó Donalda, pois acha que ela está com problemas e precisa de sorte. E a Pata Lee, do núcleo hippie de personagens, está deprimida com questões existenciais, e sua amiga Netúnia tenta ajudar.
Zé Carioca 2010 (novembro de 1994) - Muito caprichada a paródia de Cavaleiro das Trevas dessa edição. Cavaleiro das Dívidas deveria sair em formato de luxo. Desenhos com perspectivas, splash pages, suspense e humor, com a origem do Morcego Verde com referências diretas do Batman. O cinema, o ataque do cobrador, as bolinhas de gude em primeiro plano (colar de pérolas de Martha Wayne), a sede de vingança contra os cobradores, que faz o Zé não deixar nem mesmo cobrarem um pênalti ou lateral no futebol. O ataque á Anacozeca. Tanto fez que tiveram que chamar reforços. Quem? Ninguém menos que ele, o Superpateta!! No resto da edição, histórias boas, com Pateta, Amadeu, Urtigão e o Zé sacaneando os próprios amigos por dinheiro (não tem escrúpulo nenhum mesmo, é o anti-herói da Disney made in Brazil), mas pelo menos se dá mal no final.
Disney Especial 126 - Os Temponautas (Março de 1991): Clássica coleção da editora Abril, com edições temáticas e personagens variados. Mais de 200 páginas de quadrinhos num grosso volume trazendo aventuras de viajantes no tempo. Na maioria das histórias o Professor Pardal está envolvido com suas máquinas do tempo. Mas além de histórias solo dele, o inventor maluco contracena com Tico e Teco, Tio Patinhas, Donald e sobrinhos, Mickey, Pateta, Margarida e sobrinhas, etc. Mas além de explicações científicas também os personagens viajam no tempo por meios místicos, magia e nuvens misteriosas. Mais de uma história se passa nos tempos de Robin Hood, como a protagonizada por Zé Carioca (desenhos de Renato Canini). Destaque para uma história intitulada " Objeto Voador Não Imaginável", com o selo "Clássicos Disney" num estilo diferente, com humanos e não animais antropomorfizados. Uma nave espacial com um astronauta e sua réplica robótica viajam aos tempos do Rei Arthur da espada Excalibur. Peninha no Egito antigo, Minnie nos tempos dos Druidas com Berloque Gomes, Grécia antiga, velho oeste, são muitas aventuras pra detalhar. Mas nota-se que os personagens não tem nenhuma preocupação com mexer nos fatos do passado, e as sobrinhas da Margarida, Lalá, Lelé e Lili com um total desrespeito com a Vovó Donalda, ao forçarem ela a relembrar quando foi Xerife, mesmo ela dizendo que não queria. Até mesmo enganaram ela pra entrar na máquina do tempo do pardal e jogaram ela no passado. Roteiristas sem muito compromisso e sem noção, hehe. O que valia era produzir histórias sem pensar em nada mesmo!
Era Uma Vez Na América - ótima edição, a saga da família Mickey ao longo da história da colonização dos Estados Unidos até o início do século XX. Mais de 300 páginas e capa dura!
Pateta Faz História 7 : Louis Pasteur e Dom Quixote: as histórias, nesta edição, mostram que a coleção tem seus momentos mais fracos. Valem mais pelos textos explicativos, pois nos quadrinhos mesmo, reina e o humor pastelão e não há tantas referências aos personagens originais, sejam eles reais ou fictícios.
50 anos do Superpateta - coletânea com as 3 origens, além de histórias americanas, italianas e brasileiras do personagem! Pena que a encadernação dessas edições de várias páginas seja péssima. As páginas de introdução com texto foram mal cortadas e se descolam na primeira lida! No mais, superamendoins e: Tra-lá-lá!!!
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