19 de mai de 2018

Marvel Fanfare

   Depois de meses aguardando (desde fevereiro), finalmente o correio entregou meu pacote com 11 edições da revista Marvel Fanfare, que adquiri num leilão no facebook. Abaixo as capas e algumas páginas Pin-Ups que as revistas trazem, bem como uma página com Sauron e algumas contracapas:












 






























1 de mai de 2018

Leituras de Maio

Graphic MSP - Lembranças - mais uma ótima história dos irmãos Cafagi para fechar a trilogia. História leve, onde a turminha leva o leitor a puxar suas próprias lembranças, das paixões impossíveis, clubinhos, brincadeiras e aniversários. Fora as referências, claro!





Salvat Vermelha - Máquina de Combate: Com uma história legal dos anos 90, onde Tony Stark é dado como morto logo após usar a primeira versão da armadura cinza, deixando o comando da empresa para seu amigo Jim Rhodes,  e em seguida uma saga de 2009 onde Rhodes é transformado num ciborgue. Essa última história bem violenta, com participação de Ares, o Deus da Guerra. O Máquina de Combate é um personagem bem interessante, além do visual bélico, o homem em seu interior é um grande parceiro de Tony Stark, inclusive assumindo como Homem de Ferro quando necessário!







Salvat - Howard, O Pato - assim como o escritor dessa revista em quadrinhos, acho que tenho certa fixação por patos. Tenho alguns em casa. na verdade, marrecos (a tradução certa para "DUCK", em inglês). Sempre quis conhecer os gibis do Howard desde que descobri que aquele filme que vi na infância era baseado nesse personagem dos quadrinhos. Sou um dos poucos que gostam do filme,  e embora muito criticado, ao ler agora algumas edições vi bastante referência aos quadrinhos utilizadas no roteiro do filme (A relação com Beverly, ela chamando de "patinho", o termo "macacos pelados" e outros). O gibi é uma paródia de HQ's de super-heróis, tem sarcasmo, muitas críticas sociais e discussões filosóficas, mas sem perder o bom humor e sem se estender a ponto de ficar chato. Ver o Pato perdendo a paciência com pessoas tolas é hilário! E vê-lo se candidatando à presidência e falando verdades nuas e cruas sobre a política, e enfrentando uma vaca Vampira, um Homem-Nabo e um Contabilista Cósmico é simplesmente genial (e idiota)! A edição 16 publicada pela Salvat também é diferente, com um ensaio do autor e suas discussões imaginárias com o personagem, intercalado por momentos perplexos desse escritor cara de pau, com uma edição atrasada contando com a colaboração de John Buscema e outros artistas criando figuras de fundo para ele matar tempo e páginas. Aliás, também temos algumas edições com arte de Gene Colan. Eu gostaria muito que lançassem mais material do Howard por aqui. Mas é pedir demais, eu sei...



 


 Eu mato Gigantes - li de uma vez só esta bela história, recomendada por meu irmão Julian. Realmente vale a pena conhecer Bárbara e sua imaginação fértil, originada por um drama pessoal.


 






Batman/Spawn - Guerra Infernal - Crossover dos anos 90, com personagens legais, um roteiro rápido e rasteiro, e desenhos que às vezes incomodam, talvez pela arte final meio suja ou rostos deformados e curvas "quadradas" no corpo das pessoas. História esquecível, vale só como curiosidade! Uma boa equipe de artistas pra quase nada!



 


Daredevil 164 - edição importada que comprei, um relançamento de 2002, que já foi publicada algumas vezes por aqui, sendo a primeira vez em Superaventuras Marvel 3, onde é recontada a origem do Demolidor, com desenhos de Frank Miller.



Doutor Estranho - Uma Realidade à Parte - Simplesmente magnífico este trabalho de Steve Englehart e Frank Brunner. Embora um pouco longa, essa edição da Salvat mostra momentos importantes como a morte do Ancião, a revelação de Shuma Gorath (que eu conhecia do jogo Marvel Super Heroes - Playstation 1), e ainda relembra alguns clássicos de Stan Lee e Seteve Ditko, como o primeiro encontro com Cléa e Dormammu. Pra finalizar, o vilão Adaga de Prata mostra-se uma ameaça à vida de Stephen, que viaja aos reinos da irrealidade e da morte. As histórias viajantes (mesmo) de Englehart foram belissimamente ilustrados por Brunner, uma leitura de encher os olhos e a mente. Com seu estilo dos anos 70, é um deleite psicodélico literário, que embora ingênuo e fantasioso, vai agradar leitores maduros.





Batman - Ano Um: ainda bem que encontrei esta edição a um preço razoável, pois não queria gastar tanto numa história, que, embora seja um clássico indispensável para os fãs de quadrinhos, não considero tão boa quanto outras do personagem e dos autores. Ruim? Claro que não! A primeira vez que li, realmente me surpreendi, pois esperava outra coisa, a série foca bastante em Jim Gordon em detrimento de Bruce Wayne, e ao terminar, parece que estamos no meio de um arco incompleto, mas acredito que a ideia do autor seja essa mesma, afinal, este é o "começo". Desta série foram utilizados elementos no filme Batman Begins. Os autores? Ninguém menos que Miller e Mazuchelli, de A Queda de Murdock. Só por isso vale uma conferida, ambos mestres. Incomoda nesta obra apenas os desenhos dos rostos meio parecidos em personagens diferentes. Mas tá! Clássico na coleção!



Persépolis - tardiamente conhecendo esta premiada HQ, posso dizer que esse material deveria ser leitura obrigatória nas escolas. Eu, que fui criado nos anos 80 ouvindo falar da guerra Irã/Iraque, não fazia ideia de quem eram os iranianos, de como era seu país antes ou depois da guerra, nem de sua cultura, de sua história. Marjane Satrapi nos mostra seu mundo de maneira envolvente, divertida e dramática. Cheio de referências à cultura pop da época, conta sua vida que começou num país relativamente livre, embora em crise, e sempre estimulada intelectualmente por seus pais, viu o país ser tomado por um governo religioso e rigoroso nas regras de conduta, e muitas liberdades foram tomadas. Crescendo nesse ambiente, sua vida segue até ser enviada a outro país, onde viria a confrontar outros dilemas na adolescência, que passou vivendo sozinha. Essa história em quadrinhos é bem longa, mas envolve tanto que o leitor só para quando o cansaço físico exige, pois a curiosidade aumenta a cada capitulo. Nota 10! Recomendo muito! História contemporânea de maneira prazerosa e contado por quem viveu na pele.





Salvat  - Geração X - Mais uma edição dispensável na coleção, que certamente não vou ler novamente. Quando falam mal dos quadrinhos dos anos 90, é justamente por coisas como esta HQ. Seis edições que prometem e não cumprem nada, com cortes absurdos, referências demais, desenhos meia boca e personagens bizarros, com poderes esdrúxulos pseudo científicos e absurdos (como eu havia lido anos antes na revista Wizard). Sincro, com sua aura arco-íris que sincroniza com mutantes ao redor?! Derme, que estica sua pele e a direciona. Escalpo, a menina que troca de pele, nem banho ela precisa tomar!? O Câmara, que tem um rombo da boca ao peito vazando energia de um tipo qualquer, mas fala!? O vilão Sangria, que parece um elefante fantasma. A misteriosa Suplício, que não fez nada. Nem a presença da Jubileu salvou a edição! Mesmo sabendo que os personagens seriam desenvolvidos posteriormente, achei essas edições muito ruins! Se o filme de 1996 era um lixo, pelo menos durava uma hora e pouco. Mas ler essa edição toma mais tempo ainda da gente! Tempo que poderia ter sido gasto lendo uma história boa! Os capítulos que precederam a série foram bem melhores, publicadas na edição do Banshee nesta coleção!