8 de jul de 2019

40 anos de Heróis da TV

Julho de 1979 - era publicada a primeira edição da revista que revolucionou o mercado de quadrinhos de super-heróis. Eis uma seleção de capas e momentos do número 1. Acompanhe as postagens especiais na página Gibiblioteca no facebook:



























3 de jul de 2019

Leituras - Julho 2019

Salvat Vermelha - Marvel Boy: Bom, me desculpem os fãs de Grant Morrison e J.G. Jones, mas tá aí mais uma edição dispensável da coleção. Um quadrinho confuso sobre um guerreiro Kree de outra dimensão com DNA de barata ou inseto (que deveria conceder algum poder, mas quase nada é demonstrado). Ele perde a namorada e o resto de sua equipe na chegada à Terra, é sequestrado pelo tal Dr. Midas (que nunca ouvi falar) e usa um uniforme de batalha ridículo, com capacete que lembra o Alien dos filmes, com um olho desenhado na frente. Envolve-se com a Shield, mas tudo na história é mal aproveitado. A edição também traz alguns erros como palavras repetidas ou mal colocadas e uma tradução mal adaptada em certo momento, onde vemos um Y e dizem ser um V. Tentativa de criar um novo personagem no início dos anos 2000, um rebelde mauricinho com pose de bad boy, e pegaram nome Marvel Boy, usado diversas vezes, mas o personagem só é chamado por seu nome, Noh Varr. Esquecível 5 minutos depois da leitura.





Turma da Mônica - Coleção Histórica Vol. 23 - compreendendo 5 edições de títulos variados e de épocas distintas, sendo a edição 23 da Mônica de 1972, com várias histórias criadas pelo próprio Mauricio de Souza, como Horácio, Penadinho, Zum e Bum, e Bidu. Também na edição Tina (ainda hippie) e Astronauta. Adoro aqueles desenhos antigos com a turma com a cara pontuda.








 




Cebolinha 23, de 1974, é a mais divertida do box. Primeiro, temos uma história onde o Cascão é que bola um plano para ganharem dinheiro e poder ir ao cinema ver um filme de "bangue-bangue". Bidu lida com um "moderno" e chato gravador de fitas K7. Em mais um plano contra a Mônica, a dentucinha é mais esperta e derrota os meninos no escuro com uma piada. Chico bento se dá mal ao decorar falas do Zé da Roça para perder a vergonha de conversar com Rosinha. Nos textos explicativos, Paulo Back comenta que histórias com elementos "nonsense" como uma em que Mônica carrega um buraco, tirando-o do chão, são hoje em dia evitadas. Incrível também saber que a palavra "azar" não é mais usada, sendo substituída pela expressão "má sorte" (quanta frescura). Lucinda se dá mal ao pedir para Tecodonte ajudar Horácio a não se sentir tão sozinho, pois ele acaba apresentando suas primas ao amigo. E na melhor história da edição, Cebolinha e Cascão acabam disputando um concurso de habilidade para ver quem constrói um papagaio (pipa) primeiro. Quem ganhar poderá ser o primeiro na disputa de contar até dez mais rápido, aí quem ganhar poderá contar primeiro a piada na disputa para ver quem conta até três e dar largada numa corrida que por sua vez decidirá quem vai escolher par ou ímpar saltar primeiro na disputa para decidir quem vai pegar o papagaio (pipa) que ficou preso na árvore. Genial!




 


















 




































Chico bento 23 (1983) - um médico novo na vila descobre que as pessoas precisam mais é de um veterinário para seus animais. Papa-Capim se mete em problemas para provar sua bravura e é salvo pelo Cacique. Chico encara um assaltante armado, se dá mal ao tentar pegar mel com Zé Lelé e na história final mente para sua mãe que machucou o braço e poder tirar uma folga e ir pescar, mas se arrepende. Também na revista uma história meio sádica onde Humberto participa de um programa de TV, mas como só fala "Hum", não ganha o prêmio final.





 



Cascão 23, também de 1983, traz um Chovinista que salva o Cascão de encrencas e até a cidade de uma inundação. Cascão também cai no truque da bala que deixa a boca azul, tenta ajudar um garotinho que perdeu a moeda e se dá mal, e na última história tenta adotar um sapo!










Magali 23, de 1990, trouxe uma história bem legal onde a comilona ajuda um velhinho vendedor de pirulitos a vender seus doces e poder comprar um carrinho para trabalhar, pois não podia mais caminhar tanto carregando a caixa com os pirulitos. Mingau descobre que tipo de azar sua amiga de cor preta trazia. Mônica dá um conselho importante para a amiga, que achava que estava gorda e ia explodir. E com medo da expressão "sono eterno", sabendo que significa a morte, Magali fica paranoica, não deixando o pai dormir, e perdendo o sono, imaginando que passaria a eternidade sem nunca mais comer.















Salvat Vermelha - Ben Reilly, Aranha Escarlate - com a história original do clone do Homem-Aranha, de 1975, mais uma minissérie em 4 partes quando Ben Reilly já estava bem estabelecido nas histórias do Aranha, assumindo o manto do herói já que Peter Parker ia ser pai e pensava ser o clone. O retorno de Janine, seu amor perdido e a obsessão de Kaine, que não se resolve nunca se vai matar Ben ou não. Janine tem um passado trágico, foi abusada por seu pai e o matou. No final, o capítulo final da saga do clone dos anos 90, o confronto com o Duende Verde e a morte de Ben. Seria melhor se tivessem publicado o penúltimo capítulo também, mais esclarecedeor do destino da bebê May, filha de Peter e Mary Jane. O final é bem melancólico, com o casal se apoiando depois da suposta morte da criança ao nascer e ainda pesando a morte do amigo, que na edição, infelizmente, não apareceu com o uniforme clássico de Aranha Escarlate.





























Os Maiores Clássicos dos X-Men Vol. 2 - ainda focando no trabalho do desenhista Jim Lee, esta edição traz a conclusão da reunião dos X-Men, que enfrentam impostores dos Piratas Siderais e do Professor Xavier, enquanto Nick Fury e Vampira trabalham com Magneto e Kazar para derrotar Zaladane na Terra Selvagem. Publicadas 3 vezes no Brasil, essas histórias tinham um apelo visual dos anos 90, com mulheres sexy e páginas duplas. O roteiro de Claremont não tem muita profundidade, mas compensa na ação e humor. inclui a edição dupla 275 americana, publicada em X-Men 72 da Ed. Abril, com capa especial.






Salvat Vermelha - Quasar: um super-herói reciclado dos anos 1950, da era pré-Marvel, surgiu como Marvel Boy, depois renomeado como Cruzado e ainda Marvel Man, antes de se chamar Quasar. Wendell Vaughn era chefe de segurança do projeto Pégasus, e um superagente da Shield, fazendo aparições esporádicas até eu Mark Gruenwald lançou uma série do personagem em 1989, com desenhos de Paul Ryan. Uma série modesta e com sua origem sendo recontada com pequenas alterações, teve um desenvolvimento gradual e criou um ícone do panteão cósmico da editora. A série é muito bem escrita e com belos desenhos, com um personagem inseguro, com seus problemas comuns e uma responsabilidade enorme. A edição da Salvat traz nove histórias e o habitual resumo da vida do personagem. Uma curiosidade: a origem foi mostrada na edição do Coisa, nesta coleção, com alguns fatos diferentes, vale a pena a conferida. Ótima peça da coleção, com participação de personagens como Aquarius, Homem-Aranha e o Escudo Azul.



Cascão 358 (setembro de 2000): A capa da edição ficou estranha, meio sugestiva, mas tá: Cascão fica de castigo e tudo acontece: convidam pra jogo de futebol, roubam seu brinquedo, distribuem sorvete de graça e até um Papai Noel fora de época aparece, mas ele não pode sair do quarto. Pensa em escapar, mas o remorso o faz ajudar a mãe a limpar a bagunça. Nas demais histórias, destaque apenas para a arte diferenciada, com um ângulo caprichado e um clima de filmes antigos, mas que de uma hora pra outra muda e tem um final completamente "nada a ver".







Dia 20/07 deste ano comemora-se o 146º do nascimento de Santos Dumont, então vale a pena republicar algo no blog referente a edição em quadrinhos "Santô e Os Pais da Aviação", do cartunista Spacca: Fruto de um longo estudo sobre os primórdios da aviação. O autor, brasileiro, pensou no início em fazer uma obra nacionalista, exaltando Santos Dumont, mas pesquisou e viu que na época vários homens, cientistas e adoradores do balonismo trocavam ideias e as usavam para aprimorar seus equipamentos. E nisso entravam americanos, alemães, e vários outros. A história é bem humorada, traz diversas curiosidades, os traços são bem dinâmicos e divertidos e cumprem bem sua função de ilustrar a vida de Dumont e retratar sua época e o ambiente em que vivia, na Paris na virada do século XIX para o XX. O nome Santô refere-se à pronuncia do sobrenome Santos em francês.




 

4 de jun de 2019

Leituras de Junho

Cascão 315 (fevereiro de 1999) - O pai do Cascão resolve levar o filho e o cebolinha para acampar, mas só se metem em confusão, pois as crianças querem usar tecnologia e ainda esqueceram os suprimentos. Bidu sonha com tanta comida que acorda sem fome. Dona Morte se engana de cliente e faz um coitado passar por várias situações perigosas. Nimbus faz um show de mágica para os amigos e agrada muito as meninas, que o elogiam até ele "desaparecer" de vergonha. E ainda: uma história sem palavras que publico aqui e a tirinha do final da revista, muito boa.









Chico Bento 331 - Nesta edição Chico fica com inveja das obras da casa enorme e das obras de arte da propriedade de Genesinho, pois Rosinha adorou. Ele tenta fazer uma escultura e só consegue fazer um espantalho, que ela valoriza por ter sido feito pelas próprias mãos dele. E já que os pais sempre se despedem dizendo: "Vai com deus, fio!", O "Diabão" tem que ir pra escola sozinho...








Cascão 43 (Panini) - Edição meio sem graça onde o Cascão só aparece fantasiado de Homem-Aranho, com Anjinho ajudando a levar o menino de um lado para o outro. Roteiros muito fracos na maioria das histórias: Bidu, Chico Bento e outras com a turma. A melhor ficou no final, com Cascão hipnotizado pelo Doutor Olimpo. Mas nem de perto se compara com as histórias clássicas com o vilão.





Chico Bento 347 (Maio de 2000) - A Marca do Zurro, a lenda de um herói atrapalhado enfrentando as proibições de Genesinho, o filho do "Coroné", que aproveita a ausência do pai para impedir as crianças de brincarem. Chico encarna um Zorro, mas quem faz sucesso é seu burrico, com seu som característico, um "zurro". Zé Lelé quer comprar algo com o dinheiro do porquinho (cofrinho) que quebrou, mas o valor só dá para comprar outro porquinho. Rosinha ouve assobios na rua e pensa que é para ela. E Piteco se vê às voltas com uma criatura mágica, o Plim.





Salvat - O Que Aconteceria Se... - sempre gostei dessas histórias de mundos alternativos, embora algumas sejam feitas por artistas não tão bons. Nesta coletânea, a qualidade das histórias variam, mas valem pelo seu valor histórico, como a primeira, onde o Homem-Aranha se junta ao Quarteto Fantástico. Com uma contextualização longa demais, acaba se tornando enfadonha para o leitor de hoje. Na história seguinte, onde os Vingadores se desfazem após o segundo encontro, o mesmo mal. Ritmo lento, enrolação, mas pelo menos tem a referência dos Vingadores de Ferro, que foi utilizada na saga Terra X. Na aventura onde o Doutor Estranho vira discípulo de Dormammu já temos uma HQ bem melhor, com a participação de outros magos, como Genghis e Dr. Druida, mas enfim não se altera muito o destino final do personagem principal. A qualidade volta a cair quando temos a versão da guerra Kree-Skrull com a morte de Rick Jones (a original também é meio chata em minha opinião). Nem desenhos nem roteiro ajudam. Na ótima versão onde Jarella sobrevive,  o Hulk inicia uma nova saga enfrentando os deuses do mundo de K'ai, reinando ao lado de sua esposa e povo.  E enfim um clássico do Homem-Aranha, onde Gwen Stacy sobrevive apenas para amargar o amargo destino de Peter Parker, com a identidade descoberta por J. Jonah Jameson graças ao Duende Verde.





Pílulas Azuis - premiada HQ de Frederik Peeters, contando sua história ao conhecer a a namorada e depois esposa Cati, portadora do HIV, e com seu filho na mesma condição. Apesar dos receios e dúvidas, o casal prevalece e constrói uma vida juntos, enfrentando o preconceito e conhecendo mais as maneiras de conviver com a família e a sociedade. A história é muito informativa, muito interessante para revelar mitos e verdades sobre a AIDS, inclusive os avanços no tratamento. Emoções a mil, mentes confusas e coração firme! Uma história de se admirar!






Salvat Vermelha - Agente Venom (Flash Thompson) - mais uma edição que a princípio  considerei dispensável numa coleção com os principais heróis da Marvel, mas que traz histórias boas. A primeira se destaca por contar o ato de heroísmo que acarretou na amputação das pernas de Eugene Thompson. O personagem clássico das primeiras revistas do Homem-Aranha foi ganhando profundidade ao longo dos anos, começando como um valentão da escola, depois fã do Aranha, e posteriormente se alistando no exército americano durante a guerra do Vietnã. Descobriu-se que teve um pai abusivo e o próprio Flash também se tornou um alcoólatra. Depois de alguns relacionamentos frustrados, se realista e vai para o Iraque, e depois do acidente, acaba participando de um experimento para se unir ao simbionte alienígena Venom, sendo a parte selvagem controlada por substâncias químicas. Venom já havia se aliado a Peter Parker,  Eddie Brock e Mac Gargan, mas agora, mais estável, formou uma aliança com Flash, que nesta edição enfrenta um Vampiro tecnológico e também Eddie Brock como o Toxina. Mas os dramas de Flash são o fio condutor da história, procurando reconstruir sua vida, com uma atitude positiva, mudando-se de cidade, tentando fazer amigos, resistindo ao vício, fazendo terapia, trabalhando numa escola e agindo como super-herói. Agente Venom aprovado na coleção!





Salvat - O Poderoso Thor: Ragnarok - mais uma magnífica obra de Stan Lee e Jack Kirby, um épico dos anos 1960. Ainda usando a identidade de Donald Blake, Thor enfrenta Loki, cujo poder foi aumentado pela feitiçaria de Karnilla, rainha dos nornes que tenta a qualquer custo ganhar o amor de Balder, o Bravo. Em seguida, o troll Ulik acaba libertando Mangog, que encarna a força de bilhões de seres de uma raça exterminada por Odin. Mangog pretende desembainhar a espada de Odin e com isso desencadear o Ragnarok. E também a verdade sobre a origem de Don Blake. Batalhas magníficas e páginas inteiras estonteantes desenhadas por Kirby e o discurso arcaico escrito por Lee, que dá todo o tom de nobreza dos deuses nórdicos, inclusive alguns momentos contemplativos de Thor, lembrando o Surfista Prateado (escrito na mesma época). Com a nova colorização valorizando ainda mais este clássico, é um item indispensável para os fãs de quadrinhos e aventuras heroicas literárias em geral! Excelsior!











Salvat Vermelha: Tropa Alfa - com as primeiras histórias solo da equipe canadense. Já começa com o departamento H sendo desativado. Mas os membros da tropa acabam se reunindo mesmo assim para enfrentar Tundra, inclusive com Marrina, que descobre sua origem alienígena da pior maneira, sendo controlada e torturada, e acaba atacando Pigmeu no processo. Este, no hospital, estrela uma história própria, assim como Pássaro da Neve, numa batalha contra Kolomaq, a besta do inverno, onde temos várias páginas sem desenhos, apenas balões de pensamento, fala e onomatopeias (uma jogada característica do autor, John Byrne). Participação de Namor e da Mulher-Invisível. Ainda temos também histórias curtas com as origens de Guardião, Heather, Shaman e Pássaro da Neve. A Tropa Alfa é um grupo diferenciado de heróis, saindo do padrão Marvel, mas com o clássico monstro super forte (Sasquatch) e uma dupla tipo supergêmeos (a fragmentada Aurora e o velocista Estrela Polar). Boa edição da coleção.



Superman: Brainiac - presente que ganhei e a pessoa acertou, edição muito legal com o desenhista fazendo o Superman com os traços do ator Christopher Reeve. Também nesta edição a "quarentona" Cat Grant muito bem retratada, bem como Lois e Supergirl. Brainiac recolhe dados de planetas, coleciona algumas cidades e depois os destrói, e Superman vai atrás dele no espaço. E a morte de Jonathan Kent deixa Clark devastado.






Salvat Vermelha: Miles Morales (Homem-Aranha Ultimate) - Com a primeira aparição do menino com os mesmos poderes do Aranha, tentando homenagear o falecido Peter Parker do universo ultimate, usando um uniforme igual ao combater o crime de forma meio atrapalhada, e sendo admoestado pela população, que achou um desrespeito ao herói. Em seguida, o momento em que Miles é picado pela aranha roubada acidentalmente por seu tio. A saga principal da edição é uma minissérie que mostra Peter Parker do universo regular da Marvel visitando o mundo de Miles, e encontrando com versões diferentes de seus amigos e entes queridos. Boa edição, uma leitura rápida e um pouco melancólica.






Os Maiores Clássicos dos X-Men vol. 1 - com as histórias que revolucionaram  os anos 90, com os belos desenhos de Jim Lee, sob a batuta de Chris Claremont. O leitor chega a ficar tonto com tantos detalhes nos painéis e com os cortes de cenas, que vão das alucinações e ilusões do vilão Mojo até Madripoor, passando pela Terra Selvagem e pela Ilha Muir. Muitas influências estas histórias causaram, como o clássico desenho animado, com a introdução da Jubileu, e o encontro de Logan com o Capitão América, resgatando a Viúva Negra, ainda criança, em 1941. Pois é que idade tem a Natasha, hein? Outra personagem de destaque nessa fase foi Psylocke, que ganhou seu visual oriental para agir como Lady Mandarim a mando do Tentáculo.