3 de mar de 2019

Leituras de março

Superman VS. Predador - aventura em 3 partes, em edição encadernada, onde uma expedição encontra uma nave abandonada, e ao ajudar os cientistas, Superman, numa jogada clássica de roteiristas, é exposto a um vírus e fica enfraquecido (para que o Predador da história tenha alguma chance no confronto, né?). Com um cientista utilizando tecnologia alienígena para tentar disseminar na água do planeta um composto mutagênico que vai matar todos que tiverem algum defeito em seus genes. Somente na última parte da história os dois protagonistas se enfrentam, e acabam trabalhando em conjunto quando encontram a máquina do tal cientista. História mediana, desenhos legais, mas um crossover esquecível!








A Sombra do Batman 22 - O Coringa se liberta após provocar um médico que o toca e acaba se contaminando com a toxina enlouquecedora desenvolvida pelo vilão. Ele enfrenta o Batman (Dick Grayson), enquanto Gordon descobre um terrível plano de seu filho, que quer tornar as pessoas psicopatas como ele. OK a história é legal, mas por que razão temos duas Bárbaras Gordon e dois Jim Gordon? Faltou criatividade? Não acompanho a DC, alguém sabe? Na edição também a despedida da série da Batgirl, bem divertida, e também do Robin Vermelho, em uma ótima história onde planejou matar o Capitão Bumerangue.








A Sombra do Batman 23 - última edição antes dos Novos 52. Os dois Batmen (Bruce Wayne e Dick Grayson) recrutam o Acrobata Noturno para conter uma onda de assassinatos e protestos em Paris, e contam com a ajuda da Questão (Renée Montoya). A mesma Montoya protagoniza também uma pequena história na revista, bem como o Acrobata Noturno (duas histórias), Mantilha (cujo nome não é citado) e o Espantalho. E ainda: a conclusão da história com James Gordon Jr., que tenta assassinar sua irmã Barbara com requintes de crueldade. História muito boa!






Salvat - Homem-Aranha Nunca Mais: compilando os números 44 a 50 da revista Amazing Spider-Man, temos os primeiros trabalhos de John Romita desenhando o herói, começando com uma tentativa de emular os traços de Steve Ditko, mas logo ganhando seu próprio estilo, com um aranha mais encorpado. Ah os anos 60, o clima das histórias era muito legal: festas, rock, o clima de camaradagem entre a turma da Universidade. Mesmo nesses primeiros anos, o personagem Peter Parker estava sofrendo já uma grande evolução, indo morar sozinho, se dando bem com Flash Thompson (que se alistou para a guerra do Vietnã), deixando de ser deixado de lado pela turma e as garotas. Mary Jane ganhando terreno, Gwen Stacy dando as dicas que estava interessada em Peter, essas histórias eu nunca tinha lido, não sabia que o namoro deles foi desenvolvido tão bem e aos poucos, o que torna mais chocante para os leitores da época terem lidado com a tragédia que em breve ocorreria. Muitos leitores cresceram lendo o Homem-Aranha e amadureceram junto com Peter Parker. Marvel, sua linda. Stan Lee, que maravilha fazer um Peter deprimido e atucanado de dramas e responsabilidades (tia doente, emprego, faculdade, difamação no jornal, namoros) e ao mesmo tempo um Homem-Aranha piadista. A dualidade do Lagarto, o surgimento do Shocker (muito legal), a loucura de Kraven e a audácia do novo Abutre e do Rei do Crime. Peter tentou, mas não conseguiu deixar de lado a responsabilidade que veio com seu grande poder. O filme de 2004 homenageou muito bem a edição que dá nome ao encadernado aqui comentado. J. Jonah Jameson bem que tentou, mas o amigão da vizinhança não desistiu tão fácil! A síntese do que era bom na Marvel, a melhor fase do Aranha.






Dark 7 – A Liga Dark enfrenta uma horda de vampiros em Gotham, encontram a Batgirl, Constantine tenta se mandar embora da luta mas Madame Xanadu o impede. Ela entra em transe para tentar ressuscitar Andrew Bennet a fim de derrotar Caim, enquanto Shade transporta a equipe de um lugar a outro. O destaque dessa série são Oe belos desenhos de Admira Wijaya. Em Eu, o Vampiro, Mary, a líder da revolução dos vampiros, resolve ajudar os membros da Liga Dark, já que Caim agora controla todos. O Ressurreição enfrenta o Sr. Intocável, mas não tem coragem de matá-lo. O Homem-Animal ajuda seu filho a impressionar algumas garotas, e depois tem um pesadelo premonitório, enquanto as forças da podridão se aproximam. E Alec Holland resolve voltar a ser o Monstro do Pântano para ajudar Abigail. Última edição da sequência de revistas que tenho à disposição. Foi legal conhecer um pouco desses personagens.









Salvat Vermelha: Mulher-Aranha – com a primeira história da personagem, ainda com um uniforme estranho e uma origem confusa e tom dramático. Eu preferia ter lido a série em quatro partes onde a origem foi reformulada, com a presença do Alto Evolucionário. Em seguida há a série pós-Invasão Secreta, com o material em sete partes que foi adaptado em formato de desenho “animado”, ou melhor “Motion Comics”, que há pouco assisti na Netflix. Não é nenhuma obra prima, vale mais pelos belos desenhos de Alex Maleev, de novo ilustrando para Brian Michael Bendis, assim como em Demolidor. Aqui Jessica Drew é convocada pela E.S.P.A.D.A. para caçar Skrulls remanescentes na Terra, vai a Madripoor, enfrenta a polícia e a Hidra. Nas páginas informativas, senti falta de mencionarem que foi a Mulher–Aranha que resgatou Carol Danvers após ela ser atacada por Vampira, numa das melhores histórias da Marvel. Pelo menos citaram o desenho animado que a personagem teve (eu assistia e gostava, lááááá no começo dos anos 1980).






Zero Hora - minissérie retroativa em 5 edições. Pra quem nunca leu mas via nas bancas em 1996, como resistir? Depois de tantos anos, achei num sebo e comprei. Infelizmente achei muito fraquinha essa saga cósmica temporal, onde Parallax (Hal Jordan) destrói o universo com energia cronal tentando consertar o que se perdeu na saga Crise nas Infinitas Terras, motivado pela perda de sua cidade, Coast City. Anomalias temporais aparecem, vórtices temporais, versões alternativas de personagens, e algumas mortes e sacrifícios, como o do Flash e Kyle Rayner. Muitos personagens estavam ali só por estar, pois nada fizeram. É até engraçado vê-los numa situação tipo: "Lá vem a onda de energia desfazendo o universo, temos que detê-la agora! Tirem as pessoas daqui!" Eles iam fazer o quê? Fico imaginando o Batman ou Superman, o que vão fazer contra uma anomalia energética que anula a realidade. E colocar as pessoas onde? Apenas os viajantes do tempo e teletransportadores teriam alguma chance de reação, e por isso mesmo eles comandam a trama, seres como Tempus e Metron. Os desenhos de Dan Jurgens são o atrativo das edições, mas a história não empolga, pelo menos hoje em dia. Na época não sei se os fãs decenautas gostaram. 








Duas ótimas Graphics MSP - "Horácio: Mãe", onde o tiranossauro mais bonzinho da pré-história vive uma aventura cheia de perigos e lições de vida na jornada em busca de sua mãe, com seus amigos Napinho e Tecodonte. O final é emocionante demais! Em "Jeremias: Pele", o tema do racismo e do bullying é tratado de maneira bem dramática, com eventos que farão o personagem buscar amadurecimento e afirmar sua identidade no mundo. Obras-primas dos quadrinhos nacionais!




Bidu - Juntos - Mais uma Graphic MSP, com uma arte mais simples, e poucos diálogos, inferior ao primeiro trabalho, onde o cachorrinho azul conheceu seu dono. Neste número, eles ainda estão descobrindo como conviver, e descobrindo as personalidades um do outro. Podem não ser minhas edições preferidas da coleção, mas dizer que qualquer uma delas é ruim seria um pecado!






Batman nº 1 - Revista de 1995, com os últimos confrontos orquestrados por Bane para minar a resistência física e mental do Homem-Morcego. O herói enfrenta o Vagalume, e o Coringa, e enfim já alquebrado, é derrotado facilmente pelo covarde e bombado inimigo, que ao invés de matar, resolve aleijar Bruce Wayne. Nunca tinha lido essa fase do Batman. Achei excelente.




Salvat Vermelha: Jovens Vingadores - com a primeira história do grupo adolescente, de 2005,  e mais seis especiais, cada um focando em um personagem, de 2008. Nunca acompanhei estes personagens, criados para cativar novos leitores para a Marvel, e embora pareça que eles têm boas histórias, não despertou meu interesse em conhecer mais. Patriota é fruto de um retcon em que teria existido um Capitão América negro, antes de Steve Rogers. Rapaz de Ferro (impossível não rir desse nome) é na verdade Nathaniel Richards e é Kang também (nunca vou entender tanto que já fizeram com esse personagem. Não era ele o pai do Reed Richards? Mas aqui é um garoto do futuro!?). Hulkling seria filho do Capitão Mar-Vell e da princesa Anelle, dos Skrulls. Asgardiano (ou Wiccano) e Célere seria encarnações dos filhos gêmeos (que nunca existiram) da Feiticeira Escarlate. O Visão até agora não entendi. Ainda tem a Gaviã Arqueira e Estatura, a carismática filha do Homem-Formiga Scott Lang. AS histórias individuais são até interessantes para quem acompanha. Mas é mais uma edição que dificilmente vou reler.




Liga da Justiça e Batman 9 - Bane humilha publicamente o Homem-Morcego, e Alfred, Robin e Jean-Paul Valley, com o apoio de Gordon, fazem o que podem para ajudar o moribundo Bruce Wayne.A Liga da Justiça encara uma ameaça que vem do espaço, um ser que diz ter comprado a galáxia há milhares de anos, e ele tem documentos e tudo mais pra comprovar...





Batman 2 - Continuando a saga "A Queda do Morcego", a edição traz um flashback contado por Robin, onde Batman enfrentou o Duas-Caras, tudo isso enquanto tratam dos ferimentos de Bruce Wayne. A doutora Shondra é chamada, enquanto Alfred simula um acidente de carro, e a Mulher-Gato e outras gangues de Gotham são chantageadas por Bane. Ainda: uma história de Natal com o Rastejante, salvando uma mulher e seu filho de serem mortos pelo pai da família, a quem o Rastejante amarra e coloca sob a mira da polícia para ser morto.