27 de abr de 2012

Ronin

Há algumas semanas ganhei um presentão de um amigo, o professor Oscar Tomaz Figueredo: a minissérie Ronin, de Frank Miller, que li e gostei bantante, pois embora já tivesse ouvido falar, não tinha ideia da temática da obra.



Como estou sem tempo para escrever resolvi reproduzir um texto que achei na internet:

Escrito por Wellington Srbek:


"Tudo começou quando chegou às mãos de Frank Miller um grosso volume com o mangá Lobo Solitário (um sucesso no Japão, que narra a história de um samurai sem mestre). Ao folhear o mangá pela primeira vez, Miller ficou impressionado com a narrativa visual impecável, o que teria uma influência decisiva em suas HQs.

Após essa feliz descoberta, o quadrinista norte-americano passou a incorporar elementos narrativos de Lobo Solitário às HQs do herói Demolidor. Ele também introduziu personagens saídos da cultura japonesa, como ninjas e samurais, dando destaque à sensual assassina Elektra. Outro personagem que ganhou um tratamento à japonesa foi o mutante Wolverine que, na minissérie escrita por Chris Claremont e desenhada por Miller, viaja ao Japão, onde enfrenta ninjas e lutadores de sumô (além de aparecer com garras na forma de lâminas japonesas). Mas talvez a maior homenagem de Miller aos quadrinhos japoneses seja Ronin (marco fundamental na trajetória das graphic novels e minisséries de luxo).

Lançada em seis edições pela DC Comics nos anos 80, Ronin deu início à publicação das minisséries com temática mais adulta. Começando no Japão feudal, a HQ mostra um jovem samurai que busca vingar a morte de seu mestre. No confronto final contra o assassino, Ronin e o demônio Agat acabam aprisionados numa espada mágica, ressurgindo séculos depois numa caótica e altamente tecnológica Nova York do futuro. O roteiro se desenrola a partir daí, contando com muitos duelos de espadas, cenas do Japão feudal e hordas de robôs, e bastante original em sua fusão entre passado e futuro, elementos orientais e ocidentais.




 

Mas é sem dúvida em termos narrativos e estilísticos que a minissérie de Miller causou maior impacto. Antecipando alguns dos elementos que o quadrinista desenvolveria posteriormente em O Cavaleiro das Trevas (flashbacks e imagens de monitores). No entanto, o que mais se destacou na minissérie foi seu visual bastante incomum para os padrões dos quadrinhos norte-americanos, com linhas tênues, emaranhados de traços e cores estilizadas (produzidas por Lynn Varley). Por tudo isso, Ronin se assemelhava mais a um álbum europeu do que aos quadrinhos da época.





Ronin não foi um enorme sucesso comercial quando lançada. De qualquer forma, a minissérie de Miller contribuiu para a popularização dos mangás no Ocidente, particularmente da série Lobo Solitário (cujas edições ocidentais contaram com capas desenhadas por ele). Os elementos da narrativa dos mangás utilizados por Miller também influenciaram outros quadrinistas, promovendo uma renovação dos comics. Além disso, a minissérie (lançada originalmente no Brasil há vinte anos) foi um marco na relação das grandes editoras norte-americanas com os autores mais renomados, que passaram a ter maior controle e direitos sobre suas criações. Só isso já faria de Ronin, o “mangá” futurista de Frank Miller, uma HQ decisiva para a história dos quadrinhos norte-americanos."

fonte:   http://maisquadrinhos.blogspot.com.br/2008/01/ronin-o-mang-futurista-de-frank-miller.html

Um comentário:

  1. Continue com o excelente blog!!!!!!!!!!!!!






    Seu link está atualizado!!

    grande abraços!!!

    ResponderExcluir