25 de out de 2013

Quadrinhos e Cinema 4 - Trilogia X-Men - Parte 3



X-MEN: O CONFRONTO FINAL

                        Mutantes e humanos. Há muito eles se esforçam para coexistirem. Enquanto uns tentam unir o mundo, outros tentam dominá-lo. Nenhuma das estratégias prevaleceu. Mas quando os conflitos chegam a um impasse, é inevitável que algo aconteça para alterar o equilíbrio para sempre.*



                   O grande problema da última parte da trilogia original da saga dos mutantes da Marvel no cinema é a ausência do diretor Bryan Singer, que optou por dirigir o filme Superman O Retorno. Ele sabia dosar a fantasia e a realidade num nível aceitável. Não estou dizendo que este seja um filme ruim, mas muitas coisas ficariam melhor sob outra regência. 
               Neste filme, cujo nome (X-Men: The Last Stand) poderia ter sido traduzido como X-Men: A Última Resistência ou algo do tipo, temos elementos de fases áureas dos quadrinhos, como a Saga da Fênix e outras mais recentes (Surpreendentes X-Men), que não acompanhei. E alguns personagens clássicos que fizeram falta nos outros dois filmes deram as caras, como Fera e Anjo, que são da formação original.
                   O conflito entre mutantes e humanos se dá quando os laboratórios Worthington (do pai de Warren, o Anjo) estudam um menino cuja mutação anula os poderes de outros quando se aproximam e produzem então uma “cura” polêmica. Alguns mutantes a querem para não serem discriminados ou se livrarem de sua “maldição” (como Vampira) e outros a rejeitam porque não se veem como doentes para serem curados. Toda uma discussão ética social e individual está implícita neste dilema. Nos quadrinhos, um dos x-men ainda pergunta para a médica responsável: e o que vem a  seguir? A eliminação do gene gay? Marco Feliciano deveria ler x-men e aprender a pensar!




                Ao mesmo tempo, Ciclope sente um chamado mental de Jean, que renasce e revela sua personalidade escondida, a Fênix, uma mutante poderosíssima e selvagem, e sinceramente, mais assustadora do que as cenas de O Exorcista. Ela mata alguns de seus ex-colegas e muita gente durante o filme, manipulada por Magneto.
                 Citar os personagens do filme levaria uma eternidade, apenas merecem menção o grandalhão Fanático e o Homem-Múltiplo, aqui retratado como vilão. Kitty e Colossus participam pra valer desta vez, e temos um confronto de Pyro e Bobby, o Homem de Gelo. Wolverine mais uma vez se destaca e embora tentem dar importância à Tempestade, Halle Berry não faz jus ao papel, em minha opinião.
               O pecado maior do diretor Brett Ratner é a pretensão e a inundação de mutantes que criou (pecado que a Marvel também cometeu nos últimos anos, que mostravam os mutantes quase como maioria no planeta – e recentemente criou eventos que levaram os mutantes quase à extinção). E os saltos dos aliados de Magneto na batalha final? Manjados truques com cordas. Isso me cansou. A maquiagem do Fera também não gostei, parece que só sabem pintar pessoas de azul: Mística, Noturno (que desapareceu neste filme) e agora o Fera? A cena da ponte sendo removida é outra coisa incrível e épica, mas não sei por que não me convence.

               Mas os pontos fortes do filme são muitos também: o começo, mostrando a época em que Xavier e Magneto trabalhavam juntos em prol dos mutantes; o drama do Anjo e a ironia de suas asas salvarem seu pai, que queria “curá-lo”; Wolverine matando na floresta (embora a cena esteja mal colocada, falha na edição, que esqueceu de fazer uma introdução para a cena - ele do nada está lá; a vingança de Mística, que mostra, como disse o Presidente dos EUA no filme, que "Não há fúria maior do que a de uma mulher rejeitada"; Magneto usando seus poderes para libertar Mística; o treino na Sala de Perigo; a chegada clássica dos X-Men na batalha final; Jean assustadora enfrentando Charles, e o final apoteótico que me faz verter lágrimas toda vez que assisto. E por favor, vejam no final dos créditos uma cena a mais, que é importante.
               Enfim, um bom filme, com muitas surpresas e cenas emocionantes, admito, que peca por ser curto demais e mostrar tanta coisa em ritmo acelerado. O DVD duplo traz cenas inéditas e estendidas e muita coisa de bastidores, e uma daquelas introduções*, que na versão oficial ficou de fora.
               Quem não viu, que veja, vale a pena! 

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