Capitão América 156 (Maio de 1992) - Uma revista dedicada quase que exclusivamente ao deus do trovão. Três edições americanas de Thor editadas em duas pela editora Abril. Escrito por Tom Defalco e desenhada por Ron Frenz (RIP), temos Thor tentando enfrentar um Celestial, entrando em sua cabeça, lidando com criaturas, energias e sistemas de proteção robotizados, usando seu poder como nunca foi visto antes. Mesmo assim, ele perde a batalha, mas uma cópia sua criada pelos Celestiais, o Replicoide, explica a ele que o planeta que lhe serviu de refúgio terá outra chance de recomeçar com os sobreviventes julgados e escolhidos. Ele refaz o uniforme de Thor e o envia à Terra. Lá ele encontra seus companheiros Vingadores e o Capitão Steve Rogers, com seu novo uniforme. Eles enfrentam as hordas de Set, o deus egípcio da morte, que também atacou Asgard, e em certo momento da batalha, o Capitão se mostra digo e ergue o martelo Mjolnir, devolvendo-o a Thor em seguida. Os amigos criam um forte vínculo depois da batalha. Na última história, o Capitão recebe um novo escudo enviado pelo Pantera Negra, e atende ao chamado de Cascavel, pois a Irmandade da Serpente, inimigos do Capitão, sofreram um ataque de Víbora (Madame Hidra), que está recrutando para seu lado os membros da irmandade ou envenenando-os. O líder Coral estava sendo levado a um hospital quando sua maca cai durante uma briga entre Serpente Negra e a Andarilha. História de Mark Gruenwald e desenhos de Kieron Dwyer.
HQs, leitura e educação: Resenhas, indicações e reflexões sobre histórias em quadrinhos.
25 de jun. de 2024
23 de jun. de 2024
Epic Collection - Surfista Prateado: Liberdade (Parte 2)
Epic Collection - Surfista Prateado: Liberdade (Parte 2) - Silver Surfer 11 a 14 - em algumas edições temos o desenhista convidado Joe Staton, os roteiros seguem sendo de Steve Englehart. Saton faz uns rostos estranhos e em alguns momentos os personagens ficam muito "cartunescos", mas também tem boas cenas. Continuando a história, o Surfista Prateado acompanha Nova até uma região escura do espaço chamada Saco de Carvão, atrás de piratas com os quais o ancião Contemplador fugiu depois que a Inteligência Suprema enlouqueceu e Galactus derrotou seus irmãos. Lá eles se metem em brigas, dançam, se aproximam e são capturados e usados como baterias vivas pelo Capitão Réptil, que odeia humanos e tem apreço apenas pelo ancião por não se intrometer na evolução de sua raça. Mas isso não impede o selvagem Capitão a devorar o Contemplador vivo quando Nova e o Surfista conseguem fugir. Fica uma dúvida: se os anciões não podem mais adentrar o domínio da morte, como citado na edição, como fica o Contemplador, de quem só sobrou a cabeça flutuando no espaço?
Um Surfista Prateado ataca o império Kree enquanto o verdadeiro estava no Saco de carvão com Nova. Ao saírem, eles topam com Ronan, o Acusador, que chama o Surfista de traidor por não ter honrado o que combinou com Nenora, a atual líder. O Surfista o derrota, e logo encontra seu sósia. UM ERRO GRITANTE DA PANINI no título da história seguinte: PREATEADOS no lugar de Prateados (e encontrei mais um ou dois erros menores em alguns balões). Nova testemunha os dois Surfistas brigarem e é atacada pelo vencedor. Ele revela ser um skrull e conserta com seu relato um grande lapso da Marvel: a presença do herói no funeral do Capitão Marvel, em Titã, quando o Surfista ainda estava preso á Terra pela barreira de Galactus. Na verdade era esse sósia, que tomou a forma dele e depois se aprimorou como o Superskrull para ter seus poderes. Ele só não contava com Ronan retornado com aprimoramentos também, achando que ele era o verdadeiro Surfista. Ele morre na batalha, Ronan vai embora e o Surfista reaparece, pois Nova, na dúvida havia imbuído seu corpo com poder para se curar. Eles engatam um romance, já que Mantis foi dada como morta e ela mesma ensinou o Surfista a seguir em frente. Um skrull é descoberto na Terra, num gancho para Silver Surfer Annual 1, publicada no Brasil no Superalmanaque Marvel 6 (1992).
Em seguida, uma história especial de Stan Lee e Jack Kirby contando a origem de Galactus. Conhecemos Galan, cientista do planeta Taa, que se torna o único sobrevivente de um universo que chegava ao fim. Tocado por uma voz misteriosa no limiar da destruição, ele renasce para se preparar e em alguns milhares de anos, se tornar uma nova força da natureza, um devorador de mundos. O Vigia Uatu o encontrou em seu estado governante e descobriu o que ele se tornaria. Ainda assim, receoso, preferiu não interferir em seu destino, mesmo sabendo que poderia de arrepender um dia.
Fechando a edição, novamente é publicada Marvel Fanfare 51 (que saiu em Grandes Tesouros Marvel - Surfista Prateado: Juízo Final), uma história alternativa de Steve Englehart e John Buscema, que seria o começo de uma nova série, mas que mudou de rumos. O editor Al Milton resolveu publicar para que não se perdesse uma bela colaboração de Buscema. Como já descrevi um tempo atrás a história, vou apenas respostar: o Surfista Prateado é atacado por soldados Krees, que tem a missão de acabar com um suposto "Terror". Depois de se recuperar do ataque, ele derrota os soldados, encontrando em seguida Mantis e seu filho "Sprout" (Broto), que usava o nome humano de Arthur. Eles viviam numa cidade pequena e pacífica, sendo o menino o escolhido para trazer uma nova era, pois era filho dos reinos animal e vegetal (Mantis era a Madona Celestial e casou com um ser da raça Cotati em Grandes Heróis Marvel 10). O Surfista revela sua solidão e saudade de Shalla Bal, que não via desde que foi trazida por Mefisto à Terra (Heróis da TV 70). Mantis consegue se comunicar com as plantas de Zenn-La e revela que o planeta foi reconstruído e Shalla Bal foi eleita imperatriz. O pobre Surfista, resignado, amadurece a ideia de que talvez nunca mais a veja. Enquanto isso, a Suprema Inteligência Kree encontra outro avatar para seu ataque, detectando o ódio de bilhões de seres de uma raça na forma de Mangog, que havia sido miniaturizado por Thor (Heróis da TV 55). Ele ataca, Broto revela seu poder transformando-se numa espécie de árvore humana, e o Surfista se entrega para ser destruído no lugar da criança, o verdadeiro alvo do beligerante governante Kree. Mantis mostra a atitude nobre ao filho e diz para ele se inspirar naquele ato. Assim, a alma pura do Surfista Prateado absorve o ódio que alimentava o inimigo e derrota Mangog, indo embora com Mantis e o menino após uma troca de olhares e os pensamentos de Mantis revelam interesse por um companheiro.
A Epic Collection traz páginas pin-up (apenas uma inédita), e matérias sobre a nova revista do Surfista, de 1987), sobre sua origem e um retrospecto de todas as aparições do personagem.

































































