Ainda sobre meu projeto de incentivo à leitura com os quadrinhos, posto alguns trabalho de alunos, quadrinizando textos de Mário Quintana:
HQs, leitura e educação: Resenhas, indicações e reflexões sobre histórias em quadrinhos.
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21 de jun. de 2023
11 de set. de 2015
Livro: Adeus, fantasia!
Na Feira de Incentivo à Leitura deste ano estarei divulgando a publicação de meu 1º livro, com textos que escrevi desde a adolescência, influenciado por leituras de livros, quadrinhos, músicas, letras, poetas clássicos, filmes e desenhos animados, além de sentimentos, amizades e experiências variadas.
Deste modo, este registro contará com crônicas, reflexões, poesias, contos, brincadeiras com as palavras e letras de música.
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| PRÉVIA DA CAPA |
Desde que este blog é referente a meu projeto com histórias em quadrinhos, eis um poema cuja influência é direta de um de meus personagens preferidos da Marvel, o vilão Thanos, sobre quem já escrevi neste blog:
De Thanos – Memórias do Infinito
Misericordiosíssima Senhora Morte
Dama que rege meu azar e sorte
Rogo por ti, me dê o alívio eterno
Leve-me logo para o cemitério.
Não posso suportar as mágoas dessa vida
O fardo de desilusões que para mim não finda
Faz-me ansiar o fim de tudo em breve
Que ao menos para mim a terra seja leve.
Eu sei que maculei a tua honra, amada
Usurpando o trono outrora sempre teu
Pois persiste o silêncio, não me dizes nada.
Todo meu poder, desta forma, é nulo
Se o afeto que tinhas por mim se perdeu
No abismo do esquecimento agora, pois, eu pulo.
Não posso suportar as mágoas dessa vida
O fardo de desilusões que para mim não finda
Faz-me ansiar o fim de tudo em breve
Que ao menos para mim a terra seja leve.
Eu sei que maculei a tua honra, amada
Usurpando o trono outrora sempre teu
Pois persiste o silêncio, não me dizes nada.
Todo meu poder, desta forma, é nulo
Se o afeto que tinhas por mim se perdeu
No abismo do esquecimento agora, pois, eu pulo.
29 de set. de 2011
Gibis e Poesia
Nos anos 80 era comum os fãs escreverem cartas às editoras com poemas sobre os personagens. Alguns se destacavam, como os seguintes, publicados respectivamente nas revistas Heróis da TV 59 e 37. Ambos sobre o personagem que mais gosto, ambos do mesmo leitor:
Eis o corpo, martírio prateado,
No silêncio da noite agonizando.
Sua dor é um monstro devorando
Os instantes que a vida tem lhe dado.
O destino, cruel e desumano,
Separou-o de seu planeta natal,
E agora, lutando contra o mal,
Ele vive entre nós, seres humanos.
Ele foi para sempre encarcerado,
Nas entranhas horríveis da amargura.
Seu caminho: a própria desventura;
Seu nome: Surfista Prateado!
Maio 1984
Do cosmo infinito
De um tempo perdido
Por entre as estrelas
É que fui gerado
Nascido, levado
(Tão injustamente).
Meu ente que erra
Por terras estranhas
Cativo, humilhado
Incompreendido
Ferindo e ferido
Pela humanidade.
Meu corpo que vaga
De olhos distantes
Olhando as estrelas
No peito Pulsando
A dor da saudade!
Julho 1982
Está aí mais um exemplo de como os quadrinhos incentivam a leitura e trazem um estímulo à escrita e compreensão de textos!
Já eu escolhi este abaixo, que me lembra também do Surfista Prateado:
Ao Luar
Quando, à noite, o Infinito se levanta
À luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha tátil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado...
Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!
Augusto dos Anjos
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