Bad Boy (Janeiro de 2010) - De Frank Miller com desenhos de Simon Bisley. Álbum da editora Devir, oruinda da Dynamite Entertainment, com a história de um garoto que vive fugindo e sendo caçado por robôs zumbificados, que repetem que se preocupam com ele. Ele passa por um processo de lavagem cerebral que não funciona bem, acorda com seus falsos pais choramingando, tenta lembrar do que é real, e tem visões de uma garotinha chamando por ele, para fugirem. Os pais falam que a cidade deles é perfeita, mas o menino sempre recomeça a fuga num foguete. Descobre que tem um gato que fala com ele, que existem hologramas para impedir suas ações, e acaba se excitando ao conhecer uma mulher seminua que parece chefiar o processo de lavagem cerebral. Tudo que ele quer é fumar um cigarro e fugir, e um dia ele consegue, descobrindo que existe um outro mundo abaixo de onde vivia. Um mundo mais decadente, mas real. Belas e cartunescas ilustrações, cores vibrantes e o texto ácido de Miller. Bad Boy é uma boa pedida para fãs de quadrinhos. A edição traz esboços do desenhistas e capas extras e originais.
HQs, leitura e educação: Resenhas, indicações e reflexões sobre histórias em quadrinhos.
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9 de mar. de 2024
22 de fev. de 2013
Elektra: Assassina
Bom, primeiramete gostaria de dizer que há muitos anos queria ler esta obra. Três fatores me diziam que TINHA que ser boa esta obra: Elektra, Frank Miller e Bill Sienkiewicz. Uma personagem interessante, o cara que a criou e que geralmente faz histórias clássicas, e um ilustrador excepcional. Precisa mais?
Lançada primeiramente como minissérie pela Editora Abril e depois encadernada pela Panini, a obra requer um olhar sensível e maduro do leitor. A arte é praticamente surrealista, e o roteiro, cheio de flashbacks e não apresenta uma linha contínua de ação. É arte pura em movimento, é introspecção e subjetividade, dos personagens e do leitor. O que está nas páginas não necessariamente é o que está acontecendo. Um pouco difícil de digerir na primeira leitura, ainda mais pro leitor iniciante, que certamente fica confuso.
Para entender a trama é bom que se conheça a fase das histórias do Demolidor criadas por Miller e que apresentaram Elektra, lançadas certa vez como Elektra Saga. Esta última, juntamente com o Graphic Álbum "Elektra Vive", são visões do criador sobre a personagem.
Em Elektra Assassina, o agente do governo John Garret persegue a ninja e acaba dominado por ela, que tenta deter a entidade conhecida como "a Besta" de causar uma guerra através da manipulação do presidente dos Estados Unidos. As primeiras partes descrevem a mente confusa da ninja grega, que havia sido aprisionada, e aos poucos a história vai ficando mais clara.
Eu conheci certos elementos da história há alguns anos, quando foram resgatados na saga da ressurreição da personagem, na revista Superaventuras Marvel.
Não pretendo falar mais da história, pois não há muito que descrever a quem não vai realmente ler. A obra é ação, ficção, experimentação, alucinação, sedução e um deleite para os olhos - um charme só.
Análises melhores podem ser encontradas no site Universo HQ ou blogs de leitores. Se você ler as entrevistas dos autores presentes na edição, vai entender melhor.
Procure conhecer os quadrinhos da ninja Elektra. Mas não veja o filme - aquilo foi um crime!!
![]() |
| Atriz linda - filme ruim pra dedéu!! |
27 de abr. de 2012
Ronin
Há algumas semanas ganhei um presentão de um amigo, o professor Oscar Tomaz Figueredo: a minissérie Ronin, de Frank Miller, que li e gostei bantante, pois embora já tivesse ouvido falar, não tinha ideia da temática da obra.
Como estou sem tempo para escrever resolvi reproduzir um texto que achei na internet:
Escrito por Wellington Srbek:
"Tudo começou quando chegou às mãos de Frank Miller um grosso volume com o mangá Lobo Solitário
(um sucesso no Japão, que narra a história de um samurai sem mestre). Ao folhear o mangá pela primeira vez, Miller ficou
impressionado com a narrativa visual impecável, o que teria uma
influência decisiva em suas HQs.
Após essa feliz descoberta, o quadrinista norte-americano passou a incorporar elementos narrativos de Lobo Solitário às HQs do herói Demolidor. Ele também introduziu personagens saídos da cultura japonesa, como ninjas e samurais, dando destaque à sensual assassina Elektra. Outro personagem que ganhou um tratamento à japonesa foi o mutante Wolverine que, na minissérie escrita por Chris Claremont e desenhada por Miller, viaja ao Japão, onde enfrenta ninjas e lutadores de sumô (além de aparecer com garras na forma de lâminas japonesas). Mas talvez a maior homenagem de Miller aos quadrinhos japoneses seja Ronin (marco fundamental na trajetória das graphic novels e minisséries de luxo).
Lançada em seis edições pela DC Comics nos anos 80, Ronin deu início à publicação das minisséries com temática mais adulta. Começando no Japão feudal, a HQ mostra um jovem samurai que busca vingar a morte de seu mestre. No confronto final contra o assassino, Ronin e o demônio Agat acabam aprisionados numa espada mágica, ressurgindo séculos depois numa caótica e altamente tecnológica Nova York do futuro. O roteiro se desenrola a partir daí, contando com muitos duelos de espadas, cenas do Japão feudal e hordas de robôs, e bastante original em sua fusão entre passado e futuro, elementos orientais e ocidentais.
Mas é sem dúvida em termos narrativos e estilísticos que a minissérie de Miller causou maior impacto. Antecipando alguns dos elementos que o quadrinista desenvolveria posteriormente em O Cavaleiro das Trevas (flashbacks e imagens de monitores). No entanto, o que mais se destacou na minissérie foi seu visual bastante incomum para os padrões dos quadrinhos norte-americanos, com linhas tênues, emaranhados de traços e cores estilizadas (produzidas por Lynn Varley). Por tudo isso, Ronin se assemelhava mais a um álbum europeu do que aos quadrinhos da época.
Ronin não foi um enorme sucesso comercial quando lançada. De qualquer forma, a minissérie de Miller contribuiu para a popularização dos mangás no Ocidente, particularmente da série Lobo Solitário (cujas edições ocidentais contaram com capas desenhadas por ele). Os elementos da narrativa dos mangás utilizados por Miller também influenciaram outros quadrinistas, promovendo uma renovação dos comics. Além disso, a minissérie (lançada originalmente no Brasil há vinte anos) foi um marco na relação das grandes editoras norte-americanas com os autores mais renomados, que passaram a ter maior controle e direitos sobre suas criações. Só isso já faria de Ronin, o “mangá” futurista de Frank Miller, uma HQ decisiva para a história dos quadrinhos norte-americanos."
Após essa feliz descoberta, o quadrinista norte-americano passou a incorporar elementos narrativos de Lobo Solitário às HQs do herói Demolidor. Ele também introduziu personagens saídos da cultura japonesa, como ninjas e samurais, dando destaque à sensual assassina Elektra. Outro personagem que ganhou um tratamento à japonesa foi o mutante Wolverine que, na minissérie escrita por Chris Claremont e desenhada por Miller, viaja ao Japão, onde enfrenta ninjas e lutadores de sumô (além de aparecer com garras na forma de lâminas japonesas). Mas talvez a maior homenagem de Miller aos quadrinhos japoneses seja Ronin (marco fundamental na trajetória das graphic novels e minisséries de luxo).
Lançada em seis edições pela DC Comics nos anos 80, Ronin deu início à publicação das minisséries com temática mais adulta. Começando no Japão feudal, a HQ mostra um jovem samurai que busca vingar a morte de seu mestre. No confronto final contra o assassino, Ronin e o demônio Agat acabam aprisionados numa espada mágica, ressurgindo séculos depois numa caótica e altamente tecnológica Nova York do futuro. O roteiro se desenrola a partir daí, contando com muitos duelos de espadas, cenas do Japão feudal e hordas de robôs, e bastante original em sua fusão entre passado e futuro, elementos orientais e ocidentais.
Mas é sem dúvida em termos narrativos e estilísticos que a minissérie de Miller causou maior impacto. Antecipando alguns dos elementos que o quadrinista desenvolveria posteriormente em O Cavaleiro das Trevas (flashbacks e imagens de monitores). No entanto, o que mais se destacou na minissérie foi seu visual bastante incomum para os padrões dos quadrinhos norte-americanos, com linhas tênues, emaranhados de traços e cores estilizadas (produzidas por Lynn Varley). Por tudo isso, Ronin se assemelhava mais a um álbum europeu do que aos quadrinhos da época.
Ronin não foi um enorme sucesso comercial quando lançada. De qualquer forma, a minissérie de Miller contribuiu para a popularização dos mangás no Ocidente, particularmente da série Lobo Solitário (cujas edições ocidentais contaram com capas desenhadas por ele). Os elementos da narrativa dos mangás utilizados por Miller também influenciaram outros quadrinistas, promovendo uma renovação dos comics. Além disso, a minissérie (lançada originalmente no Brasil há vinte anos) foi um marco na relação das grandes editoras norte-americanas com os autores mais renomados, que passaram a ter maior controle e direitos sobre suas criações. Só isso já faria de Ronin, o “mangá” futurista de Frank Miller, uma HQ decisiva para a história dos quadrinhos norte-americanos."
fonte: http://maisquadrinhos.blogspot.com.br/2008/01/ronin-o-mang-futurista-de-frank-miller.html
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